sábado, 26 de junho de 2010
Fé e política
Miriam Leitão, O Globo
Na entrevista que fiz esta semana com Marina Silva não perguntei de religião. Foi proposital. Ao me preparar para a entrevista, me dei conta de que já entrevistei muitos candidatos à Presidência, nas últimas cinco eleições, e nunca perguntei a qualquer dos candidatos se, de alguma forma, suas convicções religiosas seriam parte do programa de governo. E eles tinham religião.
As perguntas sobre a religião evangélica de Marina Silva aparecem de várias formas, são recorrentes, todas revelam o mesmo temor: o de que ela imponha ao país, caso eleita, suas crenças religiosas através do currículo escolar ou padrões de comportamento. Um temor que mais parece preconceito. Primeiro, ela não tem esse perfil autoritário, aliás é uma pessoa pública que marcou sua vida pelo diálogo. Segundo, e mais importante, nós temos uma democracia forte, vibrante, capaz de reagir a quaisquer tentativas de cerceamento da liberdade individual. Veja-se a tentativa do governo Lula de impor o controle da imprensa, em 2003, através de uma agência de audiovisual e de um conselho de jornalistas. Não deu certo. Em outros países latino-americanos, os governantes foram bem mais sucedidos.
Ninguém pergunta a um candidato católico se ele vai proibir a pílula, exigir que os brasileiros não usem métodos contraceptivos, apesar de isso ser uma orientação do Vaticano para as famílias. Não teria cabimento essa pergunta, porque é claro que o candidato, se eleito, nem tentaria uma barbaridade dessas, e se tentasse, as famílias ignorariam. Mas à Marina a pergunta se ela implantaria políticas públicas baseadas na visão da igreja que frequenta aparece insistentemente.
O Brasil é um país laico e assim continuará. Marina está sendo vítima de erros de alguns políticos evangélicos que têm tentado transformar púlpito em palanque, o que é detestável da perspectiva religiosa e uma ameaça à qualidade da democracia. Fé e política são questões que devem estar separadas. Apesar disso, os candidatos em campanha sempre vão a eventos religiosos, de diversas confissões, num chamado indireto aos fiéis. Se visitar diversos cultos for uma demonstração de tolerância religiosa, é excelente; se for uma tentativa de manipular a escolha do eleitor religioso, é um retrocesso.
A grande questão é: por que Marina é crivada de perguntas sobre sua fé e não há a mesma ilação sobre o risco de transposição das doutrinas religiosas para as políticas públicas quando o candidato é da religião dominante no país? Aos outros, basta responder afirmativamente à pergunta clássica se acredita em Deus. E nisso aí, há uma hipocrisia: só se aceita como boa a resposta positiva, como se o Brasil não pudesse ser governado por um agnóstico.
A imprensa brasileira lida de forma mais civilizada com questões da vida pessoal do que a imprensa de outros países. Há na americana uma obsessão puritana por saber quem tem ou teve amante; quem traiu ou não o cônjuge. Isso é tão definitivo que uma infidelidade conjugal pode acabar com a candidatura.
A imprensa brasileira só dá atenção a casos pessoais quando eles envolvem questões públicas. Um exemplo, o caso do senador Renan Calheiros. A pauta não era se o então presidente do Senado tinha uma filha fora do casamento, mas o fato de que as contas da mãe da filha eram pagas no escritório de uma empreiteira.
Temos sabido distinguir entre fatos da vida pessoal que pertencem à privacidade do candidato, daqueles fatos que se transformam em questões públicas. Já a imprensa americana tem compulsão por investigar a vida dos candidatos atrás de amantes pretéritas e presentes. Mas não temos passado bem no teste da escolha religiosa, se ela for qualquer uma que não a católica. O que é preciso, de novo, é fazer a distinção entre o que é assunto público do que pertence especificamente à pessoa do candidato.
A questão do ensino do criacionismo apareceu como um assunto público. A “Veja” perguntou a ela, em setembro do ano passado, se o criacionismo deveria ser ensinado nas escolas. Ela garantiu que jamais defendeu a ideia de criacionismo como matéria obrigatória. Explicou que a confusão surgiu porque, numa palestra num colégio adventista, diante de uma pergunta se o criacionismo poderia ser ensinado na escola, ela respondeu “desde que ensinem também o evolucionismo.”
A pergunta continuou sendo feita em cada entrevista. Eu particularmente acho que as religiões têm o direito de ensinar, em seus recintos, as suas crenças sobre a origem da vida e do aparecimento do ser humano no Planeta. Mas isso deve ficar restrito ao ambiente religioso. Nas escolas, o que se ensina é ciência. As bíblias católica e protestante, a Torá, o Corão, e outros textos religiosos têm a mesma explicação de um força superior criadora da vida. Se é assim geral, por que só à Marina essa pergunta é feita?
Me perguntei tudo isso ao me preparar para entrevistar Marina Silva e decidi que esse tema não estaria entre os que abordaria. Senti que só poderia fazer para ela perguntas sobre o risco de políticas públicas inspiradas em sua fé se tivesse feito as mesmas perguntas aos outros candidatos, de outras denominações religiosas, que tenho entrevistado em todas as eleições. Não tendo feito a eles, não fiz a ela.
Postado por Rodney Eloy às 20:28 Marcadores: Política, Reflexão
sábado, 26 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
POETA CRISTÃO
Ele se entregou por nós
Como um cordeiro
Ele seguiu o seu destino
Entregou-se até a morte
Para nos salvar
Ele se entregou por nós
Ele padeceu na cruz
Nossas vestes estão limpas
Pelo sangue de Jesus
Quem mais poderia
Fazer um ato assim
Somente Jesus Cristo
Deu a vida por mim
Por Rômulo dos Santos
Como um cordeiro
Ele seguiu o seu destino
Entregou-se até a morte
Para nos salvar
Ele se entregou por nós
Ele padeceu na cruz
Nossas vestes estão limpas
Pelo sangue de Jesus
Quem mais poderia
Fazer um ato assim
Somente Jesus Cristo
Deu a vida por mim
Por Rômulo dos Santos
NOCÕES DE LITURGIA CRISTÃ
NOCÕES DE LITURGIA CRISTÃ
1-ORAÇÃO INICIAL (Invocar a presença do Espírito Santo de Deus para que ele dirija o culto). Sugestão: Cinco minutos
2- LEITURA BÍBLICA INTRODUTÓRIA (Leitura de uma passagem bíblica para uma pequena meditação. Ex.: Salmos 1. Obs.: Não é para pregar nessa hora, haja como se estivesse saudando a igreja). Sugestão: Cinco minutos
3- MOMENTO DE LOUVOR E ADORAÇÃO. Sugestão: Trinta minutos
4- ORAÇÃO INTERCESSÓRIA (É uma oração específica. Ex.: Salvação da família, cura divina, etc.) Sugestão: Cinco minutos
5- ABERTURA PARA PARTICIPAÇÃO INDIVIDUAL (Testemunho, louvor, etc.). Sugestão: Cinco minutos
6- MOMENTO DE OFERTAS (A contribuição é voluntária, jamais use palavras com tom de obrigação e ameaça, faça uma oração em favor da vida financeira das famílias, para que Deus venha suprir toda e qualquer necessidade, pode ser entoado um louvor nessa hora) Sugestão: Cinco minutos
7- PREGAÇÃO DA PALAVRA (Momento mais importante no culto, pois será proclamada a Palavra de Deus, ou seja, não é mais o homem quem fala, mas sim Deus, sugere-se uma oração em prol a vida do pregador, para que Deus o use como um instrumento vivo para transmitir a sua Palavra.). Sugestão: Uma hora ( incluindo palavra inicial do pregador e oração final da pregação)
8- PALAVRAS FINAIS (Nesse momento o dirigente faz uma observação no ponto principal da mensagem, exemplo: “Jesus cura e liberta”, e agradece a Deus pela vida do pregador e pede para o Senhor continuar abençoando o seu Ministério e família.). Sugestão: Dois minutos
9- ORAÇÃO FINAL (O dirigente agradece a Deus pelo culto, abençoa as famílias presentes e pede que Deus continue abençoando e guardando-as de todo mal) Sugestão: Dois minutos
10- LOUVOR DE DESPIDIDA (Enquanto as famílias se despedem um louvor pode ser entoado)
Por, Romulo dos Santos – Pregador do Evangelho, Bacharel (Livre) em Teologia, .
