Receita para uma igreja bem sucedida
Ricardo Gondim
Gabriel Andrada é jovem, seminarista, recém casado, e cheio de ideais. Evangélico desde o berço, diz que só se converteu de fato com 17 anos em um acampamento de carnaval. Desde a experiência de conversão, que o levou às lágrimas, participa de eventos evangelísticos de sua igreja. Agora se sente vocacionado para ser pastor. Ávido por ser “usado” por Deus, Gabriel matriculou-se em um pequeno instituto bíblico.
Gabriel me conheceu na internet e escreveu pedindo ajuda. Precisa que eu lhe ensine o “caminho das pedras” para começar uma igreja do zero. Pensei, pensei! Sem conhecê-lo, sem saber exatamente aonde o noviço quer chegar, resolvi correr o risco de responder. Disse que para uma igreja ser bem sucedida no Brasil são necessários a combinação de pelo menos dois, de quatro ingredientes.
1) Um pastor carismático. Que tenha traquejo para falar em público com desenvoltura. Que cante afinado, ou que pelo menos comece os hinos no tom certo. Que tenha boa memória para decorar versículos e saiba citá-los sem tomar fôlego. Que seja simpático e bem humorado no trato pessoal.
2) Um bom prédio em uma boa localização. Que a igreja seja em um lugar de fácil acesso. Que tenha bom estacionamento. Que seja confortável, preferivelmente com cadeiras acolchoadas, climatizado com ar condicionado. Que os banheiros limpos não cheirem a creolina.
3) Acesso à mídia. Que a nova igreja tenha programa de rádio ou de televisão. Mas que a programação ressalte as qualidades especiais do líder como o apóstolo escolhido de Deus para os últimos dias. Que repita sem parar que a igreja é especial, diferente de todas as outras. É bom que o locutor fale em línguas estranhas (glossolalia) e profetize sobre detalhes da vida dos crentes. Que crie uma aura de “poder” pentecostal e curiosidade nas pessoas de comparecerem aos cultos.
4) Teologia da Prosperidade. Que o pastor não tenha escrúpulo de prometer milagre à granel. Que a maior parte do culto seja gasto colhendo testemunhos de gente que enricou com as campanhas dos sete dias, com os jejuns da conquista, com as rosas santas, com os cultos dos Gideões, com as maratonas de oração. Quanto mais relatos, melhor.
Ressalto. Gabriel não precisa se valer de todos os pontos para se tornar o novo fenômeno gospel brasileiro. Entretanto, sem o quarto ingrediente, ele não vai a lugar nenhum. Basta que combine qualquer um com o último e seguramente se tornará um forte concorrente nos disputadíssimo mercado gospel.
Entretanto, como vai concorrer com expoentes bem consolidados, terá que trabalhar muito. Talvez precise fazer o programa de rádio ou de televisão na madrugada. No começo, para pagar o horário, terá que fazer merchandise de Ginka Biloba. Gabriel não deve ter receio de oferecer, por uma pequena oferta, lenço ungido, óleo sagrado ou água do rio Jordão. Se necessário, pode até vender cadernos escolares com a capa espiritual; tipo, um rapaz surfando e uma frase ao lado: “Cristo é ‘sur-ficiente’ para mim”.
Não sei se Gabriel entenderá a minha ironia. Caso leve os meus conselhos a sério, logo teremos uma nova igreja de nome bizarro. Contudo, quando estiver nos píncaros da glória, todos saberão que a trajetória de Gabriel Andrada não foi tão espiritual quanto se poderia supor. “Há algo de podre no reino da Dinamarca” – Shakespeare.
Soli Deo Gloria.
sábado, 2 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
A TRISTE REALIDADE DAS IGREJAS-FEUDOS
A TRISTE REALIDADE DAS IGREJAS-FEUDOS
Postado por Cristiano Santana | Marcadores: atualidades, cristianismo, igreja | Posted On quarta-feira, 22 de setembro de 2010 at 20:43
Por Cristiano Santana
Introdução - Em cumprimento ao conteúdo programático do curso de direito, estive lendo o livro "História do Direito Geral e do Brasil", de Flávia Lages de Castro. Nesse estudo acabei relembrando um matéria que estudei no nível médio de ensino, a saber, a consolidação da instituição considerada como símbolo da Idade Média, o feudalismo.
com a queda do império romano, os germanos que invadiram e Europa formaram um elite de guerreiros e grupos armados que passaram a deter a posse da terra. Os camponeses pobres se viram obrigados a se submeter para garantir a sobrevivência. Somente a posse da terra não bastava aos senhores; eles tinham de defendê-las dos invasores. Mas, para isso, tinham de gastar muito dinheiro com pequenos exércitos. Então surgiu a idéia de repartir as terras entre pessoas que estivessem dispostas a protegê-las. As mesmas ganhariam, em troca, o direito do usufruto da terra. Poderiam morar nela, plantar e criar gado. Juridicamente, o dono da terra era o suserano, e aquele que recebia a incumbência de protegê-la era o vassalo.
Além do suserano e do vassalo, havia a figura do servos. Elem eram não-livres não porque pertencessem a alguém ou porque fossem um bem alienável (porque se assim fosse seriam escravos), mas porque estavam presos à terra e se esta mudasse de mãos por qualquer motivo os servos daquela terra teriam um outro senhor. Eles não poderiam, via de regra, mudar de feudo quando achassem pertinente. Eram eles que faziam o trabalho duro do feudo. Eram explorados, pois tinham de destinar grande parte da produção agrária ao vassalo. Além disso, tinham de pagar pela utilização dos equipamentos do feudo.
É claro que inicialmente eu estava focado no estudo do feudalismo sob o aspecto da história do direito, mas aos poucos, os meus olhos se abriram para algumas similaridades entre o sistema feudal o o sistema de governo de alguns igrejas. Não pude deixar de constatar que algumas igrejas atualmente são uma espécie de feudo moderno. É claro que a comparação pode até parecer inadequada, pois igrejas não são pedaços de terra que precisam ser protegidas de invasores bárbaros. Entretanto, ainda se pode enxergar alguns princípios em comum nos dois sistemas. Vejamos.
A cerimônia de posse do vassalo - Quando recebia a terra, o vassalo colocava a mão sobre o Evangelho e jurava fidelidade ao novo Senhor. Sem armas, o homem, de cabeça descoberta, na maioria dos casos de joelhos, colocava suas mãos juntas nas do seu senhor, que fechava as suas sobre as do vassalo. Lembra bastante a posse de um novo dirigente de congregação ou de filial de igreja. Quando o líder maior não vai, geralmente manda uma comitiva. Normalmente, de uma forma implícita, é declarado nessa cerimônia de posse, que o novo pastor não é o dono daquela congregação ou igreja. O senhor absoluto continua sendo o líder maior da organização.
Obrigação de proteção e sustento ao seu senhor - Quanto à proteção da terra, praticamente não era da conta do senhor da terra. O vassalo tinha de "dar o seu jeito" com o fim de manter a propriedade. Quanto ao sustento, isso sim era do maior interesse do senhor, que cobrava periodicamente ao vassalo, uma parte da produção da terra para o seu sustento. E ai do vassalo se não cumprisse a cota. Corria o risco de perder o seu feudo. É com tristeza que às vezes testemunhamos semelhante tática nos tempos modernos. Os valdomiros, os macedos e, infelizmente, alguns pastores-presidentes costumam explorar seu dirigentes e pastores de filiais com a imposição de metas de arrecadação muitas vezes inalcançáveis. Sugam o máximo que podem e não estão nem um pouco preocupado com o estado da igrejinha. Que se dane o telhado, o piso, os bancos, as condições precárias do banheiro, os necessitados e os doentes. A quantia estipulada mensalmente tem de ser enviada. Dou meus parabéns à segunda Vara do Trabalho de Piracicaba (SP) que condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a indenizar, por danos morais em R$ 50 mil, um ex-bispo que afirma ter sido humilhado por não alcançar a meta estipulada pela igreja na arrecadação de contribuições dos fiéis. Essa prática nefasta de sustento milionário dos senhores de igrejas tem de acabar.
O Senhor poderia também retomar o feudo a qualquer momento - Engraçado que, em se tratando de qualquer organização eclesiástica, o líder maior geralmente diz que é a autoridade máxima daquela igreja. E quanto ao dirigente ou pastor de filial? Ele faz questão de dizer "irmãos, eu 'estou' dirigente dessa congregação, pois a qualquer momento posso não ser mais". Vê-se aqui mais uma similaridade com o feudalismo. O suserano podia tomar a terra do vassalo na hora que quisesse. A precariedade da posse da terra era um marca distintiva do feudalismo. Dono mesmo só o suserano. Os outros "estavam" vassalos. Há dirigentes dos quais sinto até pena. São como piões de xadrez que são deslocados de um lado para outro, ao gosto de um jogador desorientado.
O vassalo podia sair, mais os servos tinham de ficar - Como foi dito acima, os servos estavam presos à terra, como meio-escravos, portanto permaneciam nela quando era trocado o vassalo. O mesmo acontece nas igrejas modernas: sai o dirigente, mas ficam as ovelhas. Fico imaginando a apreensão que tomava conta dos servos no momento em que o vassalo era substituído. Acho que eles diziam: "será que esse vai ser mais bonzinho que o outro?" Por acaso não é essa a mesma pergunta que o coitado do membro da igreja costuma fazer, quando muda o dirigente ou pastor? Alguém pode dizer que estou passando dos limites, ao comparar crentes com servos, mas é fato inegável que em muitas igrejas os crentes se comportam como servos mesmos: alienados, cegamente submissos, sem opinião própria, sem nenhuma autonomia. Isso para mim é servilismo.
Quem mandava e fazia as regras era o Senhor do Feudo. Essa é interessante. No dia-a-dia, para o servo comum, na maior parte da Europa, quem mandava e, portanto, fazia as regras era o senhor daquele feudo; entretanto, como este estava subordinado a um senhor, era vassalo dele, tinha obrigações para com este e contra este não poderia ir. Quem detinha a jurisdição, ou seja, quem aplicava a justiça era o senhor feudal. A lei era aquilo que ele achava correto. Cada feudo, portanto, tinha a sua lei. Em resumo, o senhor feudal podia dizer "aqui quem manda sou eu". Nas mãos dele estava o poder da morte e da vida. Por acaso alguns líderes de igreja também não costumam seguir esse modelo? Quem pode se opor àquilo que eles determinam como sendo o certo? Alguns se transformaram em autênticos ditadores que não admitem uma objeção sequer. O estatuto da igrejas para eles é apenas uma exigência legal, mas sem nenhuma aplicabilidade prática na esfera eclesiástica. Exemplo: boa parte dos estatutos prevêem eleições para cargos administrativos da igreja, mas sabemos que essas eleições são de fachada. O dono da igreja continua determinando a hierarquia do poder. Quem ousar falar em escolha democrática arrisca-se a ser apedrejado literalmente.
Conclusão - Bem, esses foram os pontos de ligação que observei entre o sistema feudal o sistema de administração de algumas igrejas. É impressionante como alguns princípios se perpetuam no tempo, mesmo de forma quase imperceptível. Mas tenho fé que, assim como o feudalismo no campo terminou, também as igrejas-feudos sucumbirão sob o processo de conscientização dos cristãos brasileiros.
Para finalizar, já notaram que algumas igrejas, principalmente as assembléias de Deus denominam algumas áreas de atuação de "campo"?. Temos o campo de São Cristovão, o campo de Madureira, o campo da CGADB, o campo de Salvador, etc. As lutas de algumas igrejas pelo direito de instalar congregações em determinadas áreas ficou conhecida como "guerras de campo".
Interessante. "Campo" não lembra "feudo"? Mas Jesus vai desmantelar esses feudos.
Os membros tem de ser vistos, não como servos, mas como cooperadores. Os dirigentes de congregações e filiais tem de vistos como co-administradores, e não como meros fantoches nas mãos do poder. O modelo de sistema participativo deve ser valorizado e incentivado. A autocracia deve ser substituída pela democracia, na medida do possível. A prestação de contas deve ser considerada uma obrigação sagrada. Cargos devem ser distribuídos pelo merecimento e não por interesse ou amizade. Assim estaremos enterrando definitivamente a igreja-feudo e trazendo à realidade a igreja da Bíblia.
Postado por Cristiano Santana | Marcadores: atualidades, cristianismo, igreja | Posted On quarta-feira, 22 de setembro de 2010 at 20:43
Por Cristiano Santana
Introdução - Em cumprimento ao conteúdo programático do curso de direito, estive lendo o livro "História do Direito Geral e do Brasil", de Flávia Lages de Castro. Nesse estudo acabei relembrando um matéria que estudei no nível médio de ensino, a saber, a consolidação da instituição considerada como símbolo da Idade Média, o feudalismo.
com a queda do império romano, os germanos que invadiram e Europa formaram um elite de guerreiros e grupos armados que passaram a deter a posse da terra. Os camponeses pobres se viram obrigados a se submeter para garantir a sobrevivência. Somente a posse da terra não bastava aos senhores; eles tinham de defendê-las dos invasores. Mas, para isso, tinham de gastar muito dinheiro com pequenos exércitos. Então surgiu a idéia de repartir as terras entre pessoas que estivessem dispostas a protegê-las. As mesmas ganhariam, em troca, o direito do usufruto da terra. Poderiam morar nela, plantar e criar gado. Juridicamente, o dono da terra era o suserano, e aquele que recebia a incumbência de protegê-la era o vassalo.
Além do suserano e do vassalo, havia a figura do servos. Elem eram não-livres não porque pertencessem a alguém ou porque fossem um bem alienável (porque se assim fosse seriam escravos), mas porque estavam presos à terra e se esta mudasse de mãos por qualquer motivo os servos daquela terra teriam um outro senhor. Eles não poderiam, via de regra, mudar de feudo quando achassem pertinente. Eram eles que faziam o trabalho duro do feudo. Eram explorados, pois tinham de destinar grande parte da produção agrária ao vassalo. Além disso, tinham de pagar pela utilização dos equipamentos do feudo.
É claro que inicialmente eu estava focado no estudo do feudalismo sob o aspecto da história do direito, mas aos poucos, os meus olhos se abriram para algumas similaridades entre o sistema feudal o o sistema de governo de alguns igrejas. Não pude deixar de constatar que algumas igrejas atualmente são uma espécie de feudo moderno. É claro que a comparação pode até parecer inadequada, pois igrejas não são pedaços de terra que precisam ser protegidas de invasores bárbaros. Entretanto, ainda se pode enxergar alguns princípios em comum nos dois sistemas. Vejamos.
A cerimônia de posse do vassalo - Quando recebia a terra, o vassalo colocava a mão sobre o Evangelho e jurava fidelidade ao novo Senhor. Sem armas, o homem, de cabeça descoberta, na maioria dos casos de joelhos, colocava suas mãos juntas nas do seu senhor, que fechava as suas sobre as do vassalo. Lembra bastante a posse de um novo dirigente de congregação ou de filial de igreja. Quando o líder maior não vai, geralmente manda uma comitiva. Normalmente, de uma forma implícita, é declarado nessa cerimônia de posse, que o novo pastor não é o dono daquela congregação ou igreja. O senhor absoluto continua sendo o líder maior da organização.
Obrigação de proteção e sustento ao seu senhor - Quanto à proteção da terra, praticamente não era da conta do senhor da terra. O vassalo tinha de "dar o seu jeito" com o fim de manter a propriedade. Quanto ao sustento, isso sim era do maior interesse do senhor, que cobrava periodicamente ao vassalo, uma parte da produção da terra para o seu sustento. E ai do vassalo se não cumprisse a cota. Corria o risco de perder o seu feudo. É com tristeza que às vezes testemunhamos semelhante tática nos tempos modernos. Os valdomiros, os macedos e, infelizmente, alguns pastores-presidentes costumam explorar seu dirigentes e pastores de filiais com a imposição de metas de arrecadação muitas vezes inalcançáveis. Sugam o máximo que podem e não estão nem um pouco preocupado com o estado da igrejinha. Que se dane o telhado, o piso, os bancos, as condições precárias do banheiro, os necessitados e os doentes. A quantia estipulada mensalmente tem de ser enviada. Dou meus parabéns à segunda Vara do Trabalho de Piracicaba (SP) que condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a indenizar, por danos morais em R$ 50 mil, um ex-bispo que afirma ter sido humilhado por não alcançar a meta estipulada pela igreja na arrecadação de contribuições dos fiéis. Essa prática nefasta de sustento milionário dos senhores de igrejas tem de acabar.
O Senhor poderia também retomar o feudo a qualquer momento - Engraçado que, em se tratando de qualquer organização eclesiástica, o líder maior geralmente diz que é a autoridade máxima daquela igreja. E quanto ao dirigente ou pastor de filial? Ele faz questão de dizer "irmãos, eu 'estou' dirigente dessa congregação, pois a qualquer momento posso não ser mais". Vê-se aqui mais uma similaridade com o feudalismo. O suserano podia tomar a terra do vassalo na hora que quisesse. A precariedade da posse da terra era um marca distintiva do feudalismo. Dono mesmo só o suserano. Os outros "estavam" vassalos. Há dirigentes dos quais sinto até pena. São como piões de xadrez que são deslocados de um lado para outro, ao gosto de um jogador desorientado.
O vassalo podia sair, mais os servos tinham de ficar - Como foi dito acima, os servos estavam presos à terra, como meio-escravos, portanto permaneciam nela quando era trocado o vassalo. O mesmo acontece nas igrejas modernas: sai o dirigente, mas ficam as ovelhas. Fico imaginando a apreensão que tomava conta dos servos no momento em que o vassalo era substituído. Acho que eles diziam: "será que esse vai ser mais bonzinho que o outro?" Por acaso não é essa a mesma pergunta que o coitado do membro da igreja costuma fazer, quando muda o dirigente ou pastor? Alguém pode dizer que estou passando dos limites, ao comparar crentes com servos, mas é fato inegável que em muitas igrejas os crentes se comportam como servos mesmos: alienados, cegamente submissos, sem opinião própria, sem nenhuma autonomia. Isso para mim é servilismo.
Quem mandava e fazia as regras era o Senhor do Feudo. Essa é interessante. No dia-a-dia, para o servo comum, na maior parte da Europa, quem mandava e, portanto, fazia as regras era o senhor daquele feudo; entretanto, como este estava subordinado a um senhor, era vassalo dele, tinha obrigações para com este e contra este não poderia ir. Quem detinha a jurisdição, ou seja, quem aplicava a justiça era o senhor feudal. A lei era aquilo que ele achava correto. Cada feudo, portanto, tinha a sua lei. Em resumo, o senhor feudal podia dizer "aqui quem manda sou eu". Nas mãos dele estava o poder da morte e da vida. Por acaso alguns líderes de igreja também não costumam seguir esse modelo? Quem pode se opor àquilo que eles determinam como sendo o certo? Alguns se transformaram em autênticos ditadores que não admitem uma objeção sequer. O estatuto da igrejas para eles é apenas uma exigência legal, mas sem nenhuma aplicabilidade prática na esfera eclesiástica. Exemplo: boa parte dos estatutos prevêem eleições para cargos administrativos da igreja, mas sabemos que essas eleições são de fachada. O dono da igreja continua determinando a hierarquia do poder. Quem ousar falar em escolha democrática arrisca-se a ser apedrejado literalmente.
Conclusão - Bem, esses foram os pontos de ligação que observei entre o sistema feudal o sistema de administração de algumas igrejas. É impressionante como alguns princípios se perpetuam no tempo, mesmo de forma quase imperceptível. Mas tenho fé que, assim como o feudalismo no campo terminou, também as igrejas-feudos sucumbirão sob o processo de conscientização dos cristãos brasileiros.
Para finalizar, já notaram que algumas igrejas, principalmente as assembléias de Deus denominam algumas áreas de atuação de "campo"?. Temos o campo de São Cristovão, o campo de Madureira, o campo da CGADB, o campo de Salvador, etc. As lutas de algumas igrejas pelo direito de instalar congregações em determinadas áreas ficou conhecida como "guerras de campo".
Interessante. "Campo" não lembra "feudo"? Mas Jesus vai desmantelar esses feudos.
Os membros tem de ser vistos, não como servos, mas como cooperadores. Os dirigentes de congregações e filiais tem de vistos como co-administradores, e não como meros fantoches nas mãos do poder. O modelo de sistema participativo deve ser valorizado e incentivado. A autocracia deve ser substituída pela democracia, na medida do possível. A prestação de contas deve ser considerada uma obrigação sagrada. Cargos devem ser distribuídos pelo merecimento e não por interesse ou amizade. Assim estaremos enterrando definitivamente a igreja-feudo e trazendo à realidade a igreja da Bíblia.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
1ª Epístola de Paulo Aos BRASILEIROS - Cap. 1 - Prefácio e Saudação
1ª Epístola de Paulo Aos BRASILEIROS - Cap. 1 - Prefácio e Saudação
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, a todos os santos e fiéis irmãos em Cristo Jesus, que se encontram em terras brasileiras, graça e paz a vós outros.
Exortações à Igreja
Rogo-vos para que não haja partidos entre vós. Mas vejo que é isso que está ocorrendo, pois uns dizem: eu sou de Malafaia; outros, de Macedo; outros, do Soares; outros de Feliciano; Quem é Malafaia? Quem é Soares? Quem são eles? [1] Por acaso Cristo está dividido? Não são neles que devemos postar nossos olhos, mas em Cristo, o único que morreu por nós.
Vejo que ainda sois meninos na fé quando o propósito de cada um é só buscar bênçãos para si, visando os próprios interesses e não o interesse do Corpo. Digo-vos que a maior benção já vos foi concedida na cruz quando fostes resgatados da morte e das trevas. Agora, aprendam a viver contentes e dar graças a Deus por tudo [2] .
