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segunda-feira, 19 de julho de 2010

A angústia da fé

A angústia da fé
qua, 19 de mai de 2010
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Esse é um post reflexivo. Se você não curte pensar, vá ler um livro do Valdemiro Santiago.

Ontem, caminhando de volta à casa, estive refletindo sobre a fé. Estava pedindo a Deus forças para aguentar o ritmo frenético que precisamos adotar para conseguir certo padrão de vida em São Paulo, quando me deparei com uma pergunta: “Deus se importa mesmo com o que peço?”

Fé é algo complicado. Você pode ter fé que Deus existe, que Jesus é Seu filho. Mas… você pode ter fé de que Ele dará atenção à sua oração? Que Ele te ajudará realmente e não deixará nada de mal lhe acontecer?

Em um primeiro momento você responderá: “claro que sim!”. Mas pondere um pouco mais. Quantas coisas ruins acontecem todos os dias com evangélicos que também oram e etc? Muitas coisas. Deus não os livrou de sofrer. Jesus em pessoa prometeu que não teríamos folga ao dizer: “No mundo tereis aflições…”. Então, porque Deus me ouviria? O que O impede de me fazer mal, para que aprenda ou pague por algo? Porque Ele se importaria com meus sentimentos? Esse tipo de questionamento começou a inundar a minha cabeça.

Parei um pouco e pensei nos apóstolos, não esses de hoje, os de verdade, todos mortos violentamente, um a um. Penso no que eles oravam. Se Deus realmente ouviu suas orações. Será que eles estavam num transe trascendental tão profundo que não se importaram em sofrer? Duvido. Todos eles se amarguraram ao perceber que o sofrimento não seria aliviado de suas vidas. Mesmo com toda a fé do mundo.

Portanto, independente da fé que eu tenha depositada em Deus, o que impedirá que minha oração não seja ouvida ou atendida? Nada. Deus faz como bem quer, independente do que você ore. Ao pensar nisso, abaixei a cabeça. Decidi que minhas orações não conteriam mais pedidos ou solicitações. Nenhuma. Apenas terminariam com “Faças como achar melhor”. Pois, no final, é isso o que vai acontecer mesmo. Por papo de teólogo.

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