1-ORAÇÃO INICIAL (Invocar a presença do Espírito Santo de Deus para que ele dirija o culto). Sugestão: Cinco minutos
2- LEITURA BÍBLICA INTRODUTÓRIA (Leitura de uma passagem bíblica para uma pequena meditação. Ex.: Salmos 1. Obs.: Não é para pregar nessa hora, haja como se estivesse saudando a igreja). Sugestão: Cinco minutos
3- MOMENTO DE LOUVOR E ADORAÇÃO. Sugestão: Trinta minutos
4- ORAÇÃO INTERCESSÓRIA (É uma oração específica. Ex.: Salvação da família, cura divina, etc.) Sugestão: Cinco minutos
5- ABERTURA PARA PARTICIPAÇÃO INDIVIDUAL (Testemunho, louvor, etc.). Sugestão: Cinco minutos
6- MOMENTO DE OFERTAS (A contribuição é voluntária, jamais use palavras com tom de obrigação e ameaça, faça uma oração em favor da vida financeira das famílias, para que Deus venha suprir toda e qualquer necessidade, pode ser entoado um louvor nessa hora) Sugestão: Cinco minutos
7- PREGAÇÃO DA PALAVRA (Momento mais importante no culto, pois será proclamada a Palavra de Deus, ou seja, não é mais o homem quem fala, mas sim Deus, sugere-se uma oração em prol a vida do pregador, para que Deus o use como um instrumento vivo para transmitir a sua Palavra.). Sugestão: Uma hora ( incluindo palavra inicial do pregador e oração final da pregação)
8- PALAVRAS FINAIS (Nesse momento o dirigente faz uma observação no ponto principal da mensagem, exemplo: “Jesus cura e liberta”, e agradece a Deus pela vida do pregador e pede para o Senhor continuar abençoando o seu Ministério e família.). Sugestão: Dois minutos
9- ORAÇÃO FINAL (O dirigente agradece a Deus pelo culto, abençoa as famílias presentes e pede que Deus continue abençoando e guardando-as de todo mal) Sugestão: Dois minutos
10- LOUVOR DE DESPIDIDA (Enquanto as famílias se despedem um louvor pode ser entoado)
Por, Romulo dos Santos – Pregador do Evangelho, Bacharel (Livre) em Teologia, .
RELACIONAMENTO CRISTÃO
RELACIONAMENTO CRISTÃO
O relacionamento entre pessoas é a forma como elas se tratam e se comunicam.
Quando os indivíduos se comunicam bem, diz-se que há um bom relacionamento entre as partes.
Quando os indivíduos se tratam mal, e pelo menos um deles não gosta de entrar em contacto com o restante, diz-se que há um mal relacionamento.
1-RELACIONAMENTO COM DEUS
“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1 e5.6-7
ORAÇÃO
→Estabelecer contato com Deus Mt 6.9, 1 Jo 5.14
→ Oração criteriosa- 1Pe 4.7
LEITURA DA BÍBLIA
→Compreender a Deus-1Jo 2.5, Cl 3.16, Sl 1.1
OBEDIÊCIA A DEUS
→ Cumprir o estabelecido por Deus- 2Ts 3.16
2-RELACIONAMENTO ENTRE LIDER “CRISTÃO” E LIDERADO “CRISTÃO”
LIDERANÇA
Liderança é a autoridade não imposta, mas, conquistada. O grupo consente em dar autoridade para um indivíduo, mesmo que informalmente.O bom líder é aquele que consegue influenciar sem imposição, mas, pelo seu serviço e ideais.
Quando um indivíduo não é uma autoridade formal, mas informalmente exerce o poder , costuma-se dizer que ele ainda assim assume a liderança.Algumas formas de se chegar à liderança são através do carisma, da harmonia de interesses, do companheirismo, do consentimento.
“Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vês será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20.25-28
→Liderança Cristã orgânica- Apóstolo, Pastor, Presbítero, Ancião, Bispo, Diácono, Mestre, Evangelista, etc..
→Liderança Cristã organizacional- Trabalhador, obreiro, mordomo, ecônomo, Presidente, Superintendente, Diretor etc..
LÍDER
→Não deve ser dominador 1Pe5.3
→ Padrão de boas obras- Tt 2.7-8, 1.7-9
→Jovens serem submissos aos mais velhos 1Pe 5.5
→Homens idosos- Tt 2.1
→Mulheres idosas- Tt 2.3
→Humildade no trato de uns para com os outros 1Pe 5.5
→Superioridade- Fp 2.3
→Correção- Gl 6.1-4, 2Coríntios 13.1
LIDERADO
→Lembrar o exemplo de fé do líder Hb 13.7
→ Ser submisso Hb 13.17
→ Acatar com apreço- 1Ts 5.12
→Respeito mútuo- Um deve respeitar o outro
→No trabalho- 1Pe 2.18-25, Fm 15, Tt 2.9
3-RELACIONAMENTO AFETIVO
AMIZADE- Relacionamento com amigos cristãos
→Amar uns aos outros 1Jo 3.11, 1 Jo 2.7, 1 Pe 4.8, 1Pe 3.8
→Confessar os pecados uns aos outros- Tg 5.16
→Falar mal- Tg 4.11
→Contendas- Tg 4.1
→Não andar com desordenados- 2Ts 3.6, 3.14-15
→Manter a paz, se possível- Rm 12.17-18
→Associação com os incrédulos-2Co 6.14, 1Co 5.9-10, Mc 2.15-17
NAMORO/NOIVADO
→Critério- Tt 2.6, 1Co7.27-28, 1Co 7.32, 7.1-2, 7.8-9
Casamento
→Para sempre- 1Co 7.27, 7.3-7, 7.10-16, Rm 7.1
→Mulheres-1Pe 3.1-6,
→amar o marido e filhos, sensatas... Tt 2.4-5, Cl 3.18, 1Co 7.34, 39-40
→ Maridos- 1Pe3.7, Cl 3.19
→ Digno de honra- Hb 13.4
4-RELACIONAMENTO COM PESSOAS NÃO CRISTÃS
-Manter procedimento exemplar 1Pe 2.11, Tt 3.2, 1Ts 4.11-12
-Liderança – 1Pe 2.13, Tt3.1, Rm 13.1-7
------------------------------------------------
-Por Romulo dos Santos
O relacionamento entre pessoas é a forma como elas se tratam e se comunicam.
Quando os indivíduos se comunicam bem, diz-se que há um bom relacionamento entre as partes.
Quando os indivíduos se tratam mal, e pelo menos um deles não gosta de entrar em contacto com o restante, diz-se que há um mal relacionamento.
1-RELACIONAMENTO COM DEUS
“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1 e5.6-7
ORAÇÃO
→Estabelecer contato com Deus Mt 6.9, 1 Jo 5.14
→ Oração criteriosa- 1Pe 4.7
LEITURA DA BÍBLIA
→Compreender a Deus-1Jo 2.5, Cl 3.16, Sl 1.1
OBEDIÊCIA A DEUS
→ Cumprir o estabelecido por Deus- 2Ts 3.16
2-RELACIONAMENTO ENTRE LIDER “CRISTÃO” E LIDERADO “CRISTÃO”
LIDERANÇA
Liderança é a autoridade não imposta, mas, conquistada. O grupo consente em dar autoridade para um indivíduo, mesmo que informalmente.O bom líder é aquele que consegue influenciar sem imposição, mas, pelo seu serviço e ideais.
Quando um indivíduo não é uma autoridade formal, mas informalmente exerce o poder , costuma-se dizer que ele ainda assim assume a liderança.Algumas formas de se chegar à liderança são através do carisma, da harmonia de interesses, do companheirismo, do consentimento.
“Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vês será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20.25-28
→Liderança Cristã orgânica- Apóstolo, Pastor, Presbítero, Ancião, Bispo, Diácono, Mestre, Evangelista, etc..
→Liderança Cristã organizacional- Trabalhador, obreiro, mordomo, ecônomo, Presidente, Superintendente, Diretor etc..