Sinais e Prodígios
Assim como os judeus pediam sinais em minha época [3], há muitos que só pensam em prodígios e maravilhas: fazem correntes e marcam hora para as curas se efetuarem, e eu já havia advertido aos seus irmãos de Tessalônica que tão somente orassem o tempo todo, [4] pois apenas Deus é quem sabe a hora de atender. Eu mesmo deixei Trófimo doente em Mileto, [5] o amado Timóteo foi medicado enquanto esperava o Senhor curar sua gastrite, [6] e Epafrodito adoeceu mortalmente chegando às portas da morte [7]. Por que entre vós no Brasil seria diferente?
Outras admoestações
Estão fazendo rituais para amarrar demônios e declarar que as cidades do Brasil são do Senhor Jesus. Nunca vistes isso em mim e em nenhum momento em Cristo. Pelo contrário, preguei o evangelho em Éfeso, mas a cidade continuou seguindo a deusa Diana. No Areópago de Atenas riram e zombaram de minha pregação, e poucos aceitaram a palavra do evangelho; como eu iria dizer que Atenas era do Senhor Jesus? Em Corinto, a prostituição continuou a dominar a cidade, e em Roma, as orgias e as dissoluções da família até se intensificaram no decorrer dos anos. Dizer que Roma pertencia ao Senhor Jesus seria uma frase que levaria ao engano os poucos irmãos verdadeiramente convertidos.
Na verdade muito me esforcei e fiz de tudo para ver se conseguia salvar a alguns [8]. Nunca ensinei a reivindicar territórios, mas tão somente orava a Deus que me abrisse uma porta para pregar a Palavra [9] .
Cuidado com os falsos apóstolos
Há muitos homens gananciosos aparecendo no meio de vós no Brasil dizendo que são apóstolos e criando hierarquias para exercer domínio uns sobre os outros, coisa que nunca aceitei. Porque tanta preocupação com títulos? Por que ninguém se contenta em ser chamado simplesmente servo? Pois é isso é o que realmente importa. Saibam que há muitos obreiros fraudulentos transformando-se em apóstolos de Cristo [10].
Já vos advertira que depois da minha partida, entre vós penetrariam lobos vorazes que não poupariam o rebanho de Cristo [11], vós não lembrais disso brasileiros?
Sobre os dons espirituais
Soube que muitos estão preocupados com os dons. É verdade que eles são importantes, mas o Espírito concede a cada um conforme melhor lhe convém [12]. Tenho percebido que valorizam principalmente os dons sobrenaturais – como falar em línguas, visões, curas e revelações – e esquecem-se que ensinar bem as Escrituras, administrar com zelo as coisas de Deus e promover socorro aos necessitados também são dons espirituais [13].
Mas o que eu quero mesmo é que estejais buscando para suas vidas o fruto do Espírito. De nada adianta ter fé suficiente para curar pessoas, transportar montes e expulsar demônios se ficais devorando uns aos outros, [14] se não têm amor, se provocam rixas e intrigas entre si e dão mau testemunho.
Ofertas ao Senhor
Quanto às ofertas e sacrifícios, já falei por carta: no primeiro dia da semana cada um separe segundo sua prosperidade [15]. Nunca fiz leilão de bênçãos do Senhor, desafiando o povo a ofertar começando com 10 moedas de ouro até chegar ao que tinha um denário. O único sacrifício aceitável por Deus já foi feito na cruz pelo seu Filho Jesus, entendais isto brasileiros.
Quando Deus me der oportunidade de visitar-vos quero conhecer os que estão se enriquecendo com o Evangelho e enfrentar-lhes face a face. A piedade jamais pode ser fonte de lucro [16] e se continuarem nessa sórdida ganância haverão de sofrer muitas dores [17].
A busca da verdadeira maturidade
É imprescindível que manejem bem a Palavra, pois chegou ao meu conhecimento que esta é uma geração tão ignorante nela que estão sendo enganados por lobos vorazes, que trazem enganos e sofismas, e a esses, de boa mente, os tolerais [18]. Lembrem-se que quando preguei em Beréia o povo consultava a Palavra para ver se as coisas eram de fato assim [19]. Porque não fazeis vós o mesmo? Ora, os ardis de satanás vêm sempre disfarçados na pregação de um anjo de luz [20].
Vejo que entre vós há muitos acréscimos e deturpações daquilo que falei. Admoesto-vos a que não ultrapasseis o que está escrito [21] .
As saudações pessoais
Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, e sim a seu próprio ventre [22], seus próprios interesses. Em breve vos vereis.A bênçãoA graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós do Brasil [23].
Pr. Daniel Rocha
REFERÊNCIAS [1] - 1Co 3.5 [2] - Fp 4.11; 1Ts 5.18 [3] - 1Co 1.22 [4] - 1Ts 5.17 [5] - 2Tm 4.20 [6] - 1Tm 5.23 [7] - Fp 2.27-30 [8] - 1Co 9.22 [9] - Cl 4.3 [10] - 1Co 11.3 [11] - At 20.29 [12] - 1Co 12.7 [13] - Rm 12.7-8 [14] - Gl 5.15 [15] - 1Co 16.2 [16] - 1Tm 6.5 [17] - 1Tm 6.10 [18] - 2Co 11.4 [19] - At 17.11 [20] - 2Co 11.14 [21] - 1Co 4.6 [22] - Rm 16.17-18 [23] - 2Co 13.13
Postado por Germine - Gestão e Assessoria Ministerial às Sexta-feira, Março 26, 2010
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, a todos os santos e fiéis irmãos em Cristo Jesus, que se encontram em terras brasileiras, graça e paz a vós outros.
Exortações à Igreja
Rogo-vos para que não haja partidos entre vós. Mas vejo que é isso que está ocorrendo, pois uns dizem: eu sou de Malafaia; outros, de Macedo; outros, do Soares; outros de Feliciano; Quem é Malafaia? Quem é Soares? Quem são eles? [1] Por acaso Cristo está dividido? Não são neles que devemos postar nossos olhos, mas em Cristo, o único que morreu por nós.
Vejo que ainda sois meninos na fé quando o propósito de cada um é só buscar bênçãos para si, visando os próprios interesses e não o interesse do Corpo. Digo-vos que a maior benção já vos foi concedida na cruz quando fostes resgatados da morte e das trevas. Agora, aprendam a viver contentes e dar graças a Deus por tudo [2] .
Sinais e Prodígios
Assim como os judeus pediam sinais em minha época [3], há muitos que só pensam em prodígios e maravilhas: fazem correntes e marcam hora para as curas se efetuarem, e eu já havia advertido aos seus irmãos de Tessalônica que tão somente orassem o tempo todo, [4] pois apenas Deus é quem sabe a hora de atender. Eu mesmo deixei Trófimo doente em Mileto, [5] o amado Timóteo foi medicado enquanto esperava o Senhor curar sua gastrite, [6] e Epafrodito adoeceu mortalmente chegando às portas da morte [7]. Por que entre vós no Brasil seria diferente?
Outras admoestações
Estão fazendo rituais para amarrar demônios e declarar que as cidades do Brasil são do Senhor Jesus. Nunca vistes isso em mim e em nenhum momento em Cristo. Pelo contrário, preguei o evangelho em Éfeso, mas a cidade continuou seguindo a deusa Diana. No Areópago de Atenas riram e zombaram de minha pregação, e poucos aceitaram a palavra do evangelho; como eu iria dizer que Atenas era do Senhor Jesus? Em Corinto, a prostituição continuou a dominar a cidade, e em Roma, as orgias e as dissoluções da família até se intensificaram no decorrer dos anos. Dizer que Roma pertencia ao Senhor Jesus seria uma frase que levaria ao engano os poucos irmãos verdadeiramente convertidos.
Na verdade muito me esforcei e fiz de tudo para ver se conseguia salvar a alguns [8]. Nunca ensinei a reivindicar territórios, mas tão somente orava a Deus que me abrisse uma porta para pregar a Palavra [9] .
Cuidado com os falsos apóstolos
Há muitos homens gananciosos aparecendo no meio de vós no Brasil dizendo que são apóstolos e criando hierarquias para exercer domínio uns sobre os outros, coisa que nunca aceitei. Porque tanta preocupação com títulos? Por que ninguém se contenta em ser chamado simplesmente servo? Pois é isso é o que realmente importa. Saibam que há muitos obreiros fraudulentos transformando-se em apóstolos de Cristo [10].
Já vos advertira que depois da minha partida, entre vós penetrariam lobos vorazes que não poupariam o rebanho de Cristo [11], vós não lembrais disso brasileiros?
Sobre os dons espirituais
Soube que muitos estão preocupados com os dons. É verdade que eles são importantes, mas o Espírito concede a cada um conforme melhor lhe convém [12]. Tenho percebido que valorizam principalmente os dons sobrenaturais – como falar em línguas, visões, curas e revelações – e esquecem-se que ensinar bem as Escrituras, administrar com zelo as coisas de Deus e promover socorro aos necessitados também são dons espirituais [13].
Mas o que eu quero mesmo é que estejais buscando para suas vidas o fruto do Espírito. De nada adianta ter fé suficiente para curar pessoas, transportar montes e expulsar demônios se ficais devorando uns aos outros, [14] se não têm amor, se provocam rixas e intrigas entre si e dão mau testemunho.
Ofertas ao Senhor
Quanto às ofertas e sacrifícios, já falei por carta: no primeiro dia da semana cada um separe segundo sua prosperidade [15]. Nunca fiz leilão de bênçãos do Senhor, desafiando o povo a ofertar começando com 10 moedas de ouro até chegar ao que tinha um denário. O único sacrifício aceitável por Deus já foi feito na cruz pelo seu Filho Jesus, entendais isto brasileiros.
Quando Deus me der oportunidade de visitar-vos quero conhecer os que estão se enriquecendo com o Evangelho e enfrentar-lhes face a face. A piedade jamais pode ser fonte de lucro [16] e se continuarem nessa sórdida ganância haverão de sofrer muitas dores [17].
A busca da verdadeira maturidade
É imprescindível que manejem bem a Palavra, pois chegou ao meu conhecimento que esta é uma geração tão ignorante nela que estão sendo enganados por lobos vorazes, que trazem enganos e sofismas, e a esses, de boa mente, os tolerais [18]. Lembrem-se que quando preguei em Beréia o povo consultava a Palavra para ver se as coisas eram de fato assim [19]. Porque não fazeis vós o mesmo? Ora, os ardis de satanás vêm sempre disfarçados na pregação de um anjo de luz [20].
Vejo que entre vós há muitos acréscimos e deturpações daquilo que falei. Admoesto-vos a que não ultrapasseis o que está escrito [21] .
As saudações pessoais
Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, e sim a seu próprio ventre [22], seus próprios interesses. Em breve vos vereis.A bênçãoA graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós do Brasil [23].
Pr. Daniel Rocha
REFERÊNCIAS [1] - 1Co 3.5 [2] - Fp 4.11; 1Ts 5.18 [3] - 1Co 1.22 [4] - 1Ts 5.17 [5] - 2Tm 4.20 [6] - 1Tm 5.23 [7] - Fp 2.27-30 [8] - 1Co 9.22 [9] - Cl 4.3 [10] - 1Co 11.3 [11] - At 20.29 [12] - 1Co 12.7 [13] - Rm 12.7-8 [14] - Gl 5.15 [15] - 1Co 16.2 [16] - 1Tm 6.5 [17] - 1Tm 6.10 [18] - 2Co 11.4 [19] - At 17.11 [20] - 2Co 11.14 [21] - 1Co 4.6 [22] - Rm 16.17-18 [23] - 2Co 13.13
Postado por Germine - Gestão e Assessoria Ministerial às Sexta-feira, Março 26, 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A saúde do Movimento Evangélico
A saúde do Movimento Evangélico
Ricardo Gondim
Na adolescência, abandonei o catolicismo e fui rebatizado na Igreja Presbiteriana de Fortaleza. Desde então, migrei por várias tendências do protestantismo, que no Brasil assumiu-se como Movimento Evangélico. Fui membro da Convenção Geral das Assembléias de Deus (CGADB). Cooperei com a Associação Evangélica Brasileira (AEVB). Já falei em incontáveis congressos e conferências. Meu código genético religioso, portanto, é bem definido pelo Movimento Evangélico.
Pastoreio uma igreja com diversas comunidades locais espalhadas pelo Brasil. Caminho ao lado de parceiros e parceiras que levam a sério a vocação ministerial.
Reconheço, porém, que vez por outra peso nas tintas ao criticar o Movimento Evangélico. Não o faço como um observador frio e distante. Eu não me condenei ao ostracismo espiritual. Nunca quis tornar-me profeta auto-referenciado, sem interlocutores. Lido com gente; falo para mais de 3 mil pessoas todos os domingos. E, por mais que tente evitar, sempre que escrevo deixo as minhas impressões digitais religiosas.
Ao criticar, entendo que necessito ser cuidadoso. Não posso portar-me como o fariseu que corava de raiva quando se quebrava o til ou a vírgula da lei, mas era insensível para o abuso de princípios éticos que carcomiam a sua própria alma.
Ao criticar o Movimento Evangélico, não posso passar ao largo da iniquidade que condena milhões de brasileiros a viverem abaixo da linha da miséria. Escolado em ambientes puritanos sei como é possível ver-se sugado para o debate moralista. Eu não teria dificuldade de discursar sobre rigor sexual e arrancar bons aplausos dos que veem promiscuidade até nos desenhos animados que divertem crianças nas manhãs de sábado.
Não é difícil agradar os auditórios religiosos. Basta uma pitada de perspicácia: diante de um auditório burguês é suficiente repetir algumas doutrinas ortodoxas e todos se sentem felizes.
Insisto em escrever e falar porque o imperativo cristão não me larga. Não consigo calar diante de temas fundamentais como: justiça, solidariedade, tolerância, honestidade. O Evangelho me constrange. Sinto-me convocado a engajar-me na defesa do indefeso, na inclusão do excluído e na busca de justiça para o injustiçado. Diante desse categórico, nascem perguntas que não posso fugir: Qual a força do sistema de alienar-me? Para que lado ir na encruzilhada da Avenida Conforto com a Rua Responsabilidade?
Acomodação ética não é desvio, mas deformação. Está deformada qualquer instituição, religiosa, política ou educacional, que seja ágil para denunciar o menos importante e lenta para detectar o essencial.
Uma geração periga quando diminuem os profetas (nestes tempos, não se conhece sequer a função de um profeta – secular ou religioso). A camisa de força da mesmice vem sufocando a criatividade. O patrulhamento do conservadorismo conspira contra a liberdade de pensar. Faltam profetas.
Carecemos de homens e mulheres que não tenham medo de denunciar com o dedo em riste: Esta geração está inebriada pela doutrina do sucesso e vai se afogar na ganância e na complacência.
Minha crítica ao Movimento Evangélico começou há alguns anos, quando vi líderes indignados com questões periféricas, mas silentes diante de atrocidades. Raras vozes se levantaram contra evangélicos norte-americanos que abençoaram uma guerra absurda. O Iraque foi invadido e destruído devido a uma mentira (Onde estavam as armas de destruição em massa?). Faz-se silêncio sobre a morte de centenas de milhares.
Noto o constrangimento de alguns conservadores que não gostam de serem considerados do mesmo naipe que Benny Hinn, Kenneth Hagin, Edir Macedo ou Valdemiro Santiago. Mas eles se sentem orgulhosos de confessar a mesma doutrina que Franklin Graham, Pat Robertson, John McArthur, Chuck Colson e Max Lucado. Talvez considerem esses senhores dignos porque repetem a "doutrina verdadeira" e são de um país riquíssimo.
Por mais que seja difícil sentar ao lado de neopentecostais ávidos por lucro, acredito ser exponencialmente pior participar da roda de quem, sob o manto do conservadorismo teológico, sustenta a agenda de direita belicosa dos Estados Unidos. George W. Bush se aposentou mas a sua cartilha ainda continua a valer entre os evangélicos: lutar contra o aborto e contra os homossexuais, mas defender a pena de morte e apoiar a National Rifle Association.
Mas adesismo não destoa dentro do Movimento Evangélico. Quando os militares dominaram a política brasileira, havia um acordo tácito entre pastores e ditadores. Os ditadores deixavam os pastores pregarem e conduzirem campanhas evangelísticas e os pastores faziam vista grossa para a tortura.
Não é possível varrer para debaixo do tapete da piedade que o Movimento Evangélico brasileiro se esmera no irrelevante. Igrejas se multiplicam nas redondezas urbanas, mas não têm agenda contra preconceito racial ou de gênero. Impressionam as estatísticas sobre os avanços dos evangélicos; resta perguntar se alteram a sorte de milhões de crianças que vivem em ruas fétidas e estudam em escolas sucateadas.
Lamentavelmente, enquanto os evangélicos se reúnem em conferências para discutir e defender sua identidade, o Brasil permanece na lista dos mais injustos do planeta.
Mesmo decepcionado e muitas vezes desestimulado, continuo escrevendo, pregando e trabalhando. Sei que uma nova geração se levanta; acredito que milhões de rapazes e moças desejam ser leais ao Evangelho e anseiam por novos ventos.
Também não jogo a toalha porque acredito que se nos calarmos as pedras clamarão.
Soli Deo Gloria
8-09-10
Ricardo Gondim
Na adolescência, abandonei o catolicismo e fui rebatizado na Igreja Presbiteriana de Fortaleza. Desde então, migrei por várias tendências do protestantismo, que no Brasil assumiu-se como Movimento Evangélico. Fui membro da Convenção Geral das Assembléias de Deus (CGADB). Cooperei com a Associação Evangélica Brasileira (AEVB). Já falei em incontáveis congressos e conferências. Meu código genético religioso, portanto, é bem definido pelo Movimento Evangélico.
Pastoreio uma igreja com diversas comunidades locais espalhadas pelo Brasil. Caminho ao lado de parceiros e parceiras que levam a sério a vocação ministerial.
Reconheço, porém, que vez por outra peso nas tintas ao criticar o Movimento Evangélico. Não o faço como um observador frio e distante. Eu não me condenei ao ostracismo espiritual. Nunca quis tornar-me profeta auto-referenciado, sem interlocutores. Lido com gente; falo para mais de 3 mil pessoas todos os domingos. E, por mais que tente evitar, sempre que escrevo deixo as minhas impressões digitais religiosas.
Ao criticar, entendo que necessito ser cuidadoso. Não posso portar-me como o fariseu que corava de raiva quando se quebrava o til ou a vírgula da lei, mas era insensível para o abuso de princípios éticos que carcomiam a sua própria alma.
Ao criticar o Movimento Evangélico, não posso passar ao largo da iniquidade que condena milhões de brasileiros a viverem abaixo da linha da miséria. Escolado em ambientes puritanos sei como é possível ver-se sugado para o debate moralista. Eu não teria dificuldade de discursar sobre rigor sexual e arrancar bons aplausos dos que veem promiscuidade até nos desenhos animados que divertem crianças nas manhãs de sábado.
Não é difícil agradar os auditórios religiosos. Basta uma pitada de perspicácia: diante de um auditório burguês é suficiente repetir algumas doutrinas ortodoxas e todos se sentem felizes.
Insisto em escrever e falar porque o imperativo cristão não me larga. Não consigo calar diante de temas fundamentais como: justiça, solidariedade, tolerância, honestidade. O Evangelho me constrange. Sinto-me convocado a engajar-me na defesa do indefeso, na inclusão do excluído e na busca de justiça para o injustiçado. Diante desse categórico, nascem perguntas que não posso fugir: Qual a força do sistema de alienar-me? Para que lado ir na encruzilhada da Avenida Conforto com a Rua Responsabilidade?
Acomodação ética não é desvio, mas deformação. Está deformada qualquer instituição, religiosa, política ou educacional, que seja ágil para denunciar o menos importante e lenta para detectar o essencial.
Uma geração periga quando diminuem os profetas (nestes tempos, não se conhece sequer a função de um profeta – secular ou religioso). A camisa de força da mesmice vem sufocando a criatividade. O patrulhamento do conservadorismo conspira contra a liberdade de pensar. Faltam profetas.
Carecemos de homens e mulheres que não tenham medo de denunciar com o dedo em riste: Esta geração está inebriada pela doutrina do sucesso e vai se afogar na ganância e na complacência.
Minha crítica ao Movimento Evangélico começou há alguns anos, quando vi líderes indignados com questões periféricas, mas silentes diante de atrocidades. Raras vozes se levantaram contra evangélicos norte-americanos que abençoaram uma guerra absurda. O Iraque foi invadido e destruído devido a uma mentira (Onde estavam as armas de destruição em massa?). Faz-se silêncio sobre a morte de centenas de milhares.
Noto o constrangimento de alguns conservadores que não gostam de serem considerados do mesmo naipe que Benny Hinn, Kenneth Hagin, Edir Macedo ou Valdemiro Santiago. Mas eles se sentem orgulhosos de confessar a mesma doutrina que Franklin Graham, Pat Robertson, John McArthur, Chuck Colson e Max Lucado. Talvez considerem esses senhores dignos porque repetem a "doutrina verdadeira" e são de um país riquíssimo.
Por mais que seja difícil sentar ao lado de neopentecostais ávidos por lucro, acredito ser exponencialmente pior participar da roda de quem, sob o manto do conservadorismo teológico, sustenta a agenda de direita belicosa dos Estados Unidos. George W. Bush se aposentou mas a sua cartilha ainda continua a valer entre os evangélicos: lutar contra o aborto e contra os homossexuais, mas defender a pena de morte e apoiar a National Rifle Association.
Mas adesismo não destoa dentro do Movimento Evangélico. Quando os militares dominaram a política brasileira, havia um acordo tácito entre pastores e ditadores. Os ditadores deixavam os pastores pregarem e conduzirem campanhas evangelísticas e os pastores faziam vista grossa para a tortura.