LÍDER
→Não deve ser dominador 1Pe5.3
→ Padrão de boas obras- Tt 2.7-8, 1.7-9
→Jovens serem submissos aos mais velhos 1Pe 5.5
→Homens idosos- Tt 2.1
→Mulheres idosas- Tt 2.3
→Humildade no trato de uns para com os outros 1Pe 5.5
→Superioridade- Fp 2.3
→Correção- Gl 6.1-4, 2Coríntios 13.1
LIDERADO
→Lembrar o exemplo de fé do líder Hb 13.7
→ Ser submisso Hb 13.17
→ Acatar com apreço- 1Ts 5.12
→Respeito mútuo- Um deve respeitar o outro
→No trabalho- 1Pe 2.18-25, Fm 15, Tt 2.9
3-RELACIONAMENTO AFETIVO
AMIZADE- Relacionamento com amigos cristãos
→Amar uns aos outros 1Jo 3.11, 1 Jo 2.7, 1 Pe 4.8, 1Pe 3.8
→Confessar os pecados uns aos outros- Tg 5.16
→Falar mal- Tg 4.11
→Contendas- Tg 4.1
→Não andar com desordenados- 2Ts 3.6, 3.14-15
→Manter a paz, se possível- Rm 12.17-18
→Associação com os incrédulos-2Co 6.14, 1Co 5.9-10, Mc 2.15-17
NAMORO/NOIVADO
→Critério- Tt 2.6, 1Co7.27-28, 1Co 7.32, 7.1-2, 7.8-9
Casamento
→Para sempre- 1Co 7.27, 7.3-7, 7.10-16, Rm 7.1
→Mulheres-1Pe 3.1-6,
→amar o marido e filhos, sensatas... Tt 2.4-5, Cl 3.18, 1Co 7.34, 39-40
→ Maridos- 1Pe3.7, Cl 3.19
→ Digno de honra- Hb 13.4
4-RELACIONAMENTO COM PESSOAS NÃO CRISTÃS
-Manter procedimento exemplar 1Pe 2.11, Tt 3.2, 1Ts 4.11-12
-Liderança – 1Pe 2.13, Tt3.1, Rm 13.1-7
------------------------------------------------
-Por Romulo dos Santos
PROJETO-MONOGRAFIA
INTRODUÇÃO
Este trabalho tem a intenção de mostrar que existe uma controvérsia na Igreja evangélica contemporânea acerca da aplicação e validade dos dízimos entregue pelos fies. É notório que uma parte da igreja considera que o uso dos dízimos esta em desacordo com o propósito de Deus, e outra parte acredita que o uso dos dízimos esta de acordo com a sua vontade. Esta controvérsia é facilmente detectada pelo vasto material publicado; só na internet é possível verificar o grandioso debate que existe acerca do assunto. Integrante da parcela que considera que a aplicação dos dízimos esta errada temos o teólogo Williams Nóbrega que declara em seu livro ”Missões, muito se fala, pouco se faz e muito menos se investe”
“Temos visto muitas igrejas bonitas, luxuosas, e não temos nada contra, mas se pregamos que Jesus Cristo está voltando, para que tanta preocupação com tanto luxo, se tudo vai ficar aqui para o anticristo e seus adeptos desfrutarem.
Somos treinados a venerar templos, construções e a erigir castelos, fazendo do que é secundário o mais importante. Será que os investimentos que estes líderes estão fazendo nos seus belos templos estivessem sendo investido em missões, teríamos no mundo, em torno de seis bilhões e quatrocentos milhões de pessoas (maio/2005), sem ter ouvido falar de Jesus? Quase a metade do mundo nunca ouviu falar de um homem chamado Jesus Cristo e nem conhece um livro chamado Bíblia.
Os nossos dízimos e ofertas será que já estão comprometidos com outras obras, que temos como prioridade, achando que estamos agradando a Deus? “Enquanto isso o Diabo tem dominado o planeta Terra, avançando com suas seitas e seus seguidores, aumentando de maneira desenfreada, jovens nas drogas, criminalidades, prostituições, mas seja lá quem for ele dará conta a Deus e pagará muito caro.”
Mas para outra parcela o uso dos dízimos esta correto e ele precisa ser investido na construção e manutenção dos templos; para estes o cristão tem a obrigação de manter a obra de Deus através do pagamento fiel dos dízimos, como afirma o Bispo Edir Macedo.
“Embora os filhos de Israel muitas vezes não observassem a prática dos dízimos, ainda assim ele nunca foi abolido, pois enquanto houver Deus também haverá templos, cultos, sacerdotes, e consequentemente, as ofertas e os dízimos para o seu sustento.”
Não é diferente com relação a validade dos dízimos nos dias atuais, uns crêem que os dízimos ainda estão valendo para os cristãos, outros anunciam que os dízimos não valem mais para os Cristãos de hoje. A controvérsia é tão gritante que rompeu a barreira da comunidade evangélica e chegou a mídia nacional, em uma matéria da revista Eclésia.
“Distorções –...”Caso o dízimo não fosse obrigatório, talvez a arrecadação nem diminuísse, se tivéssemos a idéia bíblica de que cada um deve contribuir com alegria conforme o seu coração. Nós devíamos depender da fé e da liberalidade dos irmãos, no sentido de partilharmos uma visão de atender às necessidades financeiras dos mais pobres”, teoriza. Só que na prática, uma postura como essa, ainda que possível, se torna bastante arriscada. O dízimo, citado em passagens bíblicas no Antigo e no Novo Testamento, garante uma previsão de faturamento das igrejas, o que administrativamente traz segurança. Tanto que a grande maioria das denominações inclui o dízimo na sua base doutrinária.
É ponto pacífico que, sem o dízimo, fica inviável suprir as demandas das igrejas – incluídos os gastos com custeio, construção e manutenção de templos, salários de obreiros, ação social, obra missionária e por aí vai. “A partir do momento em que se aluga um prédio, liga a luz e a água, as despesas ocorrem. E alguém tem que pagar”, lembra o pastor e teólogo Antônio Carlos Barro, fundador da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
Para ele, a necessidade da cobrança do dízimo se impõe porque “o crente é muito sossegado”. “De Deus ele quer a bênção, mas abençoar quase não faz parte do seu mundo. Assim é fácil”, critica.
. “O dízimo é bíblico. É um preceito que transcende a lei e a graça, pois foi instituído pelo próprio Deus”, diz. Segundo ele, mais de 90% de sua membresia é dizimista fiel. “Ensinamos ao nosso povo a prática da obediência ao Senhor”. A explicação para esse alto índice de contribuição, explica, está na ênfase do ensino sobre o dízimo nos grupos familiares, os GCEM — Grupos de Comunhão, Edificação e Multiplicação — em que se divide a igreja. Só em São Paulo há 600 dessas células.
Para Mara Rubia, os ensinamentos adotados pelas igrejas evangélicas a respeito do dízimo não passam de um engano. “Recusamo-nos, na nossa igreja, a pregar mentiras”, fuzila. “O dízimo é uma instituição que traz peso e sentimento de culpa aos crentes”. Para ela, o dízimo era uma lei para Israel, e nada tem a ver com a Igreja de Cristo. A pastora cita passagens bíblicas para reforçar o que diz. “O texto de Malaquias 3.7, bastante usado pelos pastores para justificar o dízimo, referia-se a Israel. Ali, o profeta fez o povo lembrar-se da lei mosaica, inclusive da prática dos dízimos.” O episódio de Abraão e Melquisedeque, diz ela, foi um ato espontâneo. “A doação sempre deve ser fruto de amor, nunca de imposição”, continua. Já em Gálatas 3, continua, o texto é claro ao dizer que ninguém será justificado pela lei – portanto, na sua opinião, é um paradoxo levar o povo a obedecer um princípio que não se aplica a quem está em Cristo e sob a graça. “O fim da lei é Cristo”, decreta. Mara reconhece que, diversas vezes, as contas não fecham no fim do mês – embora todos os líderes, inclusive ela e seu marido, o pastor José Carlos, sejam voluntários e nada recebam da igreja. “Deus honra nossa fé, e vez por outra recebemos uma oferta especial. Preferimos passar dificuldades, e elas não são poucas, a enganar o povo”.
Como observado acima, de fato existe uma contradição enorme com relação a validade e aplicação do dízimos em nosso dias, e este trabalho tem a intenção de aclarar o assunto, levando os cristãos ao real entendimento da matéria. Ao transcorrer da pesquisa saberemos que a causa da controvérsia é a interpretação errônea das Escrituras Sagradas.
Constataremos que muitos lideres caem no erro de aplicar à Igreja, ensinamentos que foram para a nação de Israel. Aprenderemos os pontos chaves para uma interpretação correta, buscando solucionar esta discordância que a muito tempo tem levado homens de Deus a travarem verdadeiras guerras conceituais.
Por Romulo dos Santos
Este trabalho tem a intenção de mostrar que existe uma controvérsia na Igreja evangélica contemporânea acerca da aplicação e validade dos dízimos entregue pelos fies. É notório que uma parte da igreja considera que o uso dos dízimos esta em desacordo com o propósito de Deus, e outra parte acredita que o uso dos dízimos esta de acordo com a sua vontade. Esta controvérsia é facilmente detectada pelo vasto material publicado; só na internet é possível verificar o grandioso debate que existe acerca do assunto. Integrante da parcela que considera que a aplicação dos dízimos esta errada temos o teólogo Williams Nóbrega que declara em seu livro ”Missões, muito se fala, pouco se faz e muito menos se investe”
“Temos visto muitas igrejas bonitas, luxuosas, e não temos nada contra, mas se pregamos que Jesus Cristo está voltando, para que tanta preocupação com tanto luxo, se tudo vai ficar aqui para o anticristo e seus adeptos desfrutarem.
Somos treinados a venerar templos, construções e a erigir castelos, fazendo do que é secundário o mais importante. Será que os investimentos que estes líderes estão fazendo nos seus belos templos estivessem sendo investido em missões, teríamos no mundo, em torno de seis bilhões e quatrocentos milhões de pessoas (maio/2005), sem ter ouvido falar de Jesus? Quase a metade do mundo nunca ouviu falar de um homem chamado Jesus Cristo e nem conhece um livro chamado Bíblia.
Os nossos dízimos e ofertas será que já estão comprometidos com outras obras, que temos como prioridade, achando que estamos agradando a Deus? “Enquanto isso o Diabo tem dominado o planeta Terra, avançando com suas seitas e seus seguidores, aumentando de maneira desenfreada, jovens nas drogas, criminalidades, prostituições, mas seja lá quem for ele dará conta a Deus e pagará muito caro.”
Mas para outra parcela o uso dos dízimos esta correto e ele precisa ser investido na construção e manutenção dos templos; para estes o cristão tem a obrigação de manter a obra de Deus através do pagamento fiel dos dízimos, como afirma o Bispo Edir Macedo.
“Embora os filhos de Israel muitas vezes não observassem a prática dos dízimos, ainda assim ele nunca foi abolido, pois enquanto houver Deus também haverá templos, cultos, sacerdotes, e consequentemente, as ofertas e os dízimos para o seu sustento.”
Não é diferente com relação a validade dos dízimos nos dias atuais, uns crêem que os dízimos ainda estão valendo para os cristãos, outros anunciam que os dízimos não valem mais para os Cristãos de hoje. A controvérsia é tão gritante que rompeu a barreira da comunidade evangélica e chegou a mídia nacional, em uma matéria da revista Eclésia.
“Distorções –...”Caso o dízimo não fosse obrigatório, talvez a arrecadação nem diminuísse, se tivéssemos a idéia bíblica de que cada um deve contribuir com alegria conforme o seu coração. Nós devíamos depender da fé e da liberalidade dos irmãos, no sentido de partilharmos uma visão de atender às necessidades financeiras dos mais pobres”, teoriza. Só que na prática, uma postura como essa, ainda que possível, se torna bastante arriscada. O dízimo, citado em passagens bíblicas no Antigo e no Novo Testamento, garante uma previsão de faturamento das igrejas, o que administrativamente traz segurança. Tanto que a grande maioria das denominações inclui o dízimo na sua base doutrinária.
É ponto pacífico que, sem o dízimo, fica inviável suprir as demandas das igrejas – incluídos os gastos com custeio, construção e manutenção de templos, salários de obreiros, ação social, obra missionária e por aí vai. “A partir do momento em que se aluga um prédio, liga a luz e a água, as despesas ocorrem. E alguém tem que pagar”, lembra o pastor e teólogo Antônio Carlos Barro, fundador da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
Para ele, a necessidade da cobrança do dízimo se impõe porque “o crente é muito sossegado”. “De Deus ele quer a bênção, mas abençoar quase não faz parte do seu mundo. Assim é fácil”, critica.
. “O dízimo é bíblico. É um preceito que transcende a lei e a graça, pois foi instituído pelo próprio Deus”, diz. Segundo ele, mais de 90% de sua membresia é dizimista fiel. “Ensinamos ao nosso povo a prática da obediência ao Senhor”. A explicação para esse alto índice de contribuição, explica, está na ênfase do ensino sobre o dízimo nos grupos familiares, os GCEM — Grupos de Comunhão, Edificação e Multiplicação — em que se divide a igreja. Só em São Paulo há 600 dessas células.
Para Mara Rubia, os ensinamentos adotados pelas igrejas evangélicas a respeito do dízimo não passam de um engano. “Recusamo-nos, na nossa igreja, a pregar mentiras”, fuzila. “O dízimo é uma instituição que traz peso e sentimento de culpa aos crentes”. Para ela, o dízimo era uma lei para Israel, e nada tem a ver com a Igreja de Cristo. A pastora cita passagens bíblicas para reforçar o que diz. “O texto de Malaquias 3.7, bastante usado pelos pastores para justificar o dízimo, referia-se a Israel. Ali, o profeta fez o povo lembrar-se da lei mosaica, inclusive da prática dos dízimos.” O episódio de Abraão e Melquisedeque, diz ela, foi um ato espontâneo. “A doação sempre deve ser fruto de amor, nunca de imposição”, continua. Já em Gálatas 3, continua, o texto é claro ao dizer que ninguém será justificado pela lei – portanto, na sua opinião, é um paradoxo levar o povo a obedecer um princípio que não se aplica a quem está em Cristo e sob a graça. “O fim da lei é Cristo”, decreta. Mara reconhece que, diversas vezes, as contas não fecham no fim do mês – embora todos os líderes, inclusive ela e seu marido, o pastor José Carlos, sejam voluntários e nada recebam da igreja. “Deus honra nossa fé, e vez por outra recebemos uma oferta especial. Preferimos passar dificuldades, e elas não são poucas, a enganar o povo”.
Como observado acima, de fato existe uma contradição enorme com relação a validade e aplicação do dízimos em nosso dias, e este trabalho tem a intenção de aclarar o assunto, levando os cristãos ao real entendimento da matéria. Ao transcorrer da pesquisa saberemos que a causa da controvérsia é a interpretação errônea das Escrituras Sagradas.
Constataremos que muitos lideres caem no erro de aplicar à Igreja, ensinamentos que foram para a nação de Israel. Aprenderemos os pontos chaves para uma interpretação correta, buscando solucionar esta discordância que a muito tempo tem levado homens de Deus a travarem verdadeiras guerras conceituais.
Por Romulo dos Santos
MAIS UMA VERGONHA PARA A IGREJA!
MAIS UMA VERGONHA PARA A IGREJA!
Nos dias 06 e 11 de novembro sucessivamente postei aqui um texto sobre o APAGÃO ÉTICO E MORAL NO MEIO EVANGÉLICO E UM FILME DE DONNIE SWAGART. O texto foi reproduzido em vários sites e jornais evangélicos e o filme fala sobre os CAFETÕES DA PROSPERIDADE.Recebi muitos emails apontando que os caminhos traçados nas postagens estavam corretos. Agora o presente vídeo mostra o final de uma reunião onde deputados evangélicos, após receberem propina, oram agradecendo a Deus. Isso acontece menos de trinta dias após minhas postagens.Fiquei a me perguntar: Estão orando a qual Deus? Pedindo que este Deus faça justiça em uma total demonstração de injustiça? Qual o peso ético de tais homens na política brasileira? Tais deputados evangélicos estão aprendendo estas coisas em quais igrejas? Em qual Bíblia leram que Deus abençoa a corrupção?Nada me tira da cabeça que tais pessoas, em nome de uma teologia podre e mesmo sem uma conversão genuína, demonstram suas naturezas perversas que em nada foram transformadas pelo Evangelho do Senhor Jesus Cristo.Tais pessoas devem crer que em nome de uma prosperidade trevosa vale qualquer tipo de comportamento. Esse ensino diabólico que todo cristão deve ser rico tem levado a igreja para a vala da inutilidade.O escândalo que se apresenta em Brasília vai arrastar para a lama moral não somente seu governador, mas também um número muito grande de pessoas envolvidas, políticos e para nossa infelicidade muitos dos que se dizem cristãos.Este que ora no vídeo é o Dep. Brunelli, filho de um apóstolo cuja igreja tem sede em Brasília. Ele agradece a Deus a propina e repreende os adversários. Isso é uma vergonha!Esse tipo de comportamento expressa o caminho assumido por uma parte da igreja evangélica brasileira, que optou conscientemente jogar no lixo a moral e a ética e fazer deste mundo sua eterna morada. A Palavra de Deus aponta para outro caminho. Veja o que Paulo escreve a Tito cap. 2:11-15“11 Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,12 Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, 13 Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo;14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. 15 Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze”.Parece-me que aqueles que assumiram a pernóstica Teologia da Prosperidade tornaram-se a banda podre da igreja. Tal banda podre a meu ver é irredimível. No meio neo-pentecostal a falta de caráter fala mais alto que qualquer outra coisa.Em nome de unções e moveres de Deus estão forjando uma geração de cristãos desconfigurados, alérgicos a um bom ensinamento bíblico, descompromissados com tudo e todos e que adoram a um deus chamado próprio ventre. Cristãos sentimentais, com distúrbios emocionais gravíssimos e totalmente alienados da vida. Egoístas, caluniadores e no fundo servem de massa de manobra para os perversos e mundanos líderes que eles acolhem como homens de Deus.O Apóstolo Paulo nos diz em Filp 3: 18-19 “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”.Já havia dito anteriormente que esta bolha de crescimento da igreja e falsos ensinos teria seus dias contados. Vai estourar e já está começando. Só que acho que o estrago feito não tem mais conserto. Estamos longe demais dos fundamentos para voltar. Os cristãos não querem a Palavra pura, mas deixaram misturar veneno e por isso há morte na panela.O que nos resta senão chorarmos amargamente pelos nossos pecados. Nós todos os cristãos somos responsáveis por tais vergonhas em nosso meio. Nós e mais ninguém fomos os que elegemos tais desqualificados para os cargos que ocupam atualmente.Em 2010 haverá eleições. Pastores e líderes não se deixem corromper com privilégios espúrios. Não indiquem candidatos que não possuam vida cristã ilibada. Os lobos se apresentarão como salvadores da pátria, como chamados por Deus para realizarem a vontade Dele nas assembléias, câmaras, governos etc.Pastores e lideres sejam homens de Deus e digam não a tais propostas. Meus irmãos em Cristo que nos portemos como homens e mulheres de Deus e saibamos utilizar nossas mentes e competências para desempenharmos uma cidadania sadia, comprometida e acima de tudo para Glória de Deus.Soli Deo Glória.Autor: Pr. Luiz Fernando R. de Souza