Não é possível varrer para debaixo do tapete da piedade que o Movimento Evangélico brasileiro se esmera no irrelevante. Igrejas se multiplicam nas redondezas urbanas, mas não têm agenda contra preconceito racial ou de gênero. Impressionam as estatísticas sobre os avanços dos evangélicos; resta perguntar se alteram a sorte de milhões de crianças que vivem em ruas fétidas e estudam em escolas sucateadas.
Lamentavelmente, enquanto os evangélicos se reúnem em conferências para discutir e defender sua identidade, o Brasil permanece na lista dos mais injustos do planeta.
Mesmo decepcionado e muitas vezes desestimulado, continuo escrevendo, pregando e trabalhando. Sei que uma nova geração se levanta; acredito que milhões de rapazes e moças desejam ser leais ao Evangelho e anseiam por novos ventos.
Também não jogo a toalha porque acredito que se nos calarmos as pedras clamarão.
Soli Deo Gloria
8-09-10
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
0 Edir Macedo prega o ABORTO como forma de Planejamento Familiar
0 Edir Macedo prega o ABORTO como forma de Planejamento Familiar
.
Por Renato Vargens
O Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo, defende publicamente o aborto. Para o fundador da IURD e dono da Rede Record de Televisão o aborto é uma excelente estratégia de planejamento familiar.
Caro leitor, confesso que estou abismado com o discurso deste senhor. Os argumentos usados por ele para defender o aborto afrontam a santidade do Eterno. Ora, ninguém possui o direito de tirar a vida de ninguém. Afirmo sem titubeios que abortar é frontalmente contra aos ensinamentos das Escrituras.
Prezado amigo, Estamos vivendo os dias que antecedem a volta de Cristo! Definitivamente o amor se esfriou do coração dos homens! (Mt 24:12)
Diante do exposto afirmo que diferentemente do "bispo" o meu compromisso é com a Palavra de Deus. E a Palavra de Deus condena o assassinato.
Declaro também com todo o meu vigor e convicção que sou totalmente contra a idéia da legalização do aborto e repudio veementemente esta prática infernal.
Pois é, definitivamente a IURD não é uma igreja cristã.
Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!
.
Por Renato Vargens
O Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo, defende publicamente o aborto. Para o fundador da IURD e dono da Rede Record de Televisão o aborto é uma excelente estratégia de planejamento familiar.
Caro leitor, confesso que estou abismado com o discurso deste senhor. Os argumentos usados por ele para defender o aborto afrontam a santidade do Eterno. Ora, ninguém possui o direito de tirar a vida de ninguém. Afirmo sem titubeios que abortar é frontalmente contra aos ensinamentos das Escrituras.
Prezado amigo, Estamos vivendo os dias que antecedem a volta de Cristo! Definitivamente o amor se esfriou do coração dos homens! (Mt 24:12)
Diante do exposto afirmo que diferentemente do "bispo" o meu compromisso é com a Palavra de Deus. E a Palavra de Deus condena o assassinato.
Declaro também com todo o meu vigor e convicção que sou totalmente contra a idéia da legalização do aborto e repudio veementemente esta prática infernal.
Pois é, definitivamente a IURD não é uma igreja cristã.
Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!
Teologia da prosperidade: porque a odeio tanto?
1 Teologia da prosperidade: porque a odeio tanto?
.
Por Leonardo Gonçalves
Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os “fiéis” manipulando-os ao seu bel prazer.
É muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso “toma lá, dá cá”. Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e correção.
Muitos adeptos dessa teologia são telepastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.
Acho que o que esses telepastores precisam, além de um bom óleo de peroba para passar na cara, é de uma aula de cristianismo bíblico. Se esses homens lessem a Bíblia, saberiam que Jesus nasceu num estábulo emprestado, proferiu suas pregações num barco emprestado, montou num jumento emprestado, recolheu o que sobrou dos pães e peixes num cesto emprestado e foi sepultado em um túmulo emprestado. Só a cruz era dele.
Pedro e João, quando subiam ao templo para orar foram interpelados por um mendigo coxo que pedia esmolas. Pedro disse àquele coxo: “não tenho ouro nem prata”. Creio que naquele dia o mendigo era mais próspero financeiramente do que Pedro, pois é possível que ele estivesse esmolando ali há algum tempo (o que lhe teria rendido algumas moedas). Contudo, Pedro e João tinham algo que aquele mendigo coxo não possuia: “Mas o que tenho, isso te dou...”
Cada vez que leio a narrativa de Atos dos Apóstolos, fico ainda mais revoltado com o que os modernos pastores estão fazendo com o cristianismo. Nos tempos do cristianismo primitivo, ser pastor significava tornar-se alvo. Eles eram os primeiros a morrer em tempos de crise e perseguição. Hoje é diferente: ser pastor significa ter status. E os crentes? Estes eram humilhados, aprisionados e açoitados, lançados às feras; outros eram queimados vivos na ponta de uma estaca para iluminar os jardins do imperador. Vejo isso e me pergunto onde está a prosperidade desses homens? Onde está a promessa de riqueza na vida deles? Será que eles não eram crentes? Sim, o eram. E em maior proporção que muitos de nós, que em meio à comodidade e ao luxo nos esquecemos de incluir Deus na nossa agenda diária.
E não é só na igreja primitiva que encontramos esses exemplos não: e o que dizer dos crentes de aldeias paupérrimas da África, que padecem das coisas mais necessárias e comuns? Crentes que fazem uma só refeição por dia e ainda agradecem a Deus pelo pouco que têm. Será que eles são amaldiçoados? Será que a promessa de prosperidade não se estende a eles? Quanta hipocrisia!
Quando ouço falar de pastores presidentes que ganham 100 salários mínimos e de telepastores cuja renda mensal ultrapassa a cifra dos milhoes de reais, ou ainda de salafrários que constroem mansões de mármore importado em Campos do Jordão, meu coração entristece ao ver o quanto nos distanciamos daquele cristianismo bíblico, saudável, puro e simples, que não promete riquezas na terra, mas garante um tesouro no céu.
Definitivamente, não posso compactuar com essa corja de ladrões, vendilhões do templo e comerciantes da fé. Não posso concordar com essa doutrina diabólica e anticristã que transforma o evangelho em uma empresa religiosa, em uma sociedade onde o distintivo do crente não é o amor, mas a folha de pagamento do “fiel”. Não consigo deixar de odiar esse sistema porco, imundo, onde o nome de Jesus é usado para ludibriar os ingênuos. Também não posso deixar de desmascarar esses falsos mestres, discípulos de Balaão, que por causa da paixão pelo vil metal vão além dos limites bíblicos e profetizam o que Deus não mandou. Minha alma é protestante, e por isso não posso calar. Sei também que há exceções, e que há muitos pastores que são sérios e não mercadejam a fé, mas acaso não são as exceções a confirmação de uma regra?
.
Por Leonardo Gonçalves
Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os “fiéis” manipulando-os ao seu bel prazer.
É muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso “toma lá, dá cá”. Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e correção.
Muitos adeptos dessa teologia são telepastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.
Acho que o que esses telepastores precisam, além de um bom óleo de peroba para passar na cara, é de uma aula de cristianismo bíblico. Se esses homens lessem a Bíblia, saberiam que Jesus nasceu num estábulo emprestado, proferiu suas pregações num barco emprestado, montou num jumento emprestado, recolheu o que sobrou dos pães e peixes num cesto emprestado e foi sepultado em um túmulo emprestado. Só a cruz era dele.
Pedro e João, quando subiam ao templo para orar foram interpelados por um mendigo coxo que pedia esmolas. Pedro disse àquele coxo: “não tenho ouro nem prata”. Creio que naquele dia o mendigo era mais próspero financeiramente do que Pedro, pois é possível que ele estivesse esmolando ali há algum tempo (o que lhe teria rendido algumas moedas). Contudo, Pedro e João tinham algo que aquele mendigo coxo não possuia: “Mas o que tenho, isso te dou...”
Cada vez que leio a narrativa de Atos dos Apóstolos, fico ainda mais revoltado com o que os modernos pastores estão fazendo com o cristianismo. Nos tempos do cristianismo primitivo, ser pastor significava tornar-se alvo. Eles eram os primeiros a morrer em tempos de crise e perseguição. Hoje é diferente: ser pastor significa ter status. E os crentes? Estes eram humilhados, aprisionados e açoitados, lançados às feras; outros eram queimados vivos na ponta de uma estaca para iluminar os jardins do imperador. Vejo isso e me pergunto onde está a prosperidade desses homens? Onde está a promessa de riqueza na vida deles? Será que eles não eram crentes? Sim, o eram. E em maior proporção que muitos de nós, que em meio à comodidade e ao luxo nos esquecemos de incluir Deus na nossa agenda diária.
E não é só na igreja primitiva que encontramos esses exemplos não: e o que dizer dos crentes de aldeias paupérrimas da África, que padecem das coisas mais necessárias e comuns? Crentes que fazem uma só refeição por dia e ainda agradecem a Deus pelo pouco que têm. Será que eles são amaldiçoados? Será que a promessa de prosperidade não se estende a eles? Quanta hipocrisia!
Quando ouço falar de pastores presidentes que ganham 100 salários mínimos e de telepastores cuja renda mensal ultrapassa a cifra dos milhoes de reais, ou ainda de salafrários que constroem mansões de mármore importado em Campos do Jordão, meu coração entristece ao ver o quanto nos distanciamos daquele cristianismo bíblico, saudável, puro e simples, que não promete riquezas na terra, mas garante um tesouro no céu.
Definitivamente, não posso compactuar com essa corja de ladrões, vendilhões do templo e comerciantes da fé. Não posso concordar com essa doutrina diabólica e anticristã que transforma o evangelho em uma empresa religiosa, em uma sociedade onde o distintivo do crente não é o amor, mas a folha de pagamento do “fiel”. Não consigo deixar de odiar esse sistema porco, imundo, onde o nome de Jesus é usado para ludibriar os ingênuos. Também não posso deixar de desmascarar esses falsos mestres, discípulos de Balaão, que por causa da paixão pelo vil metal vão além dos limites bíblicos e profetizam o que Deus não mandou. Minha alma é protestante, e por isso não posso calar. Sei também que há exceções, e que há muitos pastores que são sérios e não mercadejam a fé, mas acaso não são as exceções a confirmação de uma regra?
FIDELIDADE POR UM FIO
FIDELIDADE POR UM FIO
Serei fiel, Senhor Jesus serei fiel.
Os votos desta canção muito cantada pelos evangélicos precisam ser mais bem definidos. Interessante como nossa compreensão do evangelho foi cada vez mais se estruturando na doutrina e cada vez menos na vida.
Para muitos de nós, ser fiel a Deus é de alguma maneira se encaixar aos textos ou as interpretações bíblicas.
O fiel não é aquele que se encontra amarrado por grossas cordas como as de âncora de navio. É mais parecido com um pássaro que constrói seu ninho, portanto confia sua existência a um frágil galho. O fiel é como o equilibrista na corda bamba, constantemente desafiado pela gravidade, pelo vento e pelo medo da queda. A fidelidade é frágil, e sobrevive em meio às dúvidas. Por outro lado, é extremamente resistente e capaz de sustentar a vida mesmo face à morte.
Quando Jesus convoca aos seus seguidores à fidelidade, não acredito que passava pela sua mente que eles se submetessem a um conjunto doutrinário. Isto seria a própria negação da fé.
Com isto estou querendo chamar a atenção para nossa prática de fidelidade.
Muitos imaginam um cristianismo pronto em todos os seus detalhes, com regras que preenchem todos os fatos da vida e trazem todas as respostas meticulosamente elaboradas. Quer dizer, ser fiel seria participar de uma verdade pétrea, absoluta, imutável e intransigente. Quem não obedecer ao livro, às doutrinas é infiel, e quem desobedecer é desviado.
Ao ver a luta de Jesus contra o legalismo e contra as estruturas religiosas, as quais as pessoas deveriam se subjugar para serem aceitas por Deus, para se sentirem amadas e participarem da comunhão com o Pai Celestial, não é possível acreditar que sua delegação de autoridade para fazermos discípulos no mundo todo, se desse justamente pelo viés daquilo que ele combateu até a morte.
Ao observar o convite de Jesus de que quem quisesse segui-lo deveria tomar a cruz, enfrentar os vendavais da vida, às aflições do mundo, às perseguições religiosas, se sujeitar a uma vida sem ter até mesmo um travesseiro para reclinar a cabeça, não se torna consistente imaginar a possibilidade de se ser fiel a uma estrutura estável, pronta ou de conformismo.
A vida cristã é instável, incerta, mutante e de inconformismos. Pois é uma vida de conversões.
Ser fiel é estar disposto a mudar todos os dias. O convite de Cristo é para uma transformação diária, e, portanto a impossibilidade de absolutizar alguma coisa.
Gosto do teólogo Carlos Mesters quando diz que a grande verdade do evangelho provoca conversão, pois se trata de uma nova vida, que leva a um novo comportamento moral e que na reflexão sobre esta vida descobre-se a doutrina, que registrada produz o livro e celebrada dá surgimento ao culto.
Quer dizer, a verdade cristã não é um livro, o livro é apenas o resultado desta verdade que caminhou na história produzindo vida, transformando vidas. O cristão fiel não é aquele que adota um livro, no caso a Bíblia, mas aquele que anda conforme a vida de Cristo que é transformadora a cada dia. A Bíblia é recebida como o livro que nos introduz ao Cristo.
Eliel Batista
Serei fiel, Senhor Jesus serei fiel.
Os votos desta canção muito cantada pelos evangélicos precisam ser mais bem definidos. Interessante como nossa compreensão do evangelho foi cada vez mais se estruturando na doutrina e cada vez menos na vida.
Para muitos de nós, ser fiel a Deus é de alguma maneira se encaixar aos textos ou as interpretações bíblicas.
O fiel não é aquele que se encontra amarrado por grossas cordas como as de âncora de navio. É mais parecido com um pássaro que constrói seu ninho, portanto confia sua existência a um frágil galho. O fiel é como o equilibrista na corda bamba, constantemente desafiado pela gravidade, pelo vento e pelo medo da queda. A fidelidade é frágil, e sobrevive em meio às dúvidas. Por outro lado, é extremamente resistente e capaz de sustentar a vida mesmo face à morte.
Quando Jesus convoca aos seus seguidores à fidelidade, não acredito que passava pela sua mente que eles se submetessem a um conjunto doutrinário. Isto seria a própria negação da fé.
Com isto estou querendo chamar a atenção para nossa prática de fidelidade.
Muitos imaginam um cristianismo pronto em todos os seus detalhes, com regras que preenchem todos os fatos da vida e trazem todas as respostas meticulosamente elaboradas. Quer dizer, ser fiel seria participar de uma verdade pétrea, absoluta, imutável e intransigente. Quem não obedecer ao livro, às doutrinas é infiel, e quem desobedecer é desviado.
Ao ver a luta de Jesus contra o legalismo e contra as estruturas religiosas, as quais as pessoas deveriam se subjugar para serem aceitas por Deus, para se sentirem amadas e participarem da comunhão com o Pai Celestial, não é possível acreditar que sua delegação de autoridade para fazermos discípulos no mundo todo, se desse justamente pelo viés daquilo que ele combateu até a morte.
Ao observar o convite de Jesus de que quem quisesse segui-lo deveria tomar a cruz, enfrentar os vendavais da vida, às aflições do mundo, às perseguições religiosas, se sujeitar a uma vida sem ter até mesmo um travesseiro para reclinar a cabeça, não se torna consistente imaginar a possibilidade de se ser fiel a uma estrutura estável, pronta ou de conformismo.
A vida cristã é instável, incerta, mutante e de inconformismos. Pois é uma vida de conversões.
Ser fiel é estar disposto a mudar todos os dias. O convite de Cristo é para uma transformação diária, e, portanto a impossibilidade de absolutizar alguma coisa.
Gosto do teólogo Carlos Mesters quando diz que a grande verdade do evangelho provoca conversão, pois se trata de uma nova vida, que leva a um novo comportamento moral e que na reflexão sobre esta vida descobre-se a doutrina, que registrada produz o livro e celebrada dá surgimento ao culto.
Quer dizer, a verdade cristã não é um livro, o livro é apenas o resultado desta verdade que caminhou na história produzindo vida, transformando vidas. O cristão fiel não é aquele que adota um livro, no caso a Bíblia, mas aquele que anda conforme a vida de Cristo que é transformadora a cada dia. A Bíblia é recebida como o livro que nos introduz ao Cristo.
Eliel Batista
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Martinho Lutero
"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir. Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias." Martinho Lutero
PROTESTE!
Proteste!
Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti -lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar -se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus? Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios, sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. (Gálatas 2:11-16)
A cada dia que passa, aumentam as minhas dificuldades em ligar as igrejas ditas "evangélicas" à teologia e a tradição da Reforma Protestante. Gradualmente, os evangélicos abandonam as bandeiras do protestantismo e abraçam posturas mais próprias do catolicismo ou do paganismo. E uma delas é exatamente a bandeira do "protesto".
A metáfora do cristão como "ovelha" parece ter entrado de modo tão forte na cabeça dos evangélicos que hoje não há mais questionamentos, atitudes de repúdio ou oposição às atitudes dos líderes. Qualquer crítica é apontada como pecado de desobediência, insubmissão ou "falta de companheirismo cristão". Aos membros (ovelhas) cabe apenas o papel de dar o amém (bééé) mesmo quando a ordem de comando é o rosnar de um lobo.
Na verdade, tanta passividade não é fruto de corações obedientes ao chamado de Cristo para o Seu rebanho. Lembra mais a figura de pessoas que tapam os olhos e ouvidos e calam a boca, dando assim o seu aval para que o pecado destrúa e dizime as igrejas.
O exemplo de Paulo
Mas, quando protestar? E como fazer isso? Creio que o relato de Paulo em Gálatas 2:11-16 nos ajuda a enxergar as respostas.
Em primeiro lugar, sempre que o Evangelho for colocado em perigo o dever dos cristãos é o protesto. A carta aos gálatas foi escrita pelo apóstolo Paulo com o objetivo de combater o ensino herético de que é preciso guardar a Lei de Moisés e se circuncidar para ser salvo. Caso essa heresia prevalecesse, o Evangelho perderia a sua razão de ser, pois o sacrifício de Jesus não seria 100% eficaz para produzir a salvação. Nestas situações, ser obediente a Deus é saber reconhecer o rosnar lupino e resistir.
Em segundo lugar, sempre que a conduta dos líderes puder trazer prejuízos ao Evangelho, o líder deve ser repreendido, independente de quem ele seja. A piedade ou o título eclesiástico de um líder não são imunidades contra as críticas da igreja. Ainda que seja o próprio apóstolo Pedro. Pedro não disse nada a favor do partido que era pró-circuncisão, mas suas atitudes davam a entender que ele os apoiava. Quando um grupo de judeus de Jerusalém chegou às igrejas da Galácia, Pedro afastou-se dos gentios. Parou de apoiar, publicamente, o grupo que tinha a razão, talvez até por motivos nobres, como preservar a unidade da Igreja ou evitar a criação de atritos. Mas, como o afastamento enfraquecia a defesa da verdade, Paulo repreendeu a Pedro. Publicamente! Sem conversas prévias! A paz, a unidade e até mesmo a hierarquia não estão acima da defesa do Evangelho.
Em terceiro lugar, o erro público de um líder deve sim ser questionado publicamente. De fato, o cristão não deve expor, desnecessariamente, a vida de ninguém. Por isso os erros privados devem, sempre que possível, serem tratados reservadamente. Contudo, o erro público precisa ser punido publicamente. Principalmente quando ele é cometido por um líder, porque a sua conduta influencia a outros. Ao repreender a Pedro, Paulo apenas cumpriu o que ele mesmo ensinou depois, em 1 Timóteo 5:19-20.
Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam.
Por causa de sua posição, o erro de um líder é mais danoso sim que o erro de um fiel. Por que então o fiel, quando disciplinado, é punido com rigor e o erro dos líderes não pode sequer ser apontado?
Ignorantes da própria história
Além de ser antibíblico, o silêncio dos fiéis diante dos erros de seus líderes é uma prova de amnésia evangelica. Os protestantes foram assim chamados exatamente porque lutaram contra a corrupção teológica e moral do catolicismo romano de seus dias. Os reformadores não "guardaram para si" a sua opinião nem buscaram audiências papais antes de questionarem, publicamente, o que viam. O amor pela verdade bíblica foi maior que o respeito à hierarquia clerical. Uma hierarquia que não é bíblica, diga-se de passagem.
Se o erro do pastor, do bispo, do apóstolo não pode ser apontado, se não há confrontação pública de posicionamentos errôneos, então estamos apenas reproduzindo o clericalismo católico-romano. Se os fiéis não podem protestar quando suas lideranças erram, nem questionar suas posturas e decisões, se não há debate entre ovelhas e pastores, se é uma ofensa se opor ao pastor...então, não temos moral para, por exemplo, censurarmos os católicos quando protegem padres pedófilos. Na prática, estamos fazendo o mesmo, protegendo líderes que erram.
E, se essa mensagem parece um libelo à desobediência eclesiástica, então, pare de identificar-se com Lutero, Calvino e os reformadores. Sem protesto, não haveria Reforma. Sem protesto, a Reforma não se mantém. E, sem "profecia", o povo se corrompe (Provérbios 29:18). Por 5 Calvinistas.
Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti -lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar -se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus? Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios, sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. (Gálatas 2:11-16)
A cada dia que passa, aumentam as minhas dificuldades em ligar as igrejas ditas "evangélicas" à teologia e a tradição da Reforma Protestante. Gradualmente, os evangélicos abandonam as bandeiras do protestantismo e abraçam posturas mais próprias do catolicismo ou do paganismo. E uma delas é exatamente a bandeira do "protesto".