Nos dias 06 e 11 de novembro sucessivamente postei aqui um texto sobre o APAGÃO ÉTICO E MORAL NO MEIO EVANGÉLICO E UM FILME DE DONNIE SWAGART. O texto foi reproduzido em vários sites e jornais evangélicos e o filme fala sobre os CAFETÕES DA PROSPERIDADE.Recebi muitos emails apontando que os caminhos traçados nas postagens estavam corretos. Agora o presente vídeo mostra o final de uma reunião onde deputados evangélicos, após receberem propina, oram agradecendo a Deus. Isso acontece menos de trinta dias após minhas postagens.Fiquei a me perguntar: Estão orando a qual Deus? Pedindo que este Deus faça justiça em uma total demonstração de injustiça? Qual o peso ético de tais homens na política brasileira? Tais deputados evangélicos estão aprendendo estas coisas em quais igrejas? Em qual Bíblia leram que Deus abençoa a corrupção?Nada me tira da cabeça que tais pessoas, em nome de uma teologia podre e mesmo sem uma conversão genuína, demonstram suas naturezas perversas que em nada foram transformadas pelo Evangelho do Senhor Jesus Cristo.Tais pessoas devem crer que em nome de uma prosperidade trevosa vale qualquer tipo de comportamento. Esse ensino diabólico que todo cristão deve ser rico tem levado a igreja para a vala da inutilidade.O escândalo que se apresenta em Brasília vai arrastar para a lama moral não somente seu governador, mas também um número muito grande de pessoas envolvidas, políticos e para nossa infelicidade muitos dos que se dizem cristãos.Este que ora no vídeo é o Dep. Brunelli, filho de um apóstolo cuja igreja tem sede em Brasília. Ele agradece a Deus a propina e repreende os adversários. Isso é uma vergonha!Esse tipo de comportamento expressa o caminho assumido por uma parte da igreja evangélica brasileira, que optou conscientemente jogar no lixo a moral e a ética e fazer deste mundo sua eterna morada. A Palavra de Deus aponta para outro caminho. Veja o que Paulo escreve a Tito cap. 2:11-15“11 Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,12 Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, 13 Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo;14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. 15 Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze”.Parece-me que aqueles que assumiram a pernóstica Teologia da Prosperidade tornaram-se a banda podre da igreja. Tal banda podre a meu ver é irredimível. No meio neo-pentecostal a falta de caráter fala mais alto que qualquer outra coisa.Em nome de unções e moveres de Deus estão forjando uma geração de cristãos desconfigurados, alérgicos a um bom ensinamento bíblico, descompromissados com tudo e todos e que adoram a um deus chamado próprio ventre. Cristãos sentimentais, com distúrbios emocionais gravíssimos e totalmente alienados da vida. Egoístas, caluniadores e no fundo servem de massa de manobra para os perversos e mundanos líderes que eles acolhem como homens de Deus.O Apóstolo Paulo nos diz em Filp 3: 18-19 “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”.Já havia dito anteriormente que esta bolha de crescimento da igreja e falsos ensinos teria seus dias contados. Vai estourar e já está começando. Só que acho que o estrago feito não tem mais conserto. Estamos longe demais dos fundamentos para voltar. Os cristãos não querem a Palavra pura, mas deixaram misturar veneno e por isso há morte na panela.O que nos resta senão chorarmos amargamente pelos nossos pecados. Nós todos os cristãos somos responsáveis por tais vergonhas em nosso meio. Nós e mais ninguém fomos os que elegemos tais desqualificados para os cargos que ocupam atualmente.Em 2010 haverá eleições. Pastores e líderes não se deixem corromper com privilégios espúrios. Não indiquem candidatos que não possuam vida cristã ilibada. Os lobos se apresentarão como salvadores da pátria, como chamados por Deus para realizarem a vontade Dele nas assembléias, câmaras, governos etc.Pastores e lideres sejam homens de Deus e digam não a tais propostas. Meus irmãos em Cristo que nos portemos como homens e mulheres de Deus e saibamos utilizar nossas mentes e competências para desempenharmos uma cidadania sadia, comprometida e acima de tudo para Glória de Deus.Soli Deo Glória.Autor: Pr. Luiz Fernando R. de Souza
Deus não vota nem joga
Deus não vota nem joga
Por Alexandre GarciaEstão misturando Deus com campanha eleitoral. Pode não ser pecado contra a Lei Eleitoral, mas, sem dúvida, é pecado contra a Lei de Deus. Está no 2º Mandamento: "Não tomarás Seu Santo Nome em vão". Lembro isso porque há poucos dias o Padre Marcelo Rossi oficiou uma missa de corpo presente de José Serra e pediu orações para o candidato. Outro dia, foi a vez da candidata Dilma receber as orações de ministros evangélicos. Num país em que se agradece a Deus pelo dinheiro que entrou nas meias, nas cuecas e nas bolsas, isso pode não surpreender, mas não faz o menor sentido. Uma, porque o Estado, sob cuja égide se realizam as eleições, é laico; outra, porque Deus não se mete nisso. Ele nos deu o livre arbítrio.Se Deus se metesse em política, certamente Hitler não teria nascido ou não teria assumido o poder na Alemanha. E se Deus se metesse nessas coisas, o responsável pela matança de 6 milhões de judeus - o povo com que Ele tem mais intimidade - seria o próprio Deus. A Stálin tampouco seria dado o poder de matar milhões de russos, justo no país em que a fé cristã é profundamente forte. Se Stálin não tivesse livre arbítrio, o responsável seria Deus. Também imaginam que Deus e os santos se metem em sorteios, jogos de futebol, coisas assim. Se isso fosse verdade, Deus estaria sendo bondoso para o ganhador da Sena e cruel para os milhões que perderam. Dizem que se reza para santo decidisse partida de futebol, o campeonato baiano ficaria todo empatado...Há lugares em que se misturam estado e religião. O Vaticano é o estado de mais evidente exemplo disso. Mas o Afeganistão dos talibãs foi um triste outro exemplo de teocracia, como é hoje o Irã dos aiatolás. O Tibete, hoje controlado pelos chineses, era um reino controlado pelo líder religioso, o Dalai Lama, hoje expatriado. Israel do Velho Testamento era um estado com grande intimidade com Deus, o Jeová ou Adonai. Hoje Israel é, como o Brasil, um estado laico. Religião e poder misturados têm causado, como mostra a História, matanças, inquisições, morticínios cruéis. Os reis católicos da Espanha, Fernando e Isabel, promoveram matanças de velhos, mulheres e crianças só porque eram muçulmanos. E viraram santos.Assim, é perigoso fazer a mistura, mesmo porque se Deus tomasse partido, negaria sua própria essência, porque se colocaria do lado de um grupo de filhos contra outro grupo de filhos do mesmo Pai. Se pudesse negar a essência, não seria Deus. Parece simples, esse raciocínio, mas para quem comete o pecado de não usar o cérebro que Deus nos deu, essas obviedades não são consideradas e se entra na campanha eleitoral com a maior irracionalidade, aceitando conselhos de ministros religiosos para votar neste ou naquele candidato, em nome de Deus. Como se Deus escolhesse seus representantes - o que também negaria sua essência, ao dar preferência para alguns. É, sim, pecado de arrogância, se anunciar como representante de Deus.Para o fim ficou o pior de tudo. Há os que usam Deus para ganhar dinheiro. Aí, não é apenas pecado contra o 2º Mandamento de Deus; é também pecado contra os mandamentos dos homens, inscritos do Código Penal. Um pecado chamado estelionato.Alexandre Garcia é articulista político e escreve neste espaço às terças-feiras.