A metáfora do cristão como "ovelha" parece ter entrado de modo tão forte na cabeça dos evangélicos que hoje não há mais questionamentos, atitudes de repúdio ou oposição às atitudes dos líderes. Qualquer crítica é apontada como pecado de desobediência, insubmissão ou "falta de companheirismo cristão". Aos membros (ovelhas) cabe apenas o papel de dar o amém (bééé) mesmo quando a ordem de comando é o rosnar de um lobo.
Na verdade, tanta passividade não é fruto de corações obedientes ao chamado de Cristo para o Seu rebanho. Lembra mais a figura de pessoas que tapam os olhos e ouvidos e calam a boca, dando assim o seu aval para que o pecado destrúa e dizime as igrejas.
O exemplo de Paulo
Mas, quando protestar? E como fazer isso? Creio que o relato de Paulo em Gálatas 2:11-16 nos ajuda a enxergar as respostas.
Em primeiro lugar, sempre que o Evangelho for colocado em perigo o dever dos cristãos é o protesto. A carta aos gálatas foi escrita pelo apóstolo Paulo com o objetivo de combater o ensino herético de que é preciso guardar a Lei de Moisés e se circuncidar para ser salvo. Caso essa heresia prevalecesse, o Evangelho perderia a sua razão de ser, pois o sacrifício de Jesus não seria 100% eficaz para produzir a salvação. Nestas situações, ser obediente a Deus é saber reconhecer o rosnar lupino e resistir.
Em segundo lugar, sempre que a conduta dos líderes puder trazer prejuízos ao Evangelho, o líder deve ser repreendido, independente de quem ele seja. A piedade ou o título eclesiástico de um líder não são imunidades contra as críticas da igreja. Ainda que seja o próprio apóstolo Pedro. Pedro não disse nada a favor do partido que era pró-circuncisão, mas suas atitudes davam a entender que ele os apoiava. Quando um grupo de judeus de Jerusalém chegou às igrejas da Galácia, Pedro afastou-se dos gentios. Parou de apoiar, publicamente, o grupo que tinha a razão, talvez até por motivos nobres, como preservar a unidade da Igreja ou evitar a criação de atritos. Mas, como o afastamento enfraquecia a defesa da verdade, Paulo repreendeu a Pedro. Publicamente! Sem conversas prévias! A paz, a unidade e até mesmo a hierarquia não estão acima da defesa do Evangelho.
Em terceiro lugar, o erro público de um líder deve sim ser questionado publicamente. De fato, o cristão não deve expor, desnecessariamente, a vida de ninguém. Por isso os erros privados devem, sempre que possível, serem tratados reservadamente. Contudo, o erro público precisa ser punido publicamente. Principalmente quando ele é cometido por um líder, porque a sua conduta influencia a outros. Ao repreender a Pedro, Paulo apenas cumpriu o que ele mesmo ensinou depois, em 1 Timóteo 5:19-20.
Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam.
Por causa de sua posição, o erro de um líder é mais danoso sim que o erro de um fiel. Por que então o fiel, quando disciplinado, é punido com rigor e o erro dos líderes não pode sequer ser apontado?
Ignorantes da própria história
Além de ser antibíblico, o silêncio dos fiéis diante dos erros de seus líderes é uma prova de amnésia evangelica. Os protestantes foram assim chamados exatamente porque lutaram contra a corrupção teológica e moral do catolicismo romano de seus dias. Os reformadores não "guardaram para si" a sua opinião nem buscaram audiências papais antes de questionarem, publicamente, o que viam. O amor pela verdade bíblica foi maior que o respeito à hierarquia clerical. Uma hierarquia que não é bíblica, diga-se de passagem.
Se o erro do pastor, do bispo, do apóstolo não pode ser apontado, se não há confrontação pública de posicionamentos errôneos, então estamos apenas reproduzindo o clericalismo católico-romano. Se os fiéis não podem protestar quando suas lideranças erram, nem questionar suas posturas e decisões, se não há debate entre ovelhas e pastores, se é uma ofensa se opor ao pastor...então, não temos moral para, por exemplo, censurarmos os católicos quando protegem padres pedófilos. Na prática, estamos fazendo o mesmo, protegendo líderes que erram.
E, se essa mensagem parece um libelo à desobediência eclesiástica, então, pare de identificar-se com Lutero, Calvino e os reformadores. Sem protesto, não haveria Reforma. Sem protesto, a Reforma não se mantém. E, sem "profecia", o povo se corrompe (Provérbios 29:18). Por 5 Calvinistas.
A ignorância mata, mas o conhecimento vivifica.
A ignorância mata, mas o conhecimento vivifica
Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça. Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória. Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente. (2 Coríntios 3:1-11)
A educação nunca foi tão valorizada no mundo como em nosso tempo. É praticamente um consenso universal que o caminho para a construção de uma sociedade desenvolvida é o estudo. A informação é considerada um bem mais valioso do que várias mercadorias, a ponto de vivermos a chamada "sociedade do conhecimento".
Mas, enquanto todo o mundo se esforça para crescer em conhecimento, as igrejas evangélicas brasileiras se tornam pregadoras da ignorância, especialmente as influenciadas pelo neopentecostalismo ou por um tipo arcaico e legalista de pentecostalismo. "A letra mata", dizem eles para se referirem à Bíblia ou à teologia. O estudo teológico e a busca pelo sentido literal e histórico das Escrituras são vistos como inimigos da santidade, uma espécie de veneno que mata a fé dos crentes e os leva para longe de Deus. O segredo é "o Espírito", normalmente entendido como a prática de jejuns, orações e até mantras, buscando dons, experiências, visões, arrebatamentos e outras experiências, no mínimo, "extravagantes".
Contudo, o que a Bíblia ensina quando fala que "a letra mata"?
A letra não pode ser a Bíblia
A primeira coisa que devemos ter em mente é que é impossível que a letra seja a própria Bíblia. Se for, existem duas conseqüências desagradáveis que precisam ser respondidas:
1) A Bíblia é um livro que veio matar as pessoas?
2) A Bíblia e o Espírito Santo são opostos?
A resposta a essas duas perguntas é dada pelo próprio Jesus Cristo:
O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. (João 6:63)
Se entendemos que Jesus é Deus e que a Bíblia é a Sua Palavra, então vemos que Jesus coloca a Bíblia em harmonia com o Espírito e como fonte de vida, e não de morte. Na verdade, Jesus diz claramente que as palavras do Pai (a Bíblia) se opõem ao mundo, e não ao Espírito, e que são a forma pela qual os discípulos são santificados:
Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. (João 17:14-17)
Estudar a Bíblia não é ruim. Pelo contrário, a pregação e o ensino fiel das Escrituras são o caminho para salvar vidas e ser aperfeiçoado por Deus.
Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes. (1 Timóteo 4:16)
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. (2 Timóteo 3:16-17)
A letra é a Lei de Moisés
Se a letra de 2 Coríntios 3:6 não é a Bíblia, o que é então? Uma leitura atenta do contexto mostra que a referência é feita à Lei de Moisés, ao texto da antiga aliança feita entre Deus e os israelitas.
Paulo começa o capítulo dizendo que os coríntios são a carta viva de seu ministério, a prova evidente de que a obra dele era de Deus. Uma carta que foi escrita pelo Espírito Santo nos corações e que era fruto do ministério da nova aliança, do Espírito. No versículo 7, Paulo fala que a letra está ligada ao "ministério da morte, gravado com letras em pedras", cuja glória se manifestou no brilho do rosto de Moisés. É só ler o livro de Êxodo que fica claro que a referência é a lei de Moisés.
O que significa "mata"?
Mas, como assim? A Lei é parte da Bíblia. Como pode a Lei matar e ser chamada de "ministério da morte" e de "ministério da condenação"? A Lei é ruim?
Não. A Lei é boa. Todas essas perguntas foram respondidas por Jesus e por Paulo:
Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. (Mateus 5:17-19)
Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom. Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. (Romanos 7:12-13)
Contudo, a Lei não é o meio usado por Deus para salvar as pessoas. A Lei indica as pessoas qual a vontade de Deus e o que Ele deseja, mas, por si só, ela não dá o poder necessário para vencer o pecado. Por isso, a letra da Lei não vivifica.
Na verdade, a Lei tinha dois objetivos: dar aos homens o conhecimento do que é pecado...e tornar todos condenáveis aos olhos de Deus.
Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. (Romanos 3:19-20)
Deus não quer que ninguém seja salvo por esforço pessoal, Ele quer que a salvação seja algo que venha somente d'Ele e de Sua graça. Mas, para que isso aconteça, era preciso que os homens conhecessem o real tamanho de seus pecados...e que eles também pudessem ser objetivamente condenados por sua maldade. Isso é feito pela Lei. Por isso que a Lei, sozinha, escrita em tábuas de pedra, "mata" as pessoas...porque ela veio trazer condenação.
Como o Espírito "vivifica"
No texto de 2 Coríntios 3 a vida é a salvação, a nova aliança, que é chamada de "ministério da justiça", porque é por meio dela que os homens são justificados diante de Deus. E um dos sinais dessa aliança é a presença do Espírito Santo no mundo.
Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Atos 2:16-21)
E qual o trabalho do Espírito? Gravar a lei (a Palavra) de Deus no coração das pessoas.
Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. (Jeremias 31:33)
Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. (2 Coríntios 3:2-3)
O Espírito "vivifica" quando leva os homens à salvação. E Ele faz isso quando escreve a Palavra de Deus na mente e no coração dos fiéis.
O conhecimento vivifica
Quando lemos 2 Coríntios 3 com atenção, vemos que, na verdade, a leitura e o estudo bíblicos não são nocivos ou mortíferos. Ao contrário, o caminho da vivificação no Espírito é exatamente ter a Bíblia escrita no coração e na mente. Não é uma leitura espiritualista ou alegórica, como querem alguns. A Palavra é escrita na mente e no coração (na Bíblia, coração é sede dos pensamentos e crenças, e não só das emoções).
E, se pensarmos bem, quanto mais lermos e estudarmos a Bíblia, mais o Espírito Santo a grava em nossos corações. Quanto mais Palavra, "mais salvos" seremos, como disse Paulo a Timóteo. Não adianta só cuidar de si mesmo, é preciso cuidar também da doutrina.
Logo, quanto mais ignorantes formos e fugirmos do estudo bíblico, mais fugimos do Espírito e nos tornamos alvo das condenações da Lei de Moisés. Mas, quanto mais buscarmos o conhecimento da Bíblia, mais o Espírito nos vivificará.
A ignorância mata, mas o conhecimento vivifica.
Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça. Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória. Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente. (2 Coríntios 3:1-11)
A educação nunca foi tão valorizada no mundo como em nosso tempo. É praticamente um consenso universal que o caminho para a construção de uma sociedade desenvolvida é o estudo. A informação é considerada um bem mais valioso do que várias mercadorias, a ponto de vivermos a chamada "sociedade do conhecimento".
Mas, enquanto todo o mundo se esforça para crescer em conhecimento, as igrejas evangélicas brasileiras se tornam pregadoras da ignorância, especialmente as influenciadas pelo neopentecostalismo ou por um tipo arcaico e legalista de pentecostalismo. "A letra mata", dizem eles para se referirem à Bíblia ou à teologia. O estudo teológico e a busca pelo sentido literal e histórico das Escrituras são vistos como inimigos da santidade, uma espécie de veneno que mata a fé dos crentes e os leva para longe de Deus. O segredo é "o Espírito", normalmente entendido como a prática de jejuns, orações e até mantras, buscando dons, experiências, visões, arrebatamentos e outras experiências, no mínimo, "extravagantes".
Contudo, o que a Bíblia ensina quando fala que "a letra mata"?
A letra não pode ser a Bíblia
A primeira coisa que devemos ter em mente é que é impossível que a letra seja a própria Bíblia. Se for, existem duas conseqüências desagradáveis que precisam ser respondidas:
1) A Bíblia é um livro que veio matar as pessoas?
2) A Bíblia e o Espírito Santo são opostos?
A resposta a essas duas perguntas é dada pelo próprio Jesus Cristo:
O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. (João 6:63)
Se entendemos que Jesus é Deus e que a Bíblia é a Sua Palavra, então vemos que Jesus coloca a Bíblia em harmonia com o Espírito e como fonte de vida, e não de morte. Na verdade, Jesus diz claramente que as palavras do Pai (a Bíblia) se opõem ao mundo, e não ao Espírito, e que são a forma pela qual os discípulos são santificados:
Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. (João 17:14-17)
Estudar a Bíblia não é ruim. Pelo contrário, a pregação e o ensino fiel das Escrituras são o caminho para salvar vidas e ser aperfeiçoado por Deus.
Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes. (1 Timóteo 4:16)
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. (2 Timóteo 3:16-17)
A letra é a Lei de Moisés
Se a letra de 2 Coríntios 3:6 não é a Bíblia, o que é então? Uma leitura atenta do contexto mostra que a referência é feita à Lei de Moisés, ao texto da antiga aliança feita entre Deus e os israelitas.
Paulo começa o capítulo dizendo que os coríntios são a carta viva de seu ministério, a prova evidente de que a obra dele era de Deus. Uma carta que foi escrita pelo Espírito Santo nos corações e que era fruto do ministério da nova aliança, do Espírito. No versículo 7, Paulo fala que a letra está ligada ao "ministério da morte, gravado com letras em pedras", cuja glória se manifestou no brilho do rosto de Moisés. É só ler o livro de Êxodo que fica claro que a referência é a lei de Moisés.
O que significa "mata"?
Mas, como assim? A Lei é parte da Bíblia. Como pode a Lei matar e ser chamada de "ministério da morte" e de "ministério da condenação"? A Lei é ruim?
Não. A Lei é boa. Todas essas perguntas foram respondidas por Jesus e por Paulo:
Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. (Mateus 5:17-19)
Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom. Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. (Romanos 7:12-13)
Contudo, a Lei não é o meio usado por Deus para salvar as pessoas. A Lei indica as pessoas qual a vontade de Deus e o que Ele deseja, mas, por si só, ela não dá o poder necessário para vencer o pecado. Por isso, a letra da Lei não vivifica.
Na verdade, a Lei tinha dois objetivos: dar aos homens o conhecimento do que é pecado...e tornar todos condenáveis aos olhos de Deus.
Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. (Romanos 3:19-20)
Deus não quer que ninguém seja salvo por esforço pessoal, Ele quer que a salvação seja algo que venha somente d'Ele e de Sua graça. Mas, para que isso aconteça, era preciso que os homens conhecessem o real tamanho de seus pecados...e que eles também pudessem ser objetivamente condenados por sua maldade. Isso é feito pela Lei. Por isso que a Lei, sozinha, escrita em tábuas de pedra, "mata" as pessoas...porque ela veio trazer condenação.
Como o Espírito "vivifica"
No texto de 2 Coríntios 3 a vida é a salvação, a nova aliança, que é chamada de "ministério da justiça", porque é por meio dela que os homens são justificados diante de Deus. E um dos sinais dessa aliança é a presença do Espírito Santo no mundo.
Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Atos 2:16-21)
E qual o trabalho do Espírito? Gravar a lei (a Palavra) de Deus no coração das pessoas.
Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. (Jeremias 31:33)
Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. (2 Coríntios 3:2-3)
O Espírito "vivifica" quando leva os homens à salvação. E Ele faz isso quando escreve a Palavra de Deus na mente e no coração dos fiéis.
O conhecimento vivifica
Quando lemos 2 Coríntios 3 com atenção, vemos que, na verdade, a leitura e o estudo bíblicos não são nocivos ou mortíferos. Ao contrário, o caminho da vivificação no Espírito é exatamente ter a Bíblia escrita no coração e na mente. Não é uma leitura espiritualista ou alegórica, como querem alguns. A Palavra é escrita na mente e no coração (na Bíblia, coração é sede dos pensamentos e crenças, e não só das emoções).
E, se pensarmos bem, quanto mais lermos e estudarmos a Bíblia, mais o Espírito Santo a grava em nossos corações. Quanto mais Palavra, "mais salvos" seremos, como disse Paulo a Timóteo. Não adianta só cuidar de si mesmo, é preciso cuidar também da doutrina.
Logo, quanto mais ignorantes formos e fugirmos do estudo bíblico, mais fugimos do Espírito e nos tornamos alvo das condenações da Lei de Moisés. Mas, quanto mais buscarmos o conhecimento da Bíblia, mais o Espírito nos vivificará.
A ignorância mata, mas o conhecimento vivifica.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
SETE VERDADES QUE TODO DIZIMISTA DEVERIA SABER
SETE VERDADES QUE TODO DIZIMISTA DEVERIA SABER
Por Cristiano Santana
1) Deus não é obrigado a abençoar dizimista que é mentiroso, adúltero, espancador de esposa ou tenha qualquer afinidade com o pecado. Se fosse assim ele teria poupado Jerusalém de ser destruída pelos romanos, pois os fariseus davam o dízimo de tudo, até do cominho, da hortelã e do endro. Isso não evitou que o castigo viesse sobre os judeus cuja maior desobediência foi rejeitar a mensagem da salvação. Se dissermos que a lei da semeadura e da colheita financeira se processa segundo um sistema automático de dar e receber, sem nenhuma dependência com a vida espiritual da pessoa, então somos obrigados a dizer que Deus é obrigado a abençoar financeiramente um dizimista que gosta de ver material de pedofilia e de zoofilia na internet e que utiliza parte de seu dinheiro para transar com prostitutas em bordéis, o que seria uma afirmação completamente absurda. Nesse caso Deus abençoaria até a Hitler se ele fosse dizimista. É certo que toda a maldição de Deus recai sobre um ser depravado como esse. Deus não tem compromisso de qualquer tipo para com quem vive deliberadamente na prática do pecado.
2) Qualquer oferta para Deus, é acima de tudo, uma manifestação de agradecimento pelas bençãos que já foram concedidas e não uma forma de negociar com o Todo-Poderoso, como se Ele fosse obrigado a retribuir financeiramente o que foi dado, com juros e correção monetária. O homem sempre deverá a Deus e não o contrário.
3) O que se faz com o dinheiro do dízimo não é um problema só do pastor. Também é um problema do dizimista que, ao invés de se eximir, dizendo que já cumpriu o seu dever junto a Deus, deve assumir a sua obrigação de fiscalizar a destinação que é dada ao dinheiro dos fiéis. Legalmente a igreja é uma associação, uma organização religiosa, regulamentada por um Estatuto. Isso significa que deve haver uma prestação de contas adequada a todos os seus associados. Deve-se perguntar àquele que discorda dessa afirmação se ele, como dizimista, gostaria de frequentar uma igreja com bancos sempre quebrados, com gotejamentos intensos em dias de chuva, com banheiros fétidos, cujo pastor fosse visto passeando pra lá e pra cá no seu carro, novinho em folha.
4) Agem de má-fé aqueles que tentam incutir na mente do povo de Deus que dar o dízimo é o mandamento supremo que não pode ser descumprido nunca, seja qual for o pretexto. Com certeza há mandamentos maiores do que o dízimo. Qual filho não sacrificaria o dinheiro do seu dízimo para comprar remédios para a sua mãe que esteja à beira da morte? Jesus disse "Misericórdia quero e não sacrifícios". Paulo também disse que honrar o pai e a mãe é o primeiro mandamento com promessa. (Efésios 6)
5) Aqueles que vivem discutindo se o dízimo deve ser calculado sobre o bruto ou sobre o líquido recaem no mesmo erro dos fariseus que adotaram um estilo rigoroso de vida através da observação de preceitos rígidos e detalhados com origem unicamente humana. Se o dízimo sobre o salário bruto tivesse de ser levado ao pé da letra, por exemplo, o crente teria de dar o dízimo até mesmo do valor referente ao fundo de garantia que o patrão deposita na sua conta vinculada, todo mês. Cada contra-cheque tem as suas particularidades, dependendo da área de atuação profissional do cristão. Alguns descontos são reembolsados depois, outros não. Discutir se o dízimo é sobre o líquido ou sobre o bruto teria soluções infinitas assim como são infinitos ou tipos de contra-cheques. Que seja encaminhada à consciência do próprio crente a decisão de quanto ele dará a título de dízimo. Deus não está preocupado com essas minúcias.
6) Deus não é um carrasco que deixa um devorador de plantão à porta de nossa casa espiando se vamos dar o dízimo naquele mês ou não com o intuito de castigar-nos com a miséria caso esqueçamos de cumprir esse compromisso financeiro. Acordem! Deus não é esse monstro. Deus é nosso Pai. Ao crente pertence a benção de Abraão. (Gálatas 3:10-13) Não é qualquer situação episódica que tirará o cristão desse estado de bem-aventurança. A benção de Deus não é um bem hipotecado que nos é tirado se não temos dinheiro para pagar.
7) Dar o dízimo não impede que tragédias venham a suceder na vida do crente. Será que alguém já parou para pensar que milhares de dizimistas perderam suas casas ou vidas nessa terrível tragédia que assolou os estados do Nordeste, causada pelas chuvas? Quantos dizimistas haviam dentro das torres gêmeas do World Trade Center, quando elas caíram? Porventura os dizimistas foram poupados da mortandade causada pelo terrível terremoto no Chile? Dar dízimo teria evitado a morte de milhões de cristãos durante a Inquisição da Idade Média, levada a efeito pela Igreja Católica?
Por Cristiano Santana
1) Deus não é obrigado a abençoar dizimista que é mentiroso, adúltero, espancador de esposa ou tenha qualquer afinidade com o pecado. Se fosse assim ele teria poupado Jerusalém de ser destruída pelos romanos, pois os fariseus davam o dízimo de tudo, até do cominho, da hortelã e do endro. Isso não evitou que o castigo viesse sobre os judeus cuja maior desobediência foi rejeitar a mensagem da salvação. Se dissermos que a lei da semeadura e da colheita financeira se processa segundo um sistema automático de dar e receber, sem nenhuma dependência com a vida espiritual da pessoa, então somos obrigados a dizer que Deus é obrigado a abençoar financeiramente um dizimista que gosta de ver material de pedofilia e de zoofilia na internet e que utiliza parte de seu dinheiro para transar com prostitutas em bordéis, o que seria uma afirmação completamente absurda. Nesse caso Deus abençoaria até a Hitler se ele fosse dizimista. É certo que toda a maldição de Deus recai sobre um ser depravado como esse. Deus não tem compromisso de qualquer tipo para com quem vive deliberadamente na prática do pecado.
2) Qualquer oferta para Deus, é acima de tudo, uma manifestação de agradecimento pelas bençãos que já foram concedidas e não uma forma de negociar com o Todo-Poderoso, como se Ele fosse obrigado a retribuir financeiramente o que foi dado, com juros e correção monetária. O homem sempre deverá a Deus e não o contrário.
3) O que se faz com o dinheiro do dízimo não é um problema só do pastor. Também é um problema do dizimista que, ao invés de se eximir, dizendo que já cumpriu o seu dever junto a Deus, deve assumir a sua obrigação de fiscalizar a destinação que é dada ao dinheiro dos fiéis. Legalmente a igreja é uma associação, uma organização religiosa, regulamentada por um Estatuto. Isso significa que deve haver uma prestação de contas adequada a todos os seus associados. Deve-se perguntar àquele que discorda dessa afirmação se ele, como dizimista, gostaria de frequentar uma igreja com bancos sempre quebrados, com gotejamentos intensos em dias de chuva, com banheiros fétidos, cujo pastor fosse visto passeando pra lá e pra cá no seu carro, novinho em folha.
4) Agem de má-fé aqueles que tentam incutir na mente do povo de Deus que dar o dízimo é o mandamento supremo que não pode ser descumprido nunca, seja qual for o pretexto. Com certeza há mandamentos maiores do que o dízimo. Qual filho não sacrificaria o dinheiro do seu dízimo para comprar remédios para a sua mãe que esteja à beira da morte? Jesus disse "Misericórdia quero e não sacrifícios". Paulo também disse que honrar o pai e a mãe é o primeiro mandamento com promessa. (Efésios 6)
5) Aqueles que vivem discutindo se o dízimo deve ser calculado sobre o bruto ou sobre o líquido recaem no mesmo erro dos fariseus que adotaram um estilo rigoroso de vida através da observação de preceitos rígidos e detalhados com origem unicamente humana. Se o dízimo sobre o salário bruto tivesse de ser levado ao pé da letra, por exemplo, o crente teria de dar o dízimo até mesmo do valor referente ao fundo de garantia que o patrão deposita na sua conta vinculada, todo mês. Cada contra-cheque tem as suas particularidades, dependendo da área de atuação profissional do cristão. Alguns descontos são reembolsados depois, outros não. Discutir se o dízimo é sobre o líquido ou sobre o bruto teria soluções infinitas assim como são infinitos ou tipos de contra-cheques. Que seja encaminhada à consciência do próprio crente a decisão de quanto ele dará a título de dízimo. Deus não está preocupado com essas minúcias.
6) Deus não é um carrasco que deixa um devorador de plantão à porta de nossa casa espiando se vamos dar o dízimo naquele mês ou não com o intuito de castigar-nos com a miséria caso esqueçamos de cumprir esse compromisso financeiro. Acordem! Deus não é esse monstro. Deus é nosso Pai. Ao crente pertence a benção de Abraão. (Gálatas 3:10-13) Não é qualquer situação episódica que tirará o cristão desse estado de bem-aventurança. A benção de Deus não é um bem hipotecado que nos é tirado se não temos dinheiro para pagar.
7) Dar o dízimo não impede que tragédias venham a suceder na vida do crente. Será que alguém já parou para pensar que milhares de dizimistas perderam suas casas ou vidas nessa terrível tragédia que assolou os estados do Nordeste, causada pelas chuvas? Quantos dizimistas haviam dentro das torres gêmeas do World Trade Center, quando elas caíram? Porventura os dizimistas foram poupados da mortandade causada pelo terrível terremoto no Chile? Dar dízimo teria evitado a morte de milhões de cristãos durante a Inquisição da Idade Média, levada a efeito pela Igreja Católica?
PROPAGANDA POLÍTICA NA IGREJA É CRIME: DENUNCIE
PROPAGANDA POLÍTICA NA IGREJA É CRIME: DENUNCIE
Caro amigo,
Estamos bem próximos das eleições, e como você já deve saber, algumas igrejas evangélicas (e também católicas ou de outras vertentes) têm como costume ceder o púlpito para candidatos discursarem. Toda véspera de eleição é comum ver o altar se transformar em palanque e as portas dos templos se abrindo para toda classe de charlatanismo.
Acontece que esta prática, além de medíocre, também é criminosa. Segundo a Lei 9.504/97 e de acordo com o artigo 13 da resolução 22.718/2008, do Tribunal Superior Eleitoral, fica proibida toda e qualquer propaganda eleitoral dentro de templo. A lei entende que os templos são espaços de acesso comum e não devem ser usados como palanques eleitorais.
Sendo assim, se você notar que estão usando sua igreja como curral eleitoral, DENUNCIE. Precisamos dar um basta nessa politicagem dentro dos templos. Igreja é lugar de louvar a Deus!
Distribuir santinhos, fazer o púlpito de palanque eleitoral e colocar cabresto no eleitor é uma atitude criminosa.
Para denunciar a politicagem na sua igreja, basta procurar a delegacia ou o cartório eleitoral.
Vamos acabar com essa palhaçada!
Fonte: Pulpito Cristão
Caro amigo,
Estamos bem próximos das eleições, e como você já deve saber, algumas igrejas evangélicas (e também católicas ou de outras vertentes) têm como costume ceder o púlpito para candidatos discursarem. Toda véspera de eleição é comum ver o altar se transformar em palanque e as portas dos templos se abrindo para toda classe de charlatanismo.
Acontece que esta prática, além de medíocre, também é criminosa. Segundo a Lei 9.504/97 e de acordo com o artigo 13 da resolução 22.718/2008, do Tribunal Superior Eleitoral, fica proibida toda e qualquer propaganda eleitoral dentro de templo. A lei entende que os templos são espaços de acesso comum e não devem ser usados como palanques eleitorais.
Sendo assim, se você notar que estão usando sua igreja como curral eleitoral, DENUNCIE. Precisamos dar um basta nessa politicagem dentro dos templos. Igreja é lugar de louvar a Deus!
Distribuir santinhos, fazer o púlpito de palanque eleitoral e colocar cabresto no eleitor é uma atitude criminosa.
Para denunciar a politicagem na sua igreja, basta procurar a delegacia ou o cartório eleitoral.
Vamos acabar com essa palhaçada!
Fonte: Pulpito Cristão
BEM-FEITO: MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE MULTA A SERRA POR PROPAGANDA ANTECIPADA NOS GIDEÕES MISSIONÁRIOS DE CAMBORIÚ
BEM-FEITO: MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE MULTA A SERRA POR PROPAGANDA ANTECIPADA NOS GIDEÕES MISSIONÁRIOS DE CAMBORIÚ
O MPE (Ministério Público Eleitoral) entrou com ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo multa de R$ 25 mil a José Serra, candidato tucano à presidência, por suposta propaganda eleitoral antecipada em evento evangélico.
Além de Serra, o Ministério Público também denunciou Cesino Bernardino, Reuel Bernardino e José Lima Damasceno, pastores presentes no 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários, que teriam participado da propaganda do pré-candidato.
Para o MPE, a divulgação aconteceu quando os pastores se referiram a Serra como o próximo presidente do Brasil. Além disso, eles teriam falado sobre a biografia do candidato.
Serra, por sua vez, teria exposto a ação política que pretende desenvolver e tentado uma aproximação com o público. De acordo com o TSE, chegou a identificar sua linha de atuação com a da entidade religiosa Assembléia de Deus, organizadora do evento.
O Congresso aconteceu no dia 1º de maio, em Camboriú (SC) e foi assistido por cerca de 180 mil pessoas. O relator da representação é o ministro Joelson Dias.
Fonte: Jus Brasil
O MPE (Ministério Público Eleitoral) entrou com ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo multa de R$ 25 mil a José Serra, candidato tucano à presidência, por suposta propaganda eleitoral antecipada em evento evangélico.
Além de Serra, o Ministério Público também denunciou Cesino Bernardino, Reuel Bernardino e José Lima Damasceno, pastores presentes no 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários, que teriam participado da propaganda do pré-candidato.
Para o MPE, a divulgação aconteceu quando os pastores se referiram a Serra como o próximo presidente do Brasil. Além disso, eles teriam falado sobre a biografia do candidato.
Serra, por sua vez, teria exposto a ação política que pretende desenvolver e tentado uma aproximação com o público. De acordo com o TSE, chegou a identificar sua linha de atuação com a da entidade religiosa Assembléia de Deus, organizadora do evento.
O Congresso aconteceu no dia 1º de maio, em Camboriú (SC) e foi assistido por cerca de 180 mil pessoas. O relator da representação é o ministro Joelson Dias.
Fonte: Jus Brasil
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A TEOLOGIA DO MEDO
A teologia do medo
Os templos neopentecostais estão abarrotados de pastores que disseminam a nefasta teologia do medo. Infelizmente, O medo tem sido espargido pelos ministros da prosperidade que de forma desavergonhada anunciam o evangelho do pânico, cujo protagonista é satanás. Nele, o crente é ensinado de que o diabo pode afligi-lo, atormentá-lo, além obviamente de destruí-lo roubando-lhe a salvação eterna. Para tanto, os evangelistas à lá Zé do caixão, promovem entrevistas com demônios, ensinam sobre o poder do capeta, além de propagarem um cristianismo onde o dualismo e o maniqueísmo se fazem presentes.
Ora, vamos combinar uma coisa? Este tipo de doutrina é extremamente interessante para os adeptos da fé “hitchcochiana”, até porque, ao instalar a política do medo no coração dos incautos, se torna mais fácil, comercializar os apetrechos da fé, cujo poder é mágico, além de eficaz para afastar mal olhado, olho grande e todo tipo de feitiçaria.
Para piorar a situação, as doutrinas propaladas pelos terroristas neopentecostais, impõem sobre os cristãos a idéia de que não existe salvação sem a intervenção milagrosa de Jesus mediante as mãos de apóstolos, bispos e pastores especiais. Ao serem induzidos a pensar desta maneira, um número incontável de cristãos abandonam na esquina da vida doutrinas como o sacerdócio de todos os santos, salvação e outras mais. Além disso, por acreditarem na existência de líderes especiais, os membros destas igrejas tornaram-se reféns de uma política espiritual, onde desobedecer a determinação do pastor é pecado grave, podendo trazer maldições da parte de Deus sobre aqueles que tocam no “ungido” do Senhor.
Isto posto, afirmo que o Evangelho de Cristo se contrapõem em muito a teologia do medo. Em Jesus e por Jesus somos libertos da escravidão do pecado, e do domínio do diabo. Vale à pena ressaltar que a Bíblia também nos ensina que somos de Deus e que em virtude disto maligno não nos toca. Em outras palavras, isto significa dizer que não existe esta história de que o diabo pode aprontar o que quiser na vida do cristão.
Louvado seja o Senhor que nos VERDADEIRAMENTE nos libertou e que por intermédio de sua cruz nos tornou livres.
Pense nisso!
Renato Vargens
Fonte: renatovargens.blogspot.com
Os templos neopentecostais estão abarrotados de pastores que disseminam a nefasta teologia do medo. Infelizmente, O medo tem sido espargido pelos ministros da prosperidade que de forma desavergonhada anunciam o evangelho do pânico, cujo protagonista é satanás. Nele, o crente é ensinado de que o diabo pode afligi-lo, atormentá-lo, além obviamente de destruí-lo roubando-lhe a salvação eterna. Para tanto, os evangelistas à lá Zé do caixão, promovem entrevistas com demônios, ensinam sobre o poder do capeta, além de propagarem um cristianismo onde o dualismo e o maniqueísmo se fazem presentes.
Ora, vamos combinar uma coisa? Este tipo de doutrina é extremamente interessante para os adeptos da fé “hitchcochiana”, até porque, ao instalar a política do medo no coração dos incautos, se torna mais fácil, comercializar os apetrechos da fé, cujo poder é mágico, além de eficaz para afastar mal olhado, olho grande e todo tipo de feitiçaria.
Para piorar a situação, as doutrinas propaladas pelos terroristas neopentecostais, impõem sobre os cristãos a idéia de que não existe salvação sem a intervenção milagrosa de Jesus mediante as mãos de apóstolos, bispos e pastores especiais. Ao serem induzidos a pensar desta maneira, um número incontável de cristãos abandonam na esquina da vida doutrinas como o sacerdócio de todos os santos, salvação e outras mais. Além disso, por acreditarem na existência de líderes especiais, os membros destas igrejas tornaram-se reféns de uma política espiritual, onde desobedecer a determinação do pastor é pecado grave, podendo trazer maldições da parte de Deus sobre aqueles que tocam no “ungido” do Senhor.
Isto posto, afirmo que o Evangelho de Cristo se contrapõem em muito a teologia do medo. Em Jesus e por Jesus somos libertos da escravidão do pecado, e do domínio do diabo. Vale à pena ressaltar que a Bíblia também nos ensina que somos de Deus e que em virtude disto maligno não nos toca. Em outras palavras, isto significa dizer que não existe esta história de que o diabo pode aprontar o que quiser na vida do cristão.
Louvado seja o Senhor que nos VERDADEIRAMENTE nos libertou e que por intermédio de sua cruz nos tornou livres.
Pense nisso!
Renato Vargens
Fonte: renatovargens.blogspot.com
NÃO SABEMOS O QUE É IGREJA
Não sabemos o que é Igreja...
Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.
Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo.
A Igreja não é igreja ocidental nem igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja fundamentalista nem igreja evangelical. A Igreja não é Igreja Adventista, Igreja Anglicana, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Congregacional, Igreja Deus é Amor, Igreja Episcopal, Igreja Holiness, Igreja Luterana, Igreja Maranata, Igreja Menonita, Igreja Metodista, Igreja Morávia, Igreja Nazarena, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Igreja Reformada, Igreja Renascer em Cristo nem igrejas sem nome.
A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É universal (católica) mas não é a Universal do Reino de Deus. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia. Porque é de Jesus Cristo, não é de Simão Pedro, não é de Martinho Lutero, não é de Sun Myung Moon, não é de Bento XVI.
Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18).
Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo. Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório e o mais misterioso de todos os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram (igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se conheçam plenamente. Todos igualmente são “concidadãos dos santos” (Ef 2.19), “co-herdeiros com Cristo” (Ef 3.6; Rm 8.17) e “co-participantes das promessas” (Ef 3.6). Eles são nada menos e nada mais do que a Família de Deus (Ef 2.19; 3.15). Ali, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do século, “eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).
A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (1 Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; 1 Tm 3.5 e 15), Rebanho de Deus (1 Pe 5.2), Corpo de Cristo (1 Co 12.27) e Noiva de Cristo (Ap 21.2), tem como Esposo (Ap 21.9), Cabeça (Cl 1.18) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.
A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas igrejas. A Igreja é uma só (Ef 4.4). A igreja invisível é aquela que reúne o número total de redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter. Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca freqüentaram um templo cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Tm 2.19). A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu.
Fonte: www.ultimato.com.br
Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.
Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo.
A Igreja não é igreja ocidental nem igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja fundamentalista nem igreja evangelical. A Igreja não é Igreja Adventista, Igreja Anglicana, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Congregacional, Igreja Deus é Amor, Igreja Episcopal, Igreja Holiness, Igreja Luterana, Igreja Maranata, Igreja Menonita, Igreja Metodista, Igreja Morávia, Igreja Nazarena, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Igreja Reformada, Igreja Renascer em Cristo nem igrejas sem nome.
A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É universal (católica) mas não é a Universal do Reino de Deus. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia. Porque é de Jesus Cristo, não é de Simão Pedro, não é de Martinho Lutero, não é de Sun Myung Moon, não é de Bento XVI.
Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18).
Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo. Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório e o mais misterioso de todos os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram (igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se conheçam plenamente. Todos igualmente são “concidadãos dos santos” (Ef 2.19), “co-herdeiros com Cristo” (Ef 3.6; Rm 8.17) e “co-participantes das promessas” (Ef 3.6). Eles são nada menos e nada mais do que a Família de Deus (Ef 2.19; 3.15). Ali, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do século, “eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).
A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (1 Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; 1 Tm 3.5 e 15), Rebanho de Deus (1 Pe 5.2), Corpo de Cristo (1 Co 12.27) e Noiva de Cristo (Ap 21.2), tem como Esposo (Ap 21.9), Cabeça (Cl 1.18) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.
A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas igrejas. A Igreja é uma só (Ef 4.4). A igreja invisível é aquela que reúne o número total de redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter. Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca freqüentaram um templo cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Tm 2.19). A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu.
Fonte: www.ultimato.com.br
sábado, 24 de julho de 2010
PROCURAM-SE AMIGOS
Procuram-se amigos
Riardo Gondim
Quando eu era menino, mamãe me aconselhava a tomar cuidado com os meus amigos. Depois, quando cresci mais, papai repetiu o surrado provérbio: “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Passados vários anos e com tanta água sob pontes e viadutos, não consigo avaliar se consegui obedecê-los. Sinto, porém, que preciso achar novos amigos.
Cheguei à meia idade bem decepcionado com a palavra Amizade. Esfolei os joelhos nos desdéns, aprofundei as ranhuras da cara com decepções e perdi tufos de cabelo com traições. Mas mesmo assim, reluto; não posso tornar-me cético, sei que devo manter-me próximo de amigos verdadeiros - Isso não é fácil!
Faz pouco tempo, devido à internet, encontrei um colega (já não posso chamar-lhe de amigo) - estranho, eu o considerava um "irmãozão". Havíamos perdido o contato há alguns anos. Redigi e mandei-lhe uma mensagem cheia de afeto e saudade. Na verdade, eu estava carente, necessitado de vínculos leais. Tal como um doente que aperta a campainha da UTI, desesperado pelo socorro do médico, eu clamava por sua atenção. Arrazado, amarguei uma resposta horrível. Ele candidamente agradeceu a “carta eletrônica” e não hesitou em propor que, daquele dia em diante, compartilhássemos esboços de sermão. Quase chorei. A última coisa que eu precisava era um “esqueleto” de pregação.
Entretanto, mesmo amealhando decepções, insisto em garimpar amigos.
Quero ser amigo de quem valoriza a lealdade. Quando papai esteve preso, o estigma de subversivo grudou nele. Um dia, ele me contou com lágrimas nos olhos que vários ex-colegas da Aeronáutica desciam a calçada para não se verem obrigados a cumprimentá-lo. Guardo esse trauma e, sinceramente, não consigo lidar com amizades de conveniência.
Preciso acreditar em amizades que não se intimidam com censuras, que não retrocedem diante do perigo e que não abandonam na hora do apedrejamento. Amigos não desertam.
Quero ser amigo de quem eu não deva me proteger, mas que também não se sinta acuado e com medo de mim. Não creio em companheirismo lotado de suspeita. Grandes amigos são vulneráveis; conversam sem cautela; sentem-se livres para rasgar a alma e sabem que confidências e segredos nunca serão jogados no ventilador da indiscrição. Amigos preferem proteger os amigos a defender normas, estatutos e leis.
Quero ser amigo de quem não se melindra com facilidade. Eu me conheço, sei que piso em calos. Agrido com meus silêncios. Uso a introspecção para tecer comentários ácidos e impensados. Às vezes quanto mais tento, mais me mostro tosco. Vou precisar de amigos que tolerem as minhas heresias, hesitações e pecados. Dependo de que suportem o baque de minhas inadequações, e que sejam teimosos em me querer bem.
Quero ser amigo, não simples parceiro de vocação. Já preguei em igrejas em que o pastor, depois da programação, se despediu de mim na calçada do aeroporto e nunca mais tive notícias dele ou da igreja. Não vou colocar o meu nome em conferências ou congressos que só me querem para divulgação. Recuso-me a reforçar eventos que engradecem pessoas ou instituições, mas não criam vínculos de carinho ou de cuidado.
Já não aguento abraços coreografados. Manifestações artificiais de coleguismo, me enfadam. Tornou-se ridículo para mim testemunhar pessoas dizendo "somos uma só família em Cristo" e depois vê-las alfinetando os "irmãos" com comentários venenosos.
Amizades certinhas, alimentadas por pieguismo e textos re-encaminhados de power-point, já não dizem muita coisa. Quanta preguiça e descuido jazem nas entrelinhas dos cartões de aniversário com frases prontas. Verdadeiros amigos sabem que seus sentimentos são preciosos e como é valioso compartilhá-los. Amizades superficiais são mais danosas do que inimizades explícitas.
Quero ser amigo de quem não tem necessidade de parecer certinho. Não tolero conviver com quem nunca tropeça nos próprios cadarços ou que jamais admitiu ter sonhos eróticos. Ando cauteloso com quem se arvora de ter a língua sob controle absoluto.Vez por outra preciso relaxar, rir do passado, sonhar maluquices para o futuro e conversar trivialidades.
Necessito de amigos que se deliciam em ouvir a mesma música duas vezes para perceber as sutilezas da poesia. Como é bom encontrar um velho camarada e comentar aquele filme que a gente acabou de assistir. Adoro partilhar pedaços do último livro que li. Vale contar com amigos que numa mesma conversa, elogiam ou espinafram políticos, pastores, atores, árbitros de futebol. Não existe preço para riso ou lágrima que vem da poesia.
Quero terminar os dias e poder afirmar que, mesmo desacreditado das ideologias, dos sistemas econômicos e das instituições religiosas, jamais negligenciei a minha melhor fortuna: meus bons e velhos amigos. Contudo, ainda desejo encontrar mais amigos.