Por Alexandre GarciaEstão misturando Deus com campanha eleitoral. Pode não ser pecado contra a Lei Eleitoral, mas, sem dúvida, é pecado contra a Lei de Deus. Está no 2º Mandamento: "Não tomarás Seu Santo Nome em vão". Lembro isso porque há poucos dias o Padre Marcelo Rossi oficiou uma missa de corpo presente de José Serra e pediu orações para o candidato. Outro dia, foi a vez da candidata Dilma receber as orações de ministros evangélicos. Num país em que se agradece a Deus pelo dinheiro que entrou nas meias, nas cuecas e nas bolsas, isso pode não surpreender, mas não faz o menor sentido. Uma, porque o Estado, sob cuja égide se realizam as eleições, é laico; outra, porque Deus não se mete nisso. Ele nos deu o livre arbítrio.Se Deus se metesse em política, certamente Hitler não teria nascido ou não teria assumido o poder na Alemanha. E se Deus se metesse nessas coisas, o responsável pela matança de 6 milhões de judeus - o povo com que Ele tem mais intimidade - seria o próprio Deus. A Stálin tampouco seria dado o poder de matar milhões de russos, justo no país em que a fé cristã é profundamente forte. Se Stálin não tivesse livre arbítrio, o responsável seria Deus. Também imaginam que Deus e os santos se metem em sorteios, jogos de futebol, coisas assim. Se isso fosse verdade, Deus estaria sendo bondoso para o ganhador da Sena e cruel para os milhões que perderam. Dizem que se reza para santo decidisse partida de futebol, o campeonato baiano ficaria todo empatado...Há lugares em que se misturam estado e religião. O Vaticano é o estado de mais evidente exemplo disso. Mas o Afeganistão dos talibãs foi um triste outro exemplo de teocracia, como é hoje o Irã dos aiatolás. O Tibete, hoje controlado pelos chineses, era um reino controlado pelo líder religioso, o Dalai Lama, hoje expatriado. Israel do Velho Testamento era um estado com grande intimidade com Deus, o Jeová ou Adonai. Hoje Israel é, como o Brasil, um estado laico. Religião e poder misturados têm causado, como mostra a História, matanças, inquisições, morticínios cruéis. Os reis católicos da Espanha, Fernando e Isabel, promoveram matanças de velhos, mulheres e crianças só porque eram muçulmanos. E viraram santos.Assim, é perigoso fazer a mistura, mesmo porque se Deus tomasse partido, negaria sua própria essência, porque se colocaria do lado de um grupo de filhos contra outro grupo de filhos do mesmo Pai. Se pudesse negar a essência, não seria Deus. Parece simples, esse raciocínio, mas para quem comete o pecado de não usar o cérebro que Deus nos deu, essas obviedades não são consideradas e se entra na campanha eleitoral com a maior irracionalidade, aceitando conselhos de ministros religiosos para votar neste ou naquele candidato, em nome de Deus. Como se Deus escolhesse seus representantes - o que também negaria sua essência, ao dar preferência para alguns. É, sim, pecado de arrogância, se anunciar como representante de Deus.Para o fim ficou o pior de tudo. Há os que usam Deus para ganhar dinheiro. Aí, não é apenas pecado contra o 2º Mandamento de Deus; é também pecado contra os mandamentos dos homens, inscritos do Código Penal. Um pecado chamado estelionato.Alexandre Garcia é articulista político e escreve neste espaço às terças-feiras.
Igreja Ortodoxa Russa quer acabar com 'monopólio do darwinismo' nas escolas
Igreja Ortodoxa Russa quer acabar com 'monopólio do darwinismo' nas escolas
Cristianismo ortodoxo vem ganhando força desde o colapso do comunismoA Igreja Ortodoxa Russa fez um apelo para que termine o "monopólio do darwinismo" nas escolas russas, afirmando que explicações religiosas da criação devem ser ensinadas ao lado da evolução.Liberais disseram que combaterão qualquer esforço para incluir ensinamentos religiosos nas escolas. A Igreja dominante da Rússia tem experimentado um novo florescimento nos últimos anos, o que preocupa grupos de defesa dos direitos humanos, que dizem que o poder crescente da instituição está minando as bases seculares da Constituição."Chegou a hora do monopólio do darwinismo e da ideia enganosa de que a ciência em geral contradiz a religião. Essas ideias devem ser relegadas ao passado", disse o arcebispo Hilarion, durante palestra em Moscou."A teoria de Darwin continua a ser uma teoria. Isso significa que ela deve ser ensinada às crianças como uma de várias teorias, mas as crianças devem conhecer outras teorias também". Especialistas afirmam, no entanto, que o conceito científico de "teoria" é diferente da acepção popular da palavra.Em ciência, uma "teoria" é uma ideia apoiada por uma grande quantidade de dados e observações, e que permite explicar vários fenômenos da natureza.A teoria da evolução de Charles Darwin já causou divisões na sociedade nos Estados Unidos, onde grupos protestantes promovem o criacionismo, a ideia de que Deus fez o mundo de acordo com o relato bíblico, ou o "design inteligente", a tese de que a vida é complicada demais para ter emergido por processos naturais.O Estado ateu soviético desmoronou em 1991, e desde então a Igreja Ortodoxa vem ganhando influência. Recentemente, o presidente Dmitry Medvedev declarou o dia 28 de julho feriado nacional, em celebração da fundação da Igreja Russa, com o batismo cristão do príncipe Vladimir, em 988.A dissidente Lyudmila Alexeyeva disse que os liberais russos combaterão qualquer tentativa de introduzir religião nas escolas, principalmente nas aulas de ciências. "Nós derrotamos o comunismo como ideologia do Estado, e agora certas forças querem substituí-lo com o Cristianismo Ortodoxo".Fonte: O Estado de S. Paulo
Cristianismo ortodoxo vem ganhando força desde o colapso do comunismoA Igreja Ortodoxa Russa fez um apelo para que termine o "monopólio do darwinismo" nas escolas russas, afirmando que explicações religiosas da criação devem ser ensinadas ao lado da evolução.Liberais disseram que combaterão qualquer esforço para incluir ensinamentos religiosos nas escolas. A Igreja dominante da Rússia tem experimentado um novo florescimento nos últimos anos, o que preocupa grupos de defesa dos direitos humanos, que dizem que o poder crescente da instituição está minando as bases seculares da Constituição."Chegou a hora do monopólio do darwinismo e da ideia enganosa de que a ciência em geral contradiz a religião. Essas ideias devem ser relegadas ao passado", disse o arcebispo Hilarion, durante palestra em Moscou."A teoria de Darwin continua a ser uma teoria. Isso significa que ela deve ser ensinada às crianças como uma de várias teorias, mas as crianças devem conhecer outras teorias também". Especialistas afirmam, no entanto, que o conceito científico de "teoria" é diferente da acepção popular da palavra.Em ciência, uma "teoria" é uma ideia apoiada por uma grande quantidade de dados e observações, e que permite explicar vários fenômenos da natureza.A teoria da evolução de Charles Darwin já causou divisões na sociedade nos Estados Unidos, onde grupos protestantes promovem o criacionismo, a ideia de que Deus fez o mundo de acordo com o relato bíblico, ou o "design inteligente", a tese de que a vida é complicada demais para ter emergido por processos naturais.O Estado ateu soviético desmoronou em 1991, e desde então a Igreja Ortodoxa vem ganhando influência. Recentemente, o presidente Dmitry Medvedev declarou o dia 28 de julho feriado nacional, em celebração da fundação da Igreja Russa, com o batismo cristão do príncipe Vladimir, em 988.A dissidente Lyudmila Alexeyeva disse que os liberais russos combaterão qualquer tentativa de introduzir religião nas escolas, principalmente nas aulas de ciências. "Nós derrotamos o comunismo como ideologia do Estado, e agora certas forças querem substituí-lo com o Cristianismo Ortodoxo".Fonte: O Estado de S. Paulo
Sobre a proibição de manifestações religiosas na Copa
Sobre a proibição de manifestações religiosas na Copa
Não sou dos que veem conspiração em tudo, mas, no caso específico da proibição de manifestações religiosas ou ideológicas no campo de futebol, noto a entronização de um ideal secularizante. Desde o iluminismo europeu, desenvolve-se uma ideia, hoje predominante, de que o homem não precisa de fé para viver, porque fé é vista como “atraso”, que não pode conviver com o “avanço”. Entremos num shopping center: nele não há qualquer materialização da simbologia religiosa, exceto o consumo, eleito como o culto supremo de todos.
Acontece que os jogadores que estão em campo, sejam eles muçulmanos ou cristãos (para ficarmos com duas vertentes), encontram na sua religião uma motivação para sua vida. Aquilo é um esporte, mas eles não vivem o esporte fora de sua fé. É por isto que os jogadores crentes agradecem a Deus pela defesa feita ou pelo gol marcado ou pelo título conquistado, porque para eles tudo que lhes acontece tem a mão de Deus, que lhes deu a vida, que lhes dá habilidade para jogar e que, sobretudo, lhes dá um sentido para viver. Crer faz parte do seu ser. Suprimir-lhe o direito de agradecer a Deus é tirar-lhe o direito de viver.
Como cristão, não me ofendo se um jogador muçulmano, por exemplo, estampa na camiseta interna uma frase de gratidão a Alá. Como cristão, eu me alegro que um atleta cristão, após um gol, levante o seu dedo para os céus para dizer a quem deve o seu tento. Não vejo que mal possa fazer o fato de alguns jogadores cristãos se reunirem ao final de uma partida importante e se darem as mãos para cantar e orar. Quem não quiser ver pode trocar de canal ou a própria rede de televisão pode mostrar outra imagem.