Soli Deo Gloria.
20-07-10
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Riardo Gondim
Quando eu era menino, mamãe me aconselhava a tomar cuidado com os meus amigos. Depois, quando cresci mais, papai repetiu o surrado provérbio: “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Passados vários anos e com tanta água sob pontes e viadutos, não consigo avaliar se consegui obedecê-los. Sinto, porém, que preciso achar novos amigos.
Cheguei à meia idade bem decepcionado com a palavra Amizade. Esfolei os joelhos nos desdéns, aprofundei as ranhuras da cara com decepções e perdi tufos de cabelo com traições. Mas mesmo assim, reluto; não posso tornar-me cético, sei que devo manter-me próximo de amigos verdadeiros - Isso não é fácil!
Faz pouco tempo, devido à internet, encontrei um colega (já não posso chamar-lhe de amigo) - estranho, eu o considerava um "irmãozão". Havíamos perdido o contato há alguns anos. Redigi e mandei-lhe uma mensagem cheia de afeto e saudade. Na verdade, eu estava carente, necessitado de vínculos leais. Tal como um doente que aperta a campainha da UTI, desesperado pelo socorro do médico, eu clamava por sua atenção. Arrazado, amarguei uma resposta horrível. Ele candidamente agradeceu a “carta eletrônica” e não hesitou em propor que, daquele dia em diante, compartilhássemos esboços de sermão. Quase chorei. A última coisa que eu precisava era um “esqueleto” de pregação.
Entretanto, mesmo amealhando decepções, insisto em garimpar amigos.
Quero ser amigo de quem valoriza a lealdade. Quando papai esteve preso, o estigma de subversivo grudou nele. Um dia, ele me contou com lágrimas nos olhos que vários ex-colegas da Aeronáutica desciam a calçada para não se verem obrigados a cumprimentá-lo. Guardo esse trauma e, sinceramente, não consigo lidar com amizades de conveniência.
Preciso acreditar em amizades que não se intimidam com censuras, que não retrocedem diante do perigo e que não abandonam na hora do apedrejamento. Amigos não desertam.
Quero ser amigo de quem eu não deva me proteger, mas que também não se sinta acuado e com medo de mim. Não creio em companheirismo lotado de suspeita. Grandes amigos são vulneráveis; conversam sem cautela; sentem-se livres para rasgar a alma e sabem que confidências e segredos nunca serão jogados no ventilador da indiscrição. Amigos preferem proteger os amigos a defender normas, estatutos e leis.
Quero ser amigo de quem não se melindra com facilidade. Eu me conheço, sei que piso em calos. Agrido com meus silêncios. Uso a introspecção para tecer comentários ácidos e impensados. Às vezes quanto mais tento, mais me mostro tosco. Vou precisar de amigos que tolerem as minhas heresias, hesitações e pecados. Dependo de que suportem o baque de minhas inadequações, e que sejam teimosos em me querer bem.
Quero ser amigo, não simples parceiro de vocação. Já preguei em igrejas em que o pastor, depois da programação, se despediu de mim na calçada do aeroporto e nunca mais tive notícias dele ou da igreja. Não vou colocar o meu nome em conferências ou congressos que só me querem para divulgação. Recuso-me a reforçar eventos que engradecem pessoas ou instituições, mas não criam vínculos de carinho ou de cuidado.
Já não aguento abraços coreografados. Manifestações artificiais de coleguismo, me enfadam. Tornou-se ridículo para mim testemunhar pessoas dizendo "somos uma só família em Cristo" e depois vê-las alfinetando os "irmãos" com comentários venenosos.
Amizades certinhas, alimentadas por pieguismo e textos re-encaminhados de power-point, já não dizem muita coisa. Quanta preguiça e descuido jazem nas entrelinhas dos cartões de aniversário com frases prontas. Verdadeiros amigos sabem que seus sentimentos são preciosos e como é valioso compartilhá-los. Amizades superficiais são mais danosas do que inimizades explícitas.
Quero ser amigo de quem não tem necessidade de parecer certinho. Não tolero conviver com quem nunca tropeça nos próprios cadarços ou que jamais admitiu ter sonhos eróticos. Ando cauteloso com quem se arvora de ter a língua sob controle absoluto.Vez por outra preciso relaxar, rir do passado, sonhar maluquices para o futuro e conversar trivialidades.
Necessito de amigos que se deliciam em ouvir a mesma música duas vezes para perceber as sutilezas da poesia. Como é bom encontrar um velho camarada e comentar aquele filme que a gente acabou de assistir. Adoro partilhar pedaços do último livro que li. Vale contar com amigos que numa mesma conversa, elogiam ou espinafram políticos, pastores, atores, árbitros de futebol. Não existe preço para riso ou lágrima que vem da poesia.
Quero terminar os dias e poder afirmar que, mesmo desacreditado das ideologias, dos sistemas econômicos e das instituições religiosas, jamais negligenciei a minha melhor fortuna: meus bons e velhos amigos. Contudo, ainda desejo encontrar mais amigos.
Soli Deo Gloria.
20-07-10
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
A angústia da fé
A angústia da fé
qua, 19 de mai de 2010
18 Comentários
Esse é um post reflexivo. Se você não curte pensar, vá ler um livro do Valdemiro Santiago.
Ontem, caminhando de volta à casa, estive refletindo sobre a fé. Estava pedindo a Deus forças para aguentar o ritmo frenético que precisamos adotar para conseguir certo padrão de vida em São Paulo, quando me deparei com uma pergunta: “Deus se importa mesmo com o que peço?”
Fé é algo complicado. Você pode ter fé que Deus existe, que Jesus é Seu filho. Mas… você pode ter fé de que Ele dará atenção à sua oração? Que Ele te ajudará realmente e não deixará nada de mal lhe acontecer?
Em um primeiro momento você responderá: “claro que sim!”. Mas pondere um pouco mais. Quantas coisas ruins acontecem todos os dias com evangélicos que também oram e etc? Muitas coisas. Deus não os livrou de sofrer. Jesus em pessoa prometeu que não teríamos folga ao dizer: “No mundo tereis aflições…”. Então, porque Deus me ouviria? O que O impede de me fazer mal, para que aprenda ou pague por algo? Porque Ele se importaria com meus sentimentos? Esse tipo de questionamento começou a inundar a minha cabeça.
Parei um pouco e pensei nos apóstolos, não esses de hoje, os de verdade, todos mortos violentamente, um a um. Penso no que eles oravam. Se Deus realmente ouviu suas orações. Será que eles estavam num transe trascendental tão profundo que não se importaram em sofrer? Duvido. Todos eles se amarguraram ao perceber que o sofrimento não seria aliviado de suas vidas. Mesmo com toda a fé do mundo.
Portanto, independente da fé que eu tenha depositada em Deus, o que impedirá que minha oração não seja ouvida ou atendida? Nada. Deus faz como bem quer, independente do que você ore. Ao pensar nisso, abaixei a cabeça. Decidi que minhas orações não conteriam mais pedidos ou solicitações. Nenhuma. Apenas terminariam com “Faças como achar melhor”. Pois, no final, é isso o que vai acontecer mesmo. Por papo de teólogo.
qua, 19 de mai de 2010
18 Comentários
Esse é um post reflexivo. Se você não curte pensar, vá ler um livro do Valdemiro Santiago.
Ontem, caminhando de volta à casa, estive refletindo sobre a fé. Estava pedindo a Deus forças para aguentar o ritmo frenético que precisamos adotar para conseguir certo padrão de vida em São Paulo, quando me deparei com uma pergunta: “Deus se importa mesmo com o que peço?”
Fé é algo complicado. Você pode ter fé que Deus existe, que Jesus é Seu filho. Mas… você pode ter fé de que Ele dará atenção à sua oração? Que Ele te ajudará realmente e não deixará nada de mal lhe acontecer?
Em um primeiro momento você responderá: “claro que sim!”. Mas pondere um pouco mais. Quantas coisas ruins acontecem todos os dias com evangélicos que também oram e etc? Muitas coisas. Deus não os livrou de sofrer. Jesus em pessoa prometeu que não teríamos folga ao dizer: “No mundo tereis aflições…”. Então, porque Deus me ouviria? O que O impede de me fazer mal, para que aprenda ou pague por algo? Porque Ele se importaria com meus sentimentos? Esse tipo de questionamento começou a inundar a minha cabeça.
Parei um pouco e pensei nos apóstolos, não esses de hoje, os de verdade, todos mortos violentamente, um a um. Penso no que eles oravam. Se Deus realmente ouviu suas orações. Será que eles estavam num transe trascendental tão profundo que não se importaram em sofrer? Duvido. Todos eles se amarguraram ao perceber que o sofrimento não seria aliviado de suas vidas. Mesmo com toda a fé do mundo.
Portanto, independente da fé que eu tenha depositada em Deus, o que impedirá que minha oração não seja ouvida ou atendida? Nada. Deus faz como bem quer, independente do que você ore. Ao pensar nisso, abaixei a cabeça. Decidi que minhas orações não conteriam mais pedidos ou solicitações. Nenhuma. Apenas terminariam com “Faças como achar melhor”. Pois, no final, é isso o que vai acontecer mesmo. Por papo de teólogo.
sábado, 10 de julho de 2010
Sobre Deus
Sobre Deus
Ricardo Gondim
Não sei explicar as razões de minha fé. Não sei dizer os porquês de minha devoção. Sinto-me inadequado para convencer os indiferentes. Como fazer que desejem o mesmo sal que tempera o meu viver? Limitado, reconheço que tudo o que sei sobre o Divino é provisório. Não tenho como negar, minhas convicções vacilam. As certezas que me comovem são, decididamente, vagas.
Sei tão somente que Ele se tornou a minha meta, o meu norte, a minha nostalgia, o meu horizonte, o meu atracadouro. Empenhei o futuro para seguir os seus passos invisíveis. No dia em que o chamei de Senhor, a extensão do meu meridiano se alongou e os fragmentos de meu mapa existencial se encaixaram. Ao seu lado, caíram os tapumes da minha estrada e o ponteiro da minha bússola se imantou.
Sei tão somente que Ele se fez residente no campus dos meus pensamentos. Presente nos vôos da minha imaginação, transformou-se no mais doce ponto de minhas interrogações. Causa de toda inquietação, tornou-se a fonte de minha clarividência.
Sei tão somente que Ele se desfraldou como flâmula sobre meus ombros. Por amar tanto e tão formidavelmente, cilício, purgações, sacrifícios, tudo foi substituído por desassombro. No porão da tortura, nos suplícios culposos, achei um ambulatório, o seu regaço.
Livros contábeis, que registravam meus erros, foram rasgados. Encaro a eternidade com a sensação de que as sentenças estão suspensas. Já não fujo dEle como de um Átila. Eu o chamo de Clemente.
Sei tão somente que Ele ardeu o delicado filamento que acendeu a luz dos meus olhos. Ele foi o mourão que marcou o outeiro de minha alma; sou um jardim fechado. Ele é o badalo que dobra o sino do meu coração e o alforje onde guardo acertos e desacertos do meu destino.
Sei tão somente que Ele me fascina com a sua luz refratada em muitos matizes. Dele vem o encarnado que tinge a minha face com o rubor do sol. Seu amarelo me brinda com o açafrão do mistério transcendental. Vejo um roxo que me colore de púrpura real. Seu branco é lunar e me prateia. Seu preto me imprime de um nanquim celeste. Por sua causa, a minha alma espelha o azul dos oceanos virgens.
O que dizer de Deus? Tão pouco! Calado, só espero que o meu espanto celebre o tamanho da minha reverência.
Soli Deo Gloria
05-07-10
Ricardo Gondim
Não sei explicar as razões de minha fé. Não sei dizer os porquês de minha devoção. Sinto-me inadequado para convencer os indiferentes. Como fazer que desejem o mesmo sal que tempera o meu viver? Limitado, reconheço que tudo o que sei sobre o Divino é provisório. Não tenho como negar, minhas convicções vacilam. As certezas que me comovem são, decididamente, vagas.
Sei tão somente que Ele se tornou a minha meta, o meu norte, a minha nostalgia, o meu horizonte, o meu atracadouro. Empenhei o futuro para seguir os seus passos invisíveis. No dia em que o chamei de Senhor, a extensão do meu meridiano se alongou e os fragmentos de meu mapa existencial se encaixaram. Ao seu lado, caíram os tapumes da minha estrada e o ponteiro da minha bússola se imantou.
Sei tão somente que Ele se fez residente no campus dos meus pensamentos. Presente nos vôos da minha imaginação, transformou-se no mais doce ponto de minhas interrogações. Causa de toda inquietação, tornou-se a fonte de minha clarividência.
Sei tão somente que Ele se desfraldou como flâmula sobre meus ombros. Por amar tanto e tão formidavelmente, cilício, purgações, sacrifícios, tudo foi substituído por desassombro. No porão da tortura, nos suplícios culposos, achei um ambulatório, o seu regaço.
Livros contábeis, que registravam meus erros, foram rasgados. Encaro a eternidade com a sensação de que as sentenças estão suspensas. Já não fujo dEle como de um Átila. Eu o chamo de Clemente.
Sei tão somente que Ele ardeu o delicado filamento que acendeu a luz dos meus olhos. Ele foi o mourão que marcou o outeiro de minha alma; sou um jardim fechado. Ele é o badalo que dobra o sino do meu coração e o alforje onde guardo acertos e desacertos do meu destino.
Sei tão somente que Ele me fascina com a sua luz refratada em muitos matizes. Dele vem o encarnado que tinge a minha face com o rubor do sol. Seu amarelo me brinda com o açafrão do mistério transcendental. Vejo um roxo que me colore de púrpura real. Seu branco é lunar e me prateia. Seu preto me imprime de um nanquim celeste. Por sua causa, a minha alma espelha o azul dos oceanos virgens.
O que dizer de Deus? Tão pouco! Calado, só espero que o meu espanto celebre o tamanho da minha reverência.
Soli Deo Gloria
05-07-10
sábado, 26 de junho de 2010
FÉ E POLÍTICA
sábado, 26 de junho de 2010
Fé e política
Miriam Leitão, O Globo
Na entrevista que fiz esta semana com Marina Silva não perguntei de religião. Foi proposital. Ao me preparar para a entrevista, me dei conta de que já entrevistei muitos candidatos à Presidência, nas últimas cinco eleições, e nunca perguntei a qualquer dos candidatos se, de alguma forma, suas convicções religiosas seriam parte do programa de governo. E eles tinham religião.
As perguntas sobre a religião evangélica de Marina Silva aparecem de várias formas, são recorrentes, todas revelam o mesmo temor: o de que ela imponha ao país, caso eleita, suas crenças religiosas através do currículo escolar ou padrões de comportamento. Um temor que mais parece preconceito. Primeiro, ela não tem esse perfil autoritário, aliás é uma pessoa pública que marcou sua vida pelo diálogo. Segundo, e mais importante, nós temos uma democracia forte, vibrante, capaz de reagir a quaisquer tentativas de cerceamento da liberdade individual. Veja-se a tentativa do governo Lula de impor o controle da imprensa, em 2003, através de uma agência de audiovisual e de um conselho de jornalistas. Não deu certo. Em outros países latino-americanos, os governantes foram bem mais sucedidos.
Ninguém pergunta a um candidato católico se ele vai proibir a pílula, exigir que os brasileiros não usem métodos contraceptivos, apesar de isso ser uma orientação do Vaticano para as famílias. Não teria cabimento essa pergunta, porque é claro que o candidato, se eleito, nem tentaria uma barbaridade dessas, e se tentasse, as famílias ignorariam. Mas à Marina a pergunta se ela implantaria políticas públicas baseadas na visão da igreja que frequenta aparece insistentemente.
O Brasil é um país laico e assim continuará. Marina está sendo vítima de erros de alguns políticos evangélicos que têm tentado transformar púlpito em palanque, o que é detestável da perspectiva religiosa e uma ameaça à qualidade da democracia. Fé e política são questões que devem estar separadas. Apesar disso, os candidatos em campanha sempre vão a eventos religiosos, de diversas confissões, num chamado indireto aos fiéis. Se visitar diversos cultos for uma demonstração de tolerância religiosa, é excelente; se for uma tentativa de manipular a escolha do eleitor religioso, é um retrocesso.
A grande questão é: por que Marina é crivada de perguntas sobre sua fé e não há a mesma ilação sobre o risco de transposição das doutrinas religiosas para as políticas públicas quando o candidato é da religião dominante no país? Aos outros, basta responder afirmativamente à pergunta clássica se acredita em Deus. E nisso aí, há uma hipocrisia: só se aceita como boa a resposta positiva, como se o Brasil não pudesse ser governado por um agnóstico.
A imprensa brasileira lida de forma mais civilizada com questões da vida pessoal do que a imprensa de outros países. Há na americana uma obsessão puritana por saber quem tem ou teve amante; quem traiu ou não o cônjuge. Isso é tão definitivo que uma infidelidade conjugal pode acabar com a candidatura.
A imprensa brasileira só dá atenção a casos pessoais quando eles envolvem questões públicas. Um exemplo, o caso do senador Renan Calheiros. A pauta não era se o então presidente do Senado tinha uma filha fora do casamento, mas o fato de que as contas da mãe da filha eram pagas no escritório de uma empreiteira.
Temos sabido distinguir entre fatos da vida pessoal que pertencem à privacidade do candidato, daqueles fatos que se transformam em questões públicas. Já a imprensa americana tem compulsão por investigar a vida dos candidatos atrás de amantes pretéritas e presentes. Mas não temos passado bem no teste da escolha religiosa, se ela for qualquer uma que não a católica. O que é preciso, de novo, é fazer a distinção entre o que é assunto público do que pertence especificamente à pessoa do candidato.
A questão do ensino do criacionismo apareceu como um assunto público. A “Veja” perguntou a ela, em setembro do ano passado, se o criacionismo deveria ser ensinado nas escolas. Ela garantiu que jamais defendeu a ideia de criacionismo como matéria obrigatória. Explicou que a confusão surgiu porque, numa palestra num colégio adventista, diante de uma pergunta se o criacionismo poderia ser ensinado na escola, ela respondeu “desde que ensinem também o evolucionismo.”
A pergunta continuou sendo feita em cada entrevista. Eu particularmente acho que as religiões têm o direito de ensinar, em seus recintos, as suas crenças sobre a origem da vida e do aparecimento do ser humano no Planeta. Mas isso deve ficar restrito ao ambiente religioso. Nas escolas, o que se ensina é ciência. As bíblias católica e protestante, a Torá, o Corão, e outros textos religiosos têm a mesma explicação de um força superior criadora da vida. Se é assim geral, por que só à Marina essa pergunta é feita?
Me perguntei tudo isso ao me preparar para entrevistar Marina Silva e decidi que esse tema não estaria entre os que abordaria. Senti que só poderia fazer para ela perguntas sobre o risco de políticas públicas inspiradas em sua fé se tivesse feito as mesmas perguntas aos outros candidatos, de outras denominações religiosas, que tenho entrevistado em todas as eleições. Não tendo feito a eles, não fiz a ela.
Postado por Rodney Eloy às 20:28 Marcadores: Política, Reflexão
Fé e política
Miriam Leitão, O Globo
Na entrevista que fiz esta semana com Marina Silva não perguntei de religião. Foi proposital. Ao me preparar para a entrevista, me dei conta de que já entrevistei muitos candidatos à Presidência, nas últimas cinco eleições, e nunca perguntei a qualquer dos candidatos se, de alguma forma, suas convicções religiosas seriam parte do programa de governo. E eles tinham religião.
As perguntas sobre a religião evangélica de Marina Silva aparecem de várias formas, são recorrentes, todas revelam o mesmo temor: o de que ela imponha ao país, caso eleita, suas crenças religiosas através do currículo escolar ou padrões de comportamento. Um temor que mais parece preconceito. Primeiro, ela não tem esse perfil autoritário, aliás é uma pessoa pública que marcou sua vida pelo diálogo. Segundo, e mais importante, nós temos uma democracia forte, vibrante, capaz de reagir a quaisquer tentativas de cerceamento da liberdade individual. Veja-se a tentativa do governo Lula de impor o controle da imprensa, em 2003, através de uma agência de audiovisual e de um conselho de jornalistas. Não deu certo. Em outros países latino-americanos, os governantes foram bem mais sucedidos.
Ninguém pergunta a um candidato católico se ele vai proibir a pílula, exigir que os brasileiros não usem métodos contraceptivos, apesar de isso ser uma orientação do Vaticano para as famílias. Não teria cabimento essa pergunta, porque é claro que o candidato, se eleito, nem tentaria uma barbaridade dessas, e se tentasse, as famílias ignorariam. Mas à Marina a pergunta se ela implantaria políticas públicas baseadas na visão da igreja que frequenta aparece insistentemente.
O Brasil é um país laico e assim continuará. Marina está sendo vítima de erros de alguns políticos evangélicos que têm tentado transformar púlpito em palanque, o que é detestável da perspectiva religiosa e uma ameaça à qualidade da democracia. Fé e política são questões que devem estar separadas. Apesar disso, os candidatos em campanha sempre vão a eventos religiosos, de diversas confissões, num chamado indireto aos fiéis. Se visitar diversos cultos for uma demonstração de tolerância religiosa, é excelente; se for uma tentativa de manipular a escolha do eleitor religioso, é um retrocesso.
A grande questão é: por que Marina é crivada de perguntas sobre sua fé e não há a mesma ilação sobre o risco de transposição das doutrinas religiosas para as políticas públicas quando o candidato é da religião dominante no país? Aos outros, basta responder afirmativamente à pergunta clássica se acredita em Deus. E nisso aí, há uma hipocrisia: só se aceita como boa a resposta positiva, como se o Brasil não pudesse ser governado por um agnóstico.
A imprensa brasileira lida de forma mais civilizada com questões da vida pessoal do que a imprensa de outros países. Há na americana uma obsessão puritana por saber quem tem ou teve amante; quem traiu ou não o cônjuge. Isso é tão definitivo que uma infidelidade conjugal pode acabar com a candidatura.
A imprensa brasileira só dá atenção a casos pessoais quando eles envolvem questões públicas. Um exemplo, o caso do senador Renan Calheiros. A pauta não era se o então presidente do Senado tinha uma filha fora do casamento, mas o fato de que as contas da mãe da filha eram pagas no escritório de uma empreiteira.
Temos sabido distinguir entre fatos da vida pessoal que pertencem à privacidade do candidato, daqueles fatos que se transformam em questões públicas. Já a imprensa americana tem compulsão por investigar a vida dos candidatos atrás de amantes pretéritas e presentes. Mas não temos passado bem no teste da escolha religiosa, se ela for qualquer uma que não a católica. O que é preciso, de novo, é fazer a distinção entre o que é assunto público do que pertence especificamente à pessoa do candidato.
A questão do ensino do criacionismo apareceu como um assunto público. A “Veja” perguntou a ela, em setembro do ano passado, se o criacionismo deveria ser ensinado nas escolas. Ela garantiu que jamais defendeu a ideia de criacionismo como matéria obrigatória. Explicou que a confusão surgiu porque, numa palestra num colégio adventista, diante de uma pergunta se o criacionismo poderia ser ensinado na escola, ela respondeu “desde que ensinem também o evolucionismo.”
A pergunta continuou sendo feita em cada entrevista. Eu particularmente acho que as religiões têm o direito de ensinar, em seus recintos, as suas crenças sobre a origem da vida e do aparecimento do ser humano no Planeta. Mas isso deve ficar restrito ao ambiente religioso. Nas escolas, o que se ensina é ciência. As bíblias católica e protestante, a Torá, o Corão, e outros textos religiosos têm a mesma explicação de um força superior criadora da vida. Se é assim geral, por que só à Marina essa pergunta é feita?
Me perguntei tudo isso ao me preparar para entrevistar Marina Silva e decidi que esse tema não estaria entre os que abordaria. Senti que só poderia fazer para ela perguntas sobre o risco de políticas públicas inspiradas em sua fé se tivesse feito as mesmas perguntas aos outros candidatos, de outras denominações religiosas, que tenho entrevistado em todas as eleições. Não tendo feito a eles, não fiz a ela.
Postado por Rodney Eloy às 20:28 Marcadores: Política, Reflexão
segunda-feira, 14 de junho de 2010
POETA CRISTÃO
Ele se entregou por nós
Como um cordeiro
Ele seguiu o seu destino
Entregou-se até a morte
Para nos salvar
Ele se entregou por nós
Ele padeceu na cruz
Nossas vestes estão limpas
Pelo sangue de Jesus
Quem mais poderia
Fazer um ato assim
Somente Jesus Cristo
Deu a vida por mim
Por Rômulo dos Santos
Como um cordeiro
Ele seguiu o seu destino
Entregou-se até a morte
Para nos salvar
Ele se entregou por nós
Ele padeceu na cruz
Nossas vestes estão limpas
Pelo sangue de Jesus
Quem mais poderia
Fazer um ato assim
Somente Jesus Cristo
Deu a vida por mim
Por Rômulo dos Santos
NOCÕES DE LITURGIA CRISTÃ
NOCÕES DE LITURGIA CRISTÃ
1-ORAÇÃO INICIAL (Invocar a presença do Espírito Santo de Deus para que ele dirija o culto). Sugestão: Cinco minutos
2- LEITURA BÍBLICA INTRODUTÓRIA (Leitura de uma passagem bíblica para uma pequena meditação. Ex.: Salmos 1. Obs.: Não é para pregar nessa hora, haja como se estivesse saudando a igreja). Sugestão: Cinco minutos
3- MOMENTO DE LOUVOR E ADORAÇÃO. Sugestão: Trinta minutos
4- ORAÇÃO INTERCESSÓRIA (É uma oração específica. Ex.: Salvação da família, cura divina, etc.) Sugestão: Cinco minutos
5- ABERTURA PARA PARTICIPAÇÃO INDIVIDUAL (Testemunho, louvor, etc.). Sugestão: Cinco minutos
6- MOMENTO DE OFERTAS (A contribuição é voluntária, jamais use palavras com tom de obrigação e ameaça, faça uma oração em favor da vida financeira das famílias, para que Deus venha suprir toda e qualquer necessidade, pode ser entoado um louvor nessa hora) Sugestão: Cinco minutos
7- PREGAÇÃO DA PALAVRA (Momento mais importante no culto, pois será proclamada a Palavra de Deus, ou seja, não é mais o homem quem fala, mas sim Deus, sugere-se uma oração em prol a vida do pregador, para que Deus o use como um instrumento vivo para transmitir a sua Palavra.). Sugestão: Uma hora ( incluindo palavra inicial do pregador e oração final da pregação)
8- PALAVRAS FINAIS (Nesse momento o dirigente faz uma observação no ponto principal da mensagem, exemplo: “Jesus cura e liberta”, e agradece a Deus pela vida do pregador e pede para o Senhor continuar abençoando o seu Ministério e família.). Sugestão: Dois minutos
9- ORAÇÃO FINAL (O dirigente agradece a Deus pelo culto, abençoa as famílias presentes e pede que Deus continue abençoando e guardando-as de todo mal) Sugestão: Dois minutos
10- LOUVOR DE DESPIDIDA (Enquanto as famílias se despedem um louvor pode ser entoado)
Por, Romulo dos Santos – Pregador do Evangelho, Bacharel (Livre) em Teologia, .
1-ORAÇÃO INICIAL (Invocar a presença do Espírito Santo de Deus para que ele dirija o culto). Sugestão: Cinco minutos
2- LEITURA BÍBLICA INTRODUTÓRIA (Leitura de uma passagem bíblica para uma pequena meditação. Ex.: Salmos 1. Obs.: Não é para pregar nessa hora, haja como se estivesse saudando a igreja). Sugestão: Cinco minutos
3- MOMENTO DE LOUVOR E ADORAÇÃO. Sugestão: Trinta minutos
4- ORAÇÃO INTERCESSÓRIA (É uma oração específica. Ex.: Salvação da família, cura divina, etc.) Sugestão: Cinco minutos
5- ABERTURA PARA PARTICIPAÇÃO INDIVIDUAL (Testemunho, louvor, etc.). Sugestão: Cinco minutos
6- MOMENTO DE OFERTAS (A contribuição é voluntária, jamais use palavras com tom de obrigação e ameaça, faça uma oração em favor da vida financeira das famílias, para que Deus venha suprir toda e qualquer necessidade, pode ser entoado um louvor nessa hora) Sugestão: Cinco minutos
7- PREGAÇÃO DA PALAVRA (Momento mais importante no culto, pois será proclamada a Palavra de Deus, ou seja, não é mais o homem quem fala, mas sim Deus, sugere-se uma oração em prol a vida do pregador, para que Deus o use como um instrumento vivo para transmitir a sua Palavra.). Sugestão: Uma hora ( incluindo palavra inicial do pregador e oração final da pregação)
8- PALAVRAS FINAIS (Nesse momento o dirigente faz uma observação no ponto principal da mensagem, exemplo: “Jesus cura e liberta”, e agradece a Deus pela vida do pregador e pede para o Senhor continuar abençoando o seu Ministério e família.). Sugestão: Dois minutos
9- ORAÇÃO FINAL (O dirigente agradece a Deus pelo culto, abençoa as famílias presentes e pede que Deus continue abençoando e guardando-as de todo mal) Sugestão: Dois minutos
10- LOUVOR DE DESPIDIDA (Enquanto as famílias se despedem um louvor pode ser entoado)
Por, Romulo dos Santos – Pregador do Evangelho, Bacharel (Livre) em Teologia, .
RELACIONAMENTO CRISTÃO
RELACIONAMENTO CRISTÃO
O relacionamento entre pessoas é a forma como elas se tratam e se comunicam.
Quando os indivíduos se comunicam bem, diz-se que há um bom relacionamento entre as partes.
Quando os indivíduos se tratam mal, e pelo menos um deles não gosta de entrar em contacto com o restante, diz-se que há um mal relacionamento.
1-RELACIONAMENTO COM DEUS
“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1 e5.6-7
ORAÇÃO
→Estabelecer contato com Deus Mt 6.9, 1 Jo 5.14
→ Oração criteriosa- 1Pe 4.7
LEITURA DA BÍBLIA
→Compreender a Deus-1Jo 2.5, Cl 3.16, Sl 1.1
OBEDIÊCIA A DEUS
→ Cumprir o estabelecido por Deus- 2Ts 3.16
2-RELACIONAMENTO ENTRE LIDER “CRISTÃO” E LIDERADO “CRISTÃO”
LIDERANÇA
Liderança é a autoridade não imposta, mas, conquistada. O grupo consente em dar autoridade para um indivíduo, mesmo que informalmente.O bom líder é aquele que consegue influenciar sem imposição, mas, pelo seu serviço e ideais.
Quando um indivíduo não é uma autoridade formal, mas informalmente exerce o poder , costuma-se dizer que ele ainda assim assume a liderança.Algumas formas de se chegar à liderança são através do carisma, da harmonia de interesses, do companheirismo, do consentimento.
“Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vês será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20.25-28
→Liderança Cristã orgânica- Apóstolo, Pastor, Presbítero, Ancião, Bispo, Diácono, Mestre, Evangelista, etc..
→Liderança Cristã organizacional- Trabalhador, obreiro, mordomo, ecônomo, Presidente, Superintendente, Diretor etc..
LÍDER
→Não deve ser dominador 1Pe5.3
→ Padrão de boas obras- Tt 2.7-8, 1.7-9
→Jovens serem submissos aos mais velhos 1Pe 5.5
→Homens idosos- Tt 2.1
→Mulheres idosas- Tt 2.3
→Humildade no trato de uns para com os outros 1Pe 5.5
→Superioridade- Fp 2.3
→Correção- Gl 6.1-4, 2Coríntios 13.1
LIDERADO
→Lembrar o exemplo de fé do líder Hb 13.7
→ Ser submisso Hb 13.17
→ Acatar com apreço- 1Ts 5.12
→Respeito mútuo- Um deve respeitar o outro
→No trabalho- 1Pe 2.18-25, Fm 15, Tt 2.9
3-RELACIONAMENTO AFETIVO
AMIZADE- Relacionamento com amigos cristãos
→Amar uns aos outros 1Jo 3.11, 1 Jo 2.7, 1 Pe 4.8, 1Pe 3.8
→Confessar os pecados uns aos outros- Tg 5.16
→Falar mal- Tg 4.11
→Contendas- Tg 4.1
→Não andar com desordenados- 2Ts 3.6, 3.14-15
→Manter a paz, se possível- Rm 12.17-18
→Associação com os incrédulos-2Co 6.14, 1Co 5.9-10, Mc 2.15-17
NAMORO/NOIVADO
→Critério- Tt 2.6, 1Co7.27-28, 1Co 7.32, 7.1-2, 7.8-9
Casamento
→Para sempre- 1Co 7.27, 7.3-7, 7.10-16, Rm 7.1
→Mulheres-1Pe 3.1-6,
→amar o marido e filhos, sensatas... Tt 2.4-5, Cl 3.18, 1Co 7.34, 39-40
→ Maridos- 1Pe3.7, Cl 3.19
→ Digno de honra- Hb 13.4
4-RELACIONAMENTO COM PESSOAS NÃO CRISTÃS
-Manter procedimento exemplar 1Pe 2.11, Tt 3.2, 1Ts 4.11-12
-Liderança – 1Pe 2.13, Tt3.1, Rm 13.1-7
------------------------------------------------
-Por Romulo dos Santos
O relacionamento entre pessoas é a forma como elas se tratam e se comunicam.
Quando os indivíduos se comunicam bem, diz-se que há um bom relacionamento entre as partes.
Quando os indivíduos se tratam mal, e pelo menos um deles não gosta de entrar em contacto com o restante, diz-se que há um mal relacionamento.
1-RELACIONAMENTO COM DEUS
“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1 e5.6-7
ORAÇÃO
→Estabelecer contato com Deus Mt 6.9, 1 Jo 5.14
→ Oração criteriosa- 1Pe 4.7
LEITURA DA BÍBLIA
→Compreender a Deus-1Jo 2.5, Cl 3.16, Sl 1.1
OBEDIÊCIA A DEUS
→ Cumprir o estabelecido por Deus- 2Ts 3.16
2-RELACIONAMENTO ENTRE LIDER “CRISTÃO” E LIDERADO “CRISTÃO”
LIDERANÇA
Liderança é a autoridade não imposta, mas, conquistada. O grupo consente em dar autoridade para um indivíduo, mesmo que informalmente.O bom líder é aquele que consegue influenciar sem imposição, mas, pelo seu serviço e ideais.
Quando um indivíduo não é uma autoridade formal, mas informalmente exerce o poder , costuma-se dizer que ele ainda assim assume a liderança.Algumas formas de se chegar à liderança são através do carisma, da harmonia de interesses, do companheirismo, do consentimento.
“Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vês será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20.25-28
→Liderança Cristã orgânica- Apóstolo, Pastor, Presbítero, Ancião, Bispo, Diácono, Mestre, Evangelista, etc..
→Liderança Cristã organizacional- Trabalhador, obreiro, mordomo, ecônomo, Presidente, Superintendente, Diretor etc..
LÍDER
→Não deve ser dominador 1Pe5.3
→ Padrão de boas obras- Tt 2.7-8, 1.7-9
→Jovens serem submissos aos mais velhos 1Pe 5.5
→Homens idosos- Tt 2.1
→Mulheres idosas- Tt 2.3
→Humildade no trato de uns para com os outros 1Pe 5.5
→Superioridade- Fp 2.3
→Correção- Gl 6.1-4, 2Coríntios 13.1
LIDERADO
→Lembrar o exemplo de fé do líder Hb 13.7
→ Ser submisso Hb 13.17
→ Acatar com apreço- 1Ts 5.12
→Respeito mútuo- Um deve respeitar o outro
→No trabalho- 1Pe 2.18-25, Fm 15, Tt 2.9
3-RELACIONAMENTO AFETIVO
AMIZADE- Relacionamento com amigos cristãos
→Amar uns aos outros 1Jo 3.11, 1 Jo 2.7, 1 Pe 4.8, 1Pe 3.8
→Confessar os pecados uns aos outros- Tg 5.16
→Falar mal- Tg 4.11
→Contendas- Tg 4.1
→Não andar com desordenados- 2Ts 3.6, 3.14-15
→Manter a paz, se possível- Rm 12.17-18
→Associação com os incrédulos-2Co 6.14, 1Co 5.9-10, Mc 2.15-17
NAMORO/NOIVADO
→Critério- Tt 2.6, 1Co7.27-28, 1Co 7.32, 7.1-2, 7.8-9
Casamento
→Para sempre- 1Co 7.27, 7.3-7, 7.10-16, Rm 7.1
→Mulheres-1Pe 3.1-6,
→amar o marido e filhos, sensatas... Tt 2.4-5, Cl 3.18, 1Co 7.34, 39-40
→ Maridos- 1Pe3.7, Cl 3.19
→ Digno de honra- Hb 13.4
4-RELACIONAMENTO COM PESSOAS NÃO CRISTÃS
-Manter procedimento exemplar 1Pe 2.11, Tt 3.2, 1Ts 4.11-12
-Liderança – 1Pe 2.13, Tt3.1, Rm 13.1-7
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-Por Romulo dos Santos
PROJETO-MONOGRAFIA
INTRODUÇÃO
Este trabalho tem a intenção de mostrar que existe uma controvérsia na Igreja evangélica contemporânea acerca da aplicação e validade dos dízimos entregue pelos fies. É notório que uma parte da igreja considera que o uso dos dízimos esta em desacordo com o propósito de Deus, e outra parte acredita que o uso dos dízimos esta de acordo com a sua vontade. Esta controvérsia é facilmente detectada pelo vasto material publicado; só na internet é possível verificar o grandioso debate que existe acerca do assunto. Integrante da parcela que considera que a aplicação dos dízimos esta errada temos o teólogo Williams Nóbrega que declara em seu livro ”Missões, muito se fala, pouco se faz e muito menos se investe”
“Temos visto muitas igrejas bonitas, luxuosas, e não temos nada contra, mas se pregamos que Jesus Cristo está voltando, para que tanta preocupação com tanto luxo, se tudo vai ficar aqui para o anticristo e seus adeptos desfrutarem.
Somos treinados a venerar templos, construções e a erigir castelos, fazendo do que é secundário o mais importante. Será que os investimentos que estes líderes estão fazendo nos seus belos templos estivessem sendo investido em missões, teríamos no mundo, em torno de seis bilhões e quatrocentos milhões de pessoas (maio/2005), sem ter ouvido falar de Jesus? Quase a metade do mundo nunca ouviu falar de um homem chamado Jesus Cristo e nem conhece um livro chamado Bíblia.
Os nossos dízimos e ofertas será que já estão comprometidos com outras obras, que temos como prioridade, achando que estamos agradando a Deus? “Enquanto isso o Diabo tem dominado o planeta Terra, avançando com suas seitas e seus seguidores, aumentando de maneira desenfreada, jovens nas drogas, criminalidades, prostituições, mas seja lá quem for ele dará conta a Deus e pagará muito caro.”
Mas para outra parcela o uso dos dízimos esta correto e ele precisa ser investido na construção e manutenção dos templos; para estes o cristão tem a obrigação de manter a obra de Deus através do pagamento fiel dos dízimos, como afirma o Bispo Edir Macedo.
“Embora os filhos de Israel muitas vezes não observassem a prática dos dízimos, ainda assim ele nunca foi abolido, pois enquanto houver Deus também haverá templos, cultos, sacerdotes, e consequentemente, as ofertas e os dízimos para o seu sustento.”
Não é diferente com relação a validade dos dízimos nos dias atuais, uns crêem que os dízimos ainda estão valendo para os cristãos, outros anunciam que os dízimos não valem mais para os Cristãos de hoje. A controvérsia é tão gritante que rompeu a barreira da comunidade evangélica e chegou a mídia nacional, em uma matéria da revista Eclésia.
“Distorções –...”Caso o dízimo não fosse obrigatório, talvez a arrecadação nem diminuísse, se tivéssemos a idéia bíblica de que cada um deve contribuir com alegria conforme o seu coração. Nós devíamos depender da fé e da liberalidade dos irmãos, no sentido de partilharmos uma visão de atender às necessidades financeiras dos mais pobres”, teoriza. Só que na prática, uma postura como essa, ainda que possível, se torna bastante arriscada. O dízimo, citado em passagens bíblicas no Antigo e no Novo Testamento, garante uma previsão de faturamento das igrejas, o que administrativamente traz segurança. Tanto que a grande maioria das denominações inclui o dízimo na sua base doutrinária.
É ponto pacífico que, sem o dízimo, fica inviável suprir as demandas das igrejas – incluídos os gastos com custeio, construção e manutenção de templos, salários de obreiros, ação social, obra missionária e por aí vai. “A partir do momento em que se aluga um prédio, liga a luz e a água, as despesas ocorrem. E alguém tem que pagar”, lembra o pastor e teólogo Antônio Carlos Barro, fundador da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
Para ele, a necessidade da cobrança do dízimo se impõe porque “o crente é muito sossegado”. “De Deus ele quer a bênção, mas abençoar quase não faz parte do seu mundo. Assim é fácil”, critica.
. “O dízimo é bíblico. É um preceito que transcende a lei e a graça, pois foi instituído pelo próprio Deus”, diz. Segundo ele, mais de 90% de sua membresia é dizimista fiel. “Ensinamos ao nosso povo a prática da obediência ao Senhor”. A explicação para esse alto índice de contribuição, explica, está na ênfase do ensino sobre o dízimo nos grupos familiares, os GCEM — Grupos de Comunhão, Edificação e Multiplicação — em que se divide a igreja. Só em São Paulo há 600 dessas células.
Para Mara Rubia, os ensinamentos adotados pelas igrejas evangélicas a respeito do dízimo não passam de um engano. “Recusamo-nos, na nossa igreja, a pregar mentiras”, fuzila. “O dízimo é uma instituição que traz peso e sentimento de culpa aos crentes”. Para ela, o dízimo era uma lei para Israel, e nada tem a ver com a Igreja de Cristo. A pastora cita passagens bíblicas para reforçar o que diz. “O texto de Malaquias 3.7, bastante usado pelos pastores para justificar o dízimo, referia-se a Israel. Ali, o profeta fez o povo lembrar-se da lei mosaica, inclusive da prática dos dízimos.” O episódio de Abraão e Melquisedeque, diz ela, foi um ato espontâneo. “A doação sempre deve ser fruto de amor, nunca de imposição”, continua. Já em Gálatas 3, continua, o texto é claro ao dizer que ninguém será justificado pela lei – portanto, na sua opinião, é um paradoxo levar o povo a obedecer um princípio que não se aplica a quem está em Cristo e sob a graça. “O fim da lei é Cristo”, decreta. Mara reconhece que, diversas vezes, as contas não fecham no fim do mês – embora todos os líderes, inclusive ela e seu marido, o pastor José Carlos, sejam voluntários e nada recebam da igreja. “Deus honra nossa fé, e vez por outra recebemos uma oferta especial. Preferimos passar dificuldades, e elas não são poucas, a enganar o povo”.
Como observado acima, de fato existe uma contradição enorme com relação a validade e aplicação do dízimos em nosso dias, e este trabalho tem a intenção de aclarar o assunto, levando os cristãos ao real entendimento da matéria. Ao transcorrer da pesquisa saberemos que a causa da controvérsia é a interpretação errônea das Escrituras Sagradas.