A liberdade de expressão tem que incluir o direito de todos se manifestarem no espaço em que atuam, desde que respeitem a credulidade ou a incredulidade dos outros. A minoria dos que não creem não pode se sobrepujar à maioria dos que creem. Religião e futebol têm muito em comum, porque ambos são o território por excelência da alegria, da alegria simples, da alegria interior que não precisa de droga (álcool, tabaco e alucinógeno) para existir e se irradiar como um facho de luz.
Israel Belo de Azevedo
Não sou dos que veem conspiração em tudo, mas, no caso específico da proibição de manifestações religiosas ou ideológicas no campo de futebol, noto a entronização de um ideal secularizante. Desde o iluminismo europeu, desenvolve-se uma ideia, hoje predominante, de que o homem não precisa de fé para viver, porque fé é vista como “atraso”, que não pode conviver com o “avanço”. Entremos num shopping center: nele não há qualquer materialização da simbologia religiosa, exceto o consumo, eleito como o culto supremo de todos.
Acontece que os jogadores que estão em campo, sejam eles muçulmanos ou cristãos (para ficarmos com duas vertentes), encontram na sua religião uma motivação para sua vida. Aquilo é um esporte, mas eles não vivem o esporte fora de sua fé. É por isto que os jogadores crentes agradecem a Deus pela defesa feita ou pelo gol marcado ou pelo título conquistado, porque para eles tudo que lhes acontece tem a mão de Deus, que lhes deu a vida, que lhes dá habilidade para jogar e que, sobretudo, lhes dá um sentido para viver. Crer faz parte do seu ser. Suprimir-lhe o direito de agradecer a Deus é tirar-lhe o direito de viver.
Como cristão, não me ofendo se um jogador muçulmano, por exemplo, estampa na camiseta interna uma frase de gratidão a Alá. Como cristão, eu me alegro que um atleta cristão, após um gol, levante o seu dedo para os céus para dizer a quem deve o seu tento. Não vejo que mal possa fazer o fato de alguns jogadores cristãos se reunirem ao final de uma partida importante e se darem as mãos para cantar e orar. Quem não quiser ver pode trocar de canal ou a própria rede de televisão pode mostrar outra imagem.
A liberdade de expressão tem que incluir o direito de todos se manifestarem no espaço em que atuam, desde que respeitem a credulidade ou a incredulidade dos outros. A minoria dos que não creem não pode se sobrepujar à maioria dos que creem. Religião e futebol têm muito em comum, porque ambos são o território por excelência da alegria, da alegria simples, da alegria interior que não precisa de droga (álcool, tabaco e alucinógeno) para existir e se irradiar como um facho de luz.
Israel Belo de Azevedo
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A irremediável burguesia religiosa
A irremediável burguesia religiosaRicardo Gondim
Se não me falha a memória, a frase é do Cazuza. “A burguesia fede, mas tem os seus encantos”. Pela classificação mais ordinária dos cidadãos brasileiros, nasci na classe “C”, isto é, no andar de baixo desta burguesia. Designado para viajar nos vagões mal cheirosos que ficam atrás do trem, minha infância não teve tantos mimos. Cresci sem automóvel (eu tinha 17 anos quando papai comprou um carro), sem frequentar lanchonete nos fins de semana e sem vestir roupa de grife. Não, nunca fomos pobres; tínhamos segurança alimentar e uma grande família com tios que chegaram junto na hora do sufoco.
Mas, para entrar no baile de adolescente na vesperal do Clube Náutico, eu precisava pular o muro; para chupar um picolé no intervalo da aula, tinha que ir para o colégio a pé e para comer maçã, adoecer.
Tornei-me um militante do patético alpinismo social. Em meu primeiro emprego, fixei a meta de comprar um fusca. Trabalhei como um remador de galé, mas um ano depois saí da loja montado nas quatro rodas alemãs - e mais trinta e seis prestações. Daí para a frente, continuei subindo. Cheguei ao mundo colorido da classe “B”. Eu já não era um remediado pobretão. Cedo, também notei que as escadas religiosas poderiam me conduzir a patamares mais elevados.
Gastei a maior parte dos meus dias entre cristãos que faziam da religião o trampolim social que a sociedade lhes negava. Eu sabia que a lógica religiosa que eu aceitava de bom grado, e fortalecia, servia às aspirações de pequenos ricos.
Primeiro, nos Estados Unidos. Viajei extensivamente por quase todo o território e conheci a América profunda. Preguei tanto em igrejas grandes como em bibocas. Evitei, por interesse, notar como os pentecostais se esforçavam para mostrar que não eram os primos pobres de batistas e presbiterianos. Por duas vezes, participei do Concílio Geral das Assembleias de Deus. Não há como descrever o desfile das vaidades que vi nessas reuniões. Pelos corredores lotados com mais de quinze mil pastores, mulheres borradas de maquiagem ostentavam roupas caras e os maridos batalhavam para ganhar a placa de “Maior Contribuinte de Missões Mundiais ”.
Depois que voltei ao Brasil, também procurei cegar para o que via. Eu não queria notar como líderes denominacionais usavam de toscas manipulações para se manterem temidos como caudilhos. Pastores oriundos das mesmas camadas sociais que eu, se sentiam desafiados a passar pelo malho apertado da peneira social. Alguns, logo revelavam sinais exteriores de riqueza, fama, glória. Isso lhes motivava à luta e eu, confesso, queria ser como um deles. Os ungidos apareciam ao lado de políticos famosos, viajavam para Israel, abriam postos missionários além-mar.
Paulatinamente, distanciei-me desse mundo que passou a imprimir cartão de visita com o titulo de Apóstolo. Depois, com as mega-empresas religiosas, quando o cacife cresceu, e eu decidi sair de vez. Os verdadeiramente ungidos passaram a desfilar de BMW, helicóptero e jatinho. Resolvi não desejar esses brinquedinhos que patenteiam a bênção de Deus.
O mundo evangélico está contaminado por esta espiritualidade pequeno-burguesa. Animado pela lógica de que servir a Deus é proveitoso, o crente parte em busca do macete que abre porta de emprego, faz passar no vestibular, resolve causas na justiça, ajuda nos concursos públicos e aumenta salário. Para ele, a prova de que Deus existe está nesses pequenos milagres; e o melhor testemunho da verdade da fé, na capacidade de mover o braço do Todo-Poderoso.
Quase fui linchado quando afirmei, em um estudo bíblico, que Deus não abre porta de emprego.Sofri crítica por dizer, baseado no Sermão da Montanha, que Jesus ensinou aos filhos de Deus a não pedirem coisas materiais. A princípio, não entendi a reação virulenta. Por que tamanha resistência à proposta de espiritualidade que abre mão das intervenções divinas para se dar bem na vida? Mas, quanto mais eu lembro das ambições que povoaram o meu coração juvenil, dos corredores enfatuados daquelas convenções americanas e da breguice dos evangelistas novos-ricos, reconheço: não se desvencilha com facilidade das orações milagrosas que prometem os encantos da burguesia, sem feder.
Soli Deo Gloria22-03-10
Se não me falha a memória, a frase é do Cazuza. “A burguesia fede, mas tem os seus encantos”. Pela classificação mais ordinária dos cidadãos brasileiros, nasci na classe “C”, isto é, no andar de baixo desta burguesia. Designado para viajar nos vagões mal cheirosos que ficam atrás do trem, minha infância não teve tantos mimos. Cresci sem automóvel (eu tinha 17 anos quando papai comprou um carro), sem frequentar lanchonete nos fins de semana e sem vestir roupa de grife. Não, nunca fomos pobres; tínhamos segurança alimentar e uma grande família com tios que chegaram junto na hora do sufoco.
Mas, para entrar no baile de adolescente na vesperal do Clube Náutico, eu precisava pular o muro; para chupar um picolé no intervalo da aula, tinha que ir para o colégio a pé e para comer maçã, adoecer.
Tornei-me um militante do patético alpinismo social. Em meu primeiro emprego, fixei a meta de comprar um fusca. Trabalhei como um remador de galé, mas um ano depois saí da loja montado nas quatro rodas alemãs - e mais trinta e seis prestações. Daí para a frente, continuei subindo. Cheguei ao mundo colorido da classe “B”. Eu já não era um remediado pobretão. Cedo, também notei que as escadas religiosas poderiam me conduzir a patamares mais elevados.
Gastei a maior parte dos meus dias entre cristãos que faziam da religião o trampolim social que a sociedade lhes negava. Eu sabia que a lógica religiosa que eu aceitava de bom grado, e fortalecia, servia às aspirações de pequenos ricos.
Primeiro, nos Estados Unidos. Viajei extensivamente por quase todo o território e conheci a América profunda. Preguei tanto em igrejas grandes como em bibocas. Evitei, por interesse, notar como os pentecostais se esforçavam para mostrar que não eram os primos pobres de batistas e presbiterianos. Por duas vezes, participei do Concílio Geral das Assembleias de Deus. Não há como descrever o desfile das vaidades que vi nessas reuniões. Pelos corredores lotados com mais de quinze mil pastores, mulheres borradas de maquiagem ostentavam roupas caras e os maridos batalhavam para ganhar a placa de “Maior Contribuinte de Missões Mundiais ”.
Depois que voltei ao Brasil, também procurei cegar para o que via. Eu não queria notar como líderes denominacionais usavam de toscas manipulações para se manterem temidos como caudilhos. Pastores oriundos das mesmas camadas sociais que eu, se sentiam desafiados a passar pelo malho apertado da peneira social. Alguns, logo revelavam sinais exteriores de riqueza, fama, glória. Isso lhes motivava à luta e eu, confesso, queria ser como um deles. Os ungidos apareciam ao lado de políticos famosos, viajavam para Israel, abriam postos missionários além-mar.
Paulatinamente, distanciei-me desse mundo que passou a imprimir cartão de visita com o titulo de Apóstolo. Depois, com as mega-empresas religiosas, quando o cacife cresceu, e eu decidi sair de vez. Os verdadeiramente ungidos passaram a desfilar de BMW, helicóptero e jatinho. Resolvi não desejar esses brinquedinhos que patenteiam a bênção de Deus.
O mundo evangélico está contaminado por esta espiritualidade pequeno-burguesa. Animado pela lógica de que servir a Deus é proveitoso, o crente parte em busca do macete que abre porta de emprego, faz passar no vestibular, resolve causas na justiça, ajuda nos concursos públicos e aumenta salário. Para ele, a prova de que Deus existe está nesses pequenos milagres; e o melhor testemunho da verdade da fé, na capacidade de mover o braço do Todo-Poderoso.
Quase fui linchado quando afirmei, em um estudo bíblico, que Deus não abre porta de emprego.Sofri crítica por dizer, baseado no Sermão da Montanha, que Jesus ensinou aos filhos de Deus a não pedirem coisas materiais. A princípio, não entendi a reação virulenta. Por que tamanha resistência à proposta de espiritualidade que abre mão das intervenções divinas para se dar bem na vida? Mas, quanto mais eu lembro das ambições que povoaram o meu coração juvenil, dos corredores enfatuados daquelas convenções americanas e da breguice dos evangelistas novos-ricos, reconheço: não se desvencilha com facilidade das orações milagrosas que prometem os encantos da burguesia, sem feder.
Soli Deo Gloria22-03-10
Mudar, imperativo da vida
Mudar, imperativo da vidaRicardo Gondim
Os sistemas estáticos são mortos; as ideias engessadas são dogmas intolerantes; as instituições inflexíveis são tiranias. A vida acontece na transformação. Tudo flui. O tempo sangra como hemorragia porque vaza a existência por um ralo cruel. Mas não há como estancar o escoamento das horas.
Mudar é aceitar a inexorabilidade do tempo; é reconhecer a impossibilidade de lançar ganchos, estacionar, e recusar o imperativo divino: “Manda que o povo marche”.
Machiavel afirmou:
“Não há empresa (tarefa) mais difícil de conduzir, mais incerta quanto ao êxito e mais perigosa, do que a de introduzir novas instituições. Aquele que nisso se empenha tem por inimigos todos quantos lucravam com as instituições antigas, e só encontra tíbios defensores naqueles aos quais as novas se aproveitam”.
Vem de José Comblin a expressão”teologia cínica”. Teologia cínica é a que sistematiza verdades sem criticá-las ou que repete conceitos cristalizados pelo senso comum. Para Conblin, o sentido de “cínico” está conectado ao foco do pensar: quando a defesa do argumento ou do conceito é priorizada sem sensibilidade aos indivíduos. Falar em tese, pensar a partir de absolutos, reduz a linguagem religiosa ao teorismo da torre de marfim. Acontece que a experiência de Deus na história é de inquietação e não de apatia. A verdade, se pretende ser verdade, deve ligar-se à vida e não ao argumento que satisfaz uma lógica interna.
Hannah Arendt acertou ao afirmar que milagre é a interrupção de qualquer processo automatizado. Mudar é alterar o que outrora se considerava inamovível; é reverter o irreversível. Profetas não encalacram futuro dentro de suas previsões, mas o libertam para infinitas possibilidades. O futuro se bifurca em trilhões de esquinas a partir das decisões livres de homens e mulheres. Os profetas apenas alinhavam o porvir para depois ensinar os pontos que firmariam as costuras.
Mudanças comportamentais são estimuladas entre religiosos, mas mudanças conceituais são vistas como anátemas. Jesus, logo depois de ter dito aos discípulos que era a Verdade (Jo 14.6), prometeu que o outro Consolador, o Espírito Santo, os conduziria a mais Verdade. Jesus tinha muitas coisas para ensinar, mas os seus seguidores mais próximos ainda não estavam prontos para suportar: “Ele vos guiará a toda Verdade” (Jo 16.13). Eles deveriam manter o coração ensinável, a mente flexível e o coração sensível porque o caminho para a Verdade não se exaurira e nem se esgotaria tão cedo.
Mudar, portanto, significa se abrir para verdades que outrora não encontravam porto na interioridade. Mudar é admitir que nunca estamos totalmente prontos para entender tudo. Mudar é aprender a deixar para trás o que outrora nos encantava para absorver o que os olhos nunca viram, os ouvidos nunca ouviram e nunca o coração humano intuiu. Mudar é abrir mão do que antigamente fazia sentido para que resplandeçam novos lampejos de sabedoria, lucidez e esclarecimento.
Soli Deo Gloria26-05-10
Os sistemas estáticos são mortos; as ideias engessadas são dogmas intolerantes; as instituições inflexíveis são tiranias. A vida acontece na transformação. Tudo flui. O tempo sangra como hemorragia porque vaza a existência por um ralo cruel. Mas não há como estancar o escoamento das horas.
Mudar é aceitar a inexorabilidade do tempo; é reconhecer a impossibilidade de lançar ganchos, estacionar, e recusar o imperativo divino: “Manda que o povo marche”.
Machiavel afirmou:
“Não há empresa (tarefa) mais difícil de conduzir, mais incerta quanto ao êxito e mais perigosa, do que a de introduzir novas instituições. Aquele que nisso se empenha tem por inimigos todos quantos lucravam com as instituições antigas, e só encontra tíbios defensores naqueles aos quais as novas se aproveitam”.
Vem de José Comblin a expressão”teologia cínica”. Teologia cínica é a que sistematiza verdades sem criticá-las ou que repete conceitos cristalizados pelo senso comum. Para Conblin, o sentido de “cínico” está conectado ao foco do pensar: quando a defesa do argumento ou do conceito é priorizada sem sensibilidade aos indivíduos. Falar em tese, pensar a partir de absolutos, reduz a linguagem religiosa ao teorismo da torre de marfim. Acontece que a experiência de Deus na história é de inquietação e não de apatia. A verdade, se pretende ser verdade, deve ligar-se à vida e não ao argumento que satisfaz uma lógica interna.
Hannah Arendt acertou ao afirmar que milagre é a interrupção de qualquer processo automatizado. Mudar é alterar o que outrora se considerava inamovível; é reverter o irreversível. Profetas não encalacram futuro dentro de suas previsões, mas o libertam para infinitas possibilidades. O futuro se bifurca em trilhões de esquinas a partir das decisões livres de homens e mulheres. Os profetas apenas alinhavam o porvir para depois ensinar os pontos que firmariam as costuras.
Mudanças comportamentais são estimuladas entre religiosos, mas mudanças conceituais são vistas como anátemas. Jesus, logo depois de ter dito aos discípulos que era a Verdade (Jo 14.6), prometeu que o outro Consolador, o Espírito Santo, os conduziria a mais Verdade. Jesus tinha muitas coisas para ensinar, mas os seus seguidores mais próximos ainda não estavam prontos para suportar: “Ele vos guiará a toda Verdade” (Jo 16.13). Eles deveriam manter o coração ensinável, a mente flexível e o coração sensível porque o caminho para a Verdade não se exaurira e nem se esgotaria tão cedo.
Mudar, portanto, significa se abrir para verdades que outrora não encontravam porto na interioridade. Mudar é admitir que nunca estamos totalmente prontos para entender tudo. Mudar é aprender a deixar para trás o que outrora nos encantava para absorver o que os olhos nunca viram, os ouvidos nunca ouviram e nunca o coração humano intuiu. Mudar é abrir mão do que antigamente fazia sentido para que resplandeçam novos lampejos de sabedoria, lucidez e esclarecimento.
Soli Deo Gloria26-05-10
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