Constataremos que muitos lideres caem no erro de aplicar à Igreja, ensinamentos que foram para a nação de Israel. Aprenderemos os pontos chaves para uma interpretação correta, buscando solucionar esta discordância que a muito tempo tem levado homens de Deus a travarem verdadeiras guerras conceituais.
Por Romulo dos Santos
Este trabalho tem a intenção de mostrar que existe uma controvérsia na Igreja evangélica contemporânea acerca da aplicação e validade dos dízimos entregue pelos fies. É notório que uma parte da igreja considera que o uso dos dízimos esta em desacordo com o propósito de Deus, e outra parte acredita que o uso dos dízimos esta de acordo com a sua vontade. Esta controvérsia é facilmente detectada pelo vasto material publicado; só na internet é possível verificar o grandioso debate que existe acerca do assunto. Integrante da parcela que considera que a aplicação dos dízimos esta errada temos o teólogo Williams Nóbrega que declara em seu livro ”Missões, muito se fala, pouco se faz e muito menos se investe”
“Temos visto muitas igrejas bonitas, luxuosas, e não temos nada contra, mas se pregamos que Jesus Cristo está voltando, para que tanta preocupação com tanto luxo, se tudo vai ficar aqui para o anticristo e seus adeptos desfrutarem.
Somos treinados a venerar templos, construções e a erigir castelos, fazendo do que é secundário o mais importante. Será que os investimentos que estes líderes estão fazendo nos seus belos templos estivessem sendo investido em missões, teríamos no mundo, em torno de seis bilhões e quatrocentos milhões de pessoas (maio/2005), sem ter ouvido falar de Jesus? Quase a metade do mundo nunca ouviu falar de um homem chamado Jesus Cristo e nem conhece um livro chamado Bíblia.
Os nossos dízimos e ofertas será que já estão comprometidos com outras obras, que temos como prioridade, achando que estamos agradando a Deus? “Enquanto isso o Diabo tem dominado o planeta Terra, avançando com suas seitas e seus seguidores, aumentando de maneira desenfreada, jovens nas drogas, criminalidades, prostituições, mas seja lá quem for ele dará conta a Deus e pagará muito caro.”
Mas para outra parcela o uso dos dízimos esta correto e ele precisa ser investido na construção e manutenção dos templos; para estes o cristão tem a obrigação de manter a obra de Deus através do pagamento fiel dos dízimos, como afirma o Bispo Edir Macedo.
“Embora os filhos de Israel muitas vezes não observassem a prática dos dízimos, ainda assim ele nunca foi abolido, pois enquanto houver Deus também haverá templos, cultos, sacerdotes, e consequentemente, as ofertas e os dízimos para o seu sustento.”
Não é diferente com relação a validade dos dízimos nos dias atuais, uns crêem que os dízimos ainda estão valendo para os cristãos, outros anunciam que os dízimos não valem mais para os Cristãos de hoje. A controvérsia é tão gritante que rompeu a barreira da comunidade evangélica e chegou a mídia nacional, em uma matéria da revista Eclésia.
“Distorções –...”Caso o dízimo não fosse obrigatório, talvez a arrecadação nem diminuísse, se tivéssemos a idéia bíblica de que cada um deve contribuir com alegria conforme o seu coração. Nós devíamos depender da fé e da liberalidade dos irmãos, no sentido de partilharmos uma visão de atender às necessidades financeiras dos mais pobres”, teoriza. Só que na prática, uma postura como essa, ainda que possível, se torna bastante arriscada. O dízimo, citado em passagens bíblicas no Antigo e no Novo Testamento, garante uma previsão de faturamento das igrejas, o que administrativamente traz segurança. Tanto que a grande maioria das denominações inclui o dízimo na sua base doutrinária.
É ponto pacífico que, sem o dízimo, fica inviável suprir as demandas das igrejas – incluídos os gastos com custeio, construção e manutenção de templos, salários de obreiros, ação social, obra missionária e por aí vai. “A partir do momento em que se aluga um prédio, liga a luz e a água, as despesas ocorrem. E alguém tem que pagar”, lembra o pastor e teólogo Antônio Carlos Barro, fundador da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
Para ele, a necessidade da cobrança do dízimo se impõe porque “o crente é muito sossegado”. “De Deus ele quer a bênção, mas abençoar quase não faz parte do seu mundo. Assim é fácil”, critica.
. “O dízimo é bíblico. É um preceito que transcende a lei e a graça, pois foi instituído pelo próprio Deus”, diz. Segundo ele, mais de 90% de sua membresia é dizimista fiel. “Ensinamos ao nosso povo a prática da obediência ao Senhor”. A explicação para esse alto índice de contribuição, explica, está na ênfase do ensino sobre o dízimo nos grupos familiares, os GCEM — Grupos de Comunhão, Edificação e Multiplicação — em que se divide a igreja. Só em São Paulo há 600 dessas células.
Para Mara Rubia, os ensinamentos adotados pelas igrejas evangélicas a respeito do dízimo não passam de um engano. “Recusamo-nos, na nossa igreja, a pregar mentiras”, fuzila. “O dízimo é uma instituição que traz peso e sentimento de culpa aos crentes”. Para ela, o dízimo era uma lei para Israel, e nada tem a ver com a Igreja de Cristo. A pastora cita passagens bíblicas para reforçar o que diz. “O texto de Malaquias 3.7, bastante usado pelos pastores para justificar o dízimo, referia-se a Israel. Ali, o profeta fez o povo lembrar-se da lei mosaica, inclusive da prática dos dízimos.” O episódio de Abraão e Melquisedeque, diz ela, foi um ato espontâneo. “A doação sempre deve ser fruto de amor, nunca de imposição”, continua. Já em Gálatas 3, continua, o texto é claro ao dizer que ninguém será justificado pela lei – portanto, na sua opinião, é um paradoxo levar o povo a obedecer um princípio que não se aplica a quem está em Cristo e sob a graça. “O fim da lei é Cristo”, decreta. Mara reconhece que, diversas vezes, as contas não fecham no fim do mês – embora todos os líderes, inclusive ela e seu marido, o pastor José Carlos, sejam voluntários e nada recebam da igreja. “Deus honra nossa fé, e vez por outra recebemos uma oferta especial. Preferimos passar dificuldades, e elas não são poucas, a enganar o povo”.
Como observado acima, de fato existe uma contradição enorme com relação a validade e aplicação do dízimos em nosso dias, e este trabalho tem a intenção de aclarar o assunto, levando os cristãos ao real entendimento da matéria. Ao transcorrer da pesquisa saberemos que a causa da controvérsia é a interpretação errônea das Escrituras Sagradas.
Constataremos que muitos lideres caem no erro de aplicar à Igreja, ensinamentos que foram para a nação de Israel. Aprenderemos os pontos chaves para uma interpretação correta, buscando solucionar esta discordância que a muito tempo tem levado homens de Deus a travarem verdadeiras guerras conceituais.
Por Romulo dos Santos
MAIS UMA VERGONHA PARA A IGREJA!
MAIS UMA VERGONHA PARA A IGREJA!
Nos dias 06 e 11 de novembro sucessivamente postei aqui um texto sobre o APAGÃO ÉTICO E MORAL NO MEIO EVANGÉLICO E UM FILME DE DONNIE SWAGART. O texto foi reproduzido em vários sites e jornais evangélicos e o filme fala sobre os CAFETÕES DA PROSPERIDADE.Recebi muitos emails apontando que os caminhos traçados nas postagens estavam corretos. Agora o presente vídeo mostra o final de uma reunião onde deputados evangélicos, após receberem propina, oram agradecendo a Deus. Isso acontece menos de trinta dias após minhas postagens.Fiquei a me perguntar: Estão orando a qual Deus? Pedindo que este Deus faça justiça em uma total demonstração de injustiça? Qual o peso ético de tais homens na política brasileira? Tais deputados evangélicos estão aprendendo estas coisas em quais igrejas? Em qual Bíblia leram que Deus abençoa a corrupção?Nada me tira da cabeça que tais pessoas, em nome de uma teologia podre e mesmo sem uma conversão genuína, demonstram suas naturezas perversas que em nada foram transformadas pelo Evangelho do Senhor Jesus Cristo.Tais pessoas devem crer que em nome de uma prosperidade trevosa vale qualquer tipo de comportamento. Esse ensino diabólico que todo cristão deve ser rico tem levado a igreja para a vala da inutilidade.O escândalo que se apresenta em Brasília vai arrastar para a lama moral não somente seu governador, mas também um número muito grande de pessoas envolvidas, políticos e para nossa infelicidade muitos dos que se dizem cristãos.Este que ora no vídeo é o Dep. Brunelli, filho de um apóstolo cuja igreja tem sede em Brasília. Ele agradece a Deus a propina e repreende os adversários. Isso é uma vergonha!Esse tipo de comportamento expressa o caminho assumido por uma parte da igreja evangélica brasileira, que optou conscientemente jogar no lixo a moral e a ética e fazer deste mundo sua eterna morada. A Palavra de Deus aponta para outro caminho. Veja o que Paulo escreve a Tito cap. 2:11-15“11 Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,12 Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, 13 Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo;14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. 15 Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze”.Parece-me que aqueles que assumiram a pernóstica Teologia da Prosperidade tornaram-se a banda podre da igreja. Tal banda podre a meu ver é irredimível. No meio neo-pentecostal a falta de caráter fala mais alto que qualquer outra coisa.Em nome de unções e moveres de Deus estão forjando uma geração de cristãos desconfigurados, alérgicos a um bom ensinamento bíblico, descompromissados com tudo e todos e que adoram a um deus chamado próprio ventre. Cristãos sentimentais, com distúrbios emocionais gravíssimos e totalmente alienados da vida. Egoístas, caluniadores e no fundo servem de massa de manobra para os perversos e mundanos líderes que eles acolhem como homens de Deus.O Apóstolo Paulo nos diz em Filp 3: 18-19 “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”.Já havia dito anteriormente que esta bolha de crescimento da igreja e falsos ensinos teria seus dias contados. Vai estourar e já está começando. Só que acho que o estrago feito não tem mais conserto. Estamos longe demais dos fundamentos para voltar. Os cristãos não querem a Palavra pura, mas deixaram misturar veneno e por isso há morte na panela.O que nos resta senão chorarmos amargamente pelos nossos pecados. Nós todos os cristãos somos responsáveis por tais vergonhas em nosso meio. Nós e mais ninguém fomos os que elegemos tais desqualificados para os cargos que ocupam atualmente.Em 2010 haverá eleições. Pastores e líderes não se deixem corromper com privilégios espúrios. Não indiquem candidatos que não possuam vida cristã ilibada. Os lobos se apresentarão como salvadores da pátria, como chamados por Deus para realizarem a vontade Dele nas assembléias, câmaras, governos etc.Pastores e lideres sejam homens de Deus e digam não a tais propostas. Meus irmãos em Cristo que nos portemos como homens e mulheres de Deus e saibamos utilizar nossas mentes e competências para desempenharmos uma cidadania sadia, comprometida e acima de tudo para Glória de Deus.Soli Deo Glória.Autor: Pr. Luiz Fernando R. de Souza
Nos dias 06 e 11 de novembro sucessivamente postei aqui um texto sobre o APAGÃO ÉTICO E MORAL NO MEIO EVANGÉLICO E UM FILME DE DONNIE SWAGART. O texto foi reproduzido em vários sites e jornais evangélicos e o filme fala sobre os CAFETÕES DA PROSPERIDADE.Recebi muitos emails apontando que os caminhos traçados nas postagens estavam corretos. Agora o presente vídeo mostra o final de uma reunião onde deputados evangélicos, após receberem propina, oram agradecendo a Deus. Isso acontece menos de trinta dias após minhas postagens.Fiquei a me perguntar: Estão orando a qual Deus? Pedindo que este Deus faça justiça em uma total demonstração de injustiça? Qual o peso ético de tais homens na política brasileira? Tais deputados evangélicos estão aprendendo estas coisas em quais igrejas? Em qual Bíblia leram que Deus abençoa a corrupção?Nada me tira da cabeça que tais pessoas, em nome de uma teologia podre e mesmo sem uma conversão genuína, demonstram suas naturezas perversas que em nada foram transformadas pelo Evangelho do Senhor Jesus Cristo.Tais pessoas devem crer que em nome de uma prosperidade trevosa vale qualquer tipo de comportamento. Esse ensino diabólico que todo cristão deve ser rico tem levado a igreja para a vala da inutilidade.O escândalo que se apresenta em Brasília vai arrastar para a lama moral não somente seu governador, mas também um número muito grande de pessoas envolvidas, políticos e para nossa infelicidade muitos dos que se dizem cristãos.Este que ora no vídeo é o Dep. Brunelli, filho de um apóstolo cuja igreja tem sede em Brasília. Ele agradece a Deus a propina e repreende os adversários. Isso é uma vergonha!Esse tipo de comportamento expressa o caminho assumido por uma parte da igreja evangélica brasileira, que optou conscientemente jogar no lixo a moral e a ética e fazer deste mundo sua eterna morada. A Palavra de Deus aponta para outro caminho. Veja o que Paulo escreve a Tito cap. 2:11-15“11 Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,12 Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, 13 Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo;14 O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. 15 Fala disto, e exorta e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze”.Parece-me que aqueles que assumiram a pernóstica Teologia da Prosperidade tornaram-se a banda podre da igreja. Tal banda podre a meu ver é irredimível. No meio neo-pentecostal a falta de caráter fala mais alto que qualquer outra coisa.Em nome de unções e moveres de Deus estão forjando uma geração de cristãos desconfigurados, alérgicos a um bom ensinamento bíblico, descompromissados com tudo e todos e que adoram a um deus chamado próprio ventre. Cristãos sentimentais, com distúrbios emocionais gravíssimos e totalmente alienados da vida. Egoístas, caluniadores e no fundo servem de massa de manobra para os perversos e mundanos líderes que eles acolhem como homens de Deus.O Apóstolo Paulo nos diz em Filp 3: 18-19 “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”.Já havia dito anteriormente que esta bolha de crescimento da igreja e falsos ensinos teria seus dias contados. Vai estourar e já está começando. Só que acho que o estrago feito não tem mais conserto. Estamos longe demais dos fundamentos para voltar. Os cristãos não querem a Palavra pura, mas deixaram misturar veneno e por isso há morte na panela.O que nos resta senão chorarmos amargamente pelos nossos pecados. Nós todos os cristãos somos responsáveis por tais vergonhas em nosso meio. Nós e mais ninguém fomos os que elegemos tais desqualificados para os cargos que ocupam atualmente.Em 2010 haverá eleições. Pastores e líderes não se deixem corromper com privilégios espúrios. Não indiquem candidatos que não possuam vida cristã ilibada. Os lobos se apresentarão como salvadores da pátria, como chamados por Deus para realizarem a vontade Dele nas assembléias, câmaras, governos etc.Pastores e lideres sejam homens de Deus e digam não a tais propostas. Meus irmãos em Cristo que nos portemos como homens e mulheres de Deus e saibamos utilizar nossas mentes e competências para desempenharmos uma cidadania sadia, comprometida e acima de tudo para Glória de Deus.Soli Deo Glória.Autor: Pr. Luiz Fernando R. de Souza
Deus não vota nem joga
Deus não vota nem joga
Por Alexandre GarciaEstão misturando Deus com campanha eleitoral. Pode não ser pecado contra a Lei Eleitoral, mas, sem dúvida, é pecado contra a Lei de Deus. Está no 2º Mandamento: "Não tomarás Seu Santo Nome em vão". Lembro isso porque há poucos dias o Padre Marcelo Rossi oficiou uma missa de corpo presente de José Serra e pediu orações para o candidato. Outro dia, foi a vez da candidata Dilma receber as orações de ministros evangélicos. Num país em que se agradece a Deus pelo dinheiro que entrou nas meias, nas cuecas e nas bolsas, isso pode não surpreender, mas não faz o menor sentido. Uma, porque o Estado, sob cuja égide se realizam as eleições, é laico; outra, porque Deus não se mete nisso. Ele nos deu o livre arbítrio.Se Deus se metesse em política, certamente Hitler não teria nascido ou não teria assumido o poder na Alemanha. E se Deus se metesse nessas coisas, o responsável pela matança de 6 milhões de judeus - o povo com que Ele tem mais intimidade - seria o próprio Deus. A Stálin tampouco seria dado o poder de matar milhões de russos, justo no país em que a fé cristã é profundamente forte. Se Stálin não tivesse livre arbítrio, o responsável seria Deus. Também imaginam que Deus e os santos se metem em sorteios, jogos de futebol, coisas assim. Se isso fosse verdade, Deus estaria sendo bondoso para o ganhador da Sena e cruel para os milhões que perderam. Dizem que se reza para santo decidisse partida de futebol, o campeonato baiano ficaria todo empatado...Há lugares em que se misturam estado e religião. O Vaticano é o estado de mais evidente exemplo disso. Mas o Afeganistão dos talibãs foi um triste outro exemplo de teocracia, como é hoje o Irã dos aiatolás. O Tibete, hoje controlado pelos chineses, era um reino controlado pelo líder religioso, o Dalai Lama, hoje expatriado. Israel do Velho Testamento era um estado com grande intimidade com Deus, o Jeová ou Adonai. Hoje Israel é, como o Brasil, um estado laico. Religião e poder misturados têm causado, como mostra a História, matanças, inquisições, morticínios cruéis. Os reis católicos da Espanha, Fernando e Isabel, promoveram matanças de velhos, mulheres e crianças só porque eram muçulmanos. E viraram santos.Assim, é perigoso fazer a mistura, mesmo porque se Deus tomasse partido, negaria sua própria essência, porque se colocaria do lado de um grupo de filhos contra outro grupo de filhos do mesmo Pai. Se pudesse negar a essência, não seria Deus. Parece simples, esse raciocínio, mas para quem comete o pecado de não usar o cérebro que Deus nos deu, essas obviedades não são consideradas e se entra na campanha eleitoral com a maior irracionalidade, aceitando conselhos de ministros religiosos para votar neste ou naquele candidato, em nome de Deus. Como se Deus escolhesse seus representantes - o que também negaria sua essência, ao dar preferência para alguns. É, sim, pecado de arrogância, se anunciar como representante de Deus.Para o fim ficou o pior de tudo. Há os que usam Deus para ganhar dinheiro. Aí, não é apenas pecado contra o 2º Mandamento de Deus; é também pecado contra os mandamentos dos homens, inscritos do Código Penal. Um pecado chamado estelionato.Alexandre Garcia é articulista político e escreve neste espaço às terças-feiras.
Por Alexandre GarciaEstão misturando Deus com campanha eleitoral. Pode não ser pecado contra a Lei Eleitoral, mas, sem dúvida, é pecado contra a Lei de Deus. Está no 2º Mandamento: "Não tomarás Seu Santo Nome em vão". Lembro isso porque há poucos dias o Padre Marcelo Rossi oficiou uma missa de corpo presente de José Serra e pediu orações para o candidato. Outro dia, foi a vez da candidata Dilma receber as orações de ministros evangélicos. Num país em que se agradece a Deus pelo dinheiro que entrou nas meias, nas cuecas e nas bolsas, isso pode não surpreender, mas não faz o menor sentido. Uma, porque o Estado, sob cuja égide se realizam as eleições, é laico; outra, porque Deus não se mete nisso. Ele nos deu o livre arbítrio.Se Deus se metesse em política, certamente Hitler não teria nascido ou não teria assumido o poder na Alemanha. E se Deus se metesse nessas coisas, o responsável pela matança de 6 milhões de judeus - o povo com que Ele tem mais intimidade - seria o próprio Deus. A Stálin tampouco seria dado o poder de matar milhões de russos, justo no país em que a fé cristã é profundamente forte. Se Stálin não tivesse livre arbítrio, o responsável seria Deus. Também imaginam que Deus e os santos se metem em sorteios, jogos de futebol, coisas assim. Se isso fosse verdade, Deus estaria sendo bondoso para o ganhador da Sena e cruel para os milhões que perderam. Dizem que se reza para santo decidisse partida de futebol, o campeonato baiano ficaria todo empatado...Há lugares em que se misturam estado e religião. O Vaticano é o estado de mais evidente exemplo disso. Mas o Afeganistão dos talibãs foi um triste outro exemplo de teocracia, como é hoje o Irã dos aiatolás. O Tibete, hoje controlado pelos chineses, era um reino controlado pelo líder religioso, o Dalai Lama, hoje expatriado. Israel do Velho Testamento era um estado com grande intimidade com Deus, o Jeová ou Adonai. Hoje Israel é, como o Brasil, um estado laico. Religião e poder misturados têm causado, como mostra a História, matanças, inquisições, morticínios cruéis. Os reis católicos da Espanha, Fernando e Isabel, promoveram matanças de velhos, mulheres e crianças só porque eram muçulmanos. E viraram santos.Assim, é perigoso fazer a mistura, mesmo porque se Deus tomasse partido, negaria sua própria essência, porque se colocaria do lado de um grupo de filhos contra outro grupo de filhos do mesmo Pai. Se pudesse negar a essência, não seria Deus. Parece simples, esse raciocínio, mas para quem comete o pecado de não usar o cérebro que Deus nos deu, essas obviedades não são consideradas e se entra na campanha eleitoral com a maior irracionalidade, aceitando conselhos de ministros religiosos para votar neste ou naquele candidato, em nome de Deus. Como se Deus escolhesse seus representantes - o que também negaria sua essência, ao dar preferência para alguns. É, sim, pecado de arrogância, se anunciar como representante de Deus.Para o fim ficou o pior de tudo. Há os que usam Deus para ganhar dinheiro. Aí, não é apenas pecado contra o 2º Mandamento de Deus; é também pecado contra os mandamentos dos homens, inscritos do Código Penal. Um pecado chamado estelionato.Alexandre Garcia é articulista político e escreve neste espaço às terças-feiras.
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