INTRODUÇÃO
Este trabalho tem a intenção de mostrar que existe uma controvérsia na Igreja evangélica contemporânea acerca da aplicação e validade dos dízimos entregue pelos fies. É notório que uma parte da igreja considera que o uso dos dízimos esta em desacordo com o propósito de Deus, e outra parte acredita que o uso dos dízimos esta de acordo com a sua vontade. Esta controvérsia é facilmente detectada pelo vasto material publicado; só na internet é possível verificar o grandioso debate que existe acerca do assunto. Integrante da parcela que considera que a aplicação dos dízimos esta errada temos o teólogo Williams Nóbrega que declara em seu livro ”Missões, muito se fala, pouco se faz e muito menos se investe”
“Temos visto muitas igrejas bonitas, luxuosas, e não temos nada contra, mas se pregamos que Jesus Cristo está voltando, para que tanta preocupação com tanto luxo, se tudo vai ficar aqui para o anticristo e seus adeptos desfrutarem.
Somos treinados a venerar templos, construções e a erigir castelos, fazendo do que é secundário o mais importante. Será que os investimentos que estes líderes estão fazendo nos seus belos templos estivessem sendo investido em missões, teríamos no mundo, em torno de seis bilhões e quatrocentos milhões de pessoas (maio/2005), sem ter ouvido falar de Jesus? Quase a metade do mundo nunca ouviu falar de um homem chamado Jesus Cristo e nem conhece um livro chamado Bíblia.
Os nossos dízimos e ofertas será que já estão comprometidos com outras obras, que temos como prioridade, achando que estamos agradando a Deus? “Enquanto isso o Diabo tem dominado o planeta Terra, avançando com suas seitas e seus seguidores, aumentando de maneira desenfreada, jovens nas drogas, criminalidades, prostituições, mas seja lá quem for ele dará conta a Deus e pagará muito caro.”
Mas para outra parcela o uso dos dízimos esta correto e ele precisa ser investido na construção e manutenção dos templos; para estes o cristão tem a obrigação de manter a obra de Deus através do pagamento fiel dos dízimos, como afirma o Bispo Edir Macedo.
“Embora os filhos de Israel muitas vezes não observassem a prática dos dízimos, ainda assim ele nunca foi abolido, pois enquanto houver Deus também haverá templos, cultos, sacerdotes, e consequentemente, as ofertas e os dízimos para o seu sustento.”
Não é diferente com relação a validade dos dízimos nos dias atuais, uns crêem que os dízimos ainda estão valendo para os cristãos, outros anunciam que os dízimos não valem mais para os Cristãos de hoje. A controvérsia é tão gritante que rompeu a barreira da comunidade evangélica e chegou a mídia nacional, em uma matéria da revista Eclésia.
“Distorções –...”Caso o dízimo não fosse obrigatório, talvez a arrecadação nem diminuísse, se tivéssemos a idéia bíblica de que cada um deve contribuir com alegria conforme o seu coração. Nós devíamos depender da fé e da liberalidade dos irmãos, no sentido de partilharmos uma visão de atender às necessidades financeiras dos mais pobres”, teoriza. Só que na prática, uma postura como essa, ainda que possível, se torna bastante arriscada. O dízimo, citado em passagens bíblicas no Antigo e no Novo Testamento, garante uma previsão de faturamento das igrejas, o que administrativamente traz segurança. Tanto que a grande maioria das denominações inclui o dízimo na sua base doutrinária.
É ponto pacífico que, sem o dízimo, fica inviável suprir as demandas das igrejas – incluídos os gastos com custeio, construção e manutenção de templos, salários de obreiros, ação social, obra missionária e por aí vai. “A partir do momento em que se aluga um prédio, liga a luz e a água, as despesas ocorrem. E alguém tem que pagar”, lembra o pastor e teólogo Antônio Carlos Barro, fundador da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
Para ele, a necessidade da cobrança do dízimo se impõe porque “o crente é muito sossegado”. “De Deus ele quer a bênção, mas abençoar quase não faz parte do seu mundo. Assim é fácil”, critica.
. “O dízimo é bíblico. É um preceito que transcende a lei e a graça, pois foi instituído pelo próprio Deus”, diz. Segundo ele, mais de 90% de sua membresia é dizimista fiel. “Ensinamos ao nosso povo a prática da obediência ao Senhor”. A explicação para esse alto índice de contribuição, explica, está na ênfase do ensino sobre o dízimo nos grupos familiares, os GCEM — Grupos de Comunhão, Edificação e Multiplicação — em que se divide a igreja. Só em São Paulo há 600 dessas células.
Para Mara Rubia, os ensinamentos adotados pelas igrejas evangélicas a respeito do dízimo não passam de um engano. “Recusamo-nos, na nossa igreja, a pregar mentiras”, fuzila. “O dízimo é uma instituição que traz peso e sentimento de culpa aos crentes”. Para ela, o dízimo era uma lei para Israel, e nada tem a ver com a Igreja de Cristo. A pastora cita passagens bíblicas para reforçar o que diz. “O texto de Malaquias 3.7, bastante usado pelos pastores para justificar o dízimo, referia-se a Israel. Ali, o profeta fez o povo lembrar-se da lei mosaica, inclusive da prática dos dízimos.” O episódio de Abraão e Melquisedeque, diz ela, foi um ato espontâneo. “A doação sempre deve ser fruto de amor, nunca de imposição”, continua. Já em Gálatas 3, continua, o texto é claro ao dizer que ninguém será justificado pela lei – portanto, na sua opinião, é um paradoxo levar o povo a obedecer um princípio que não se aplica a quem está em Cristo e sob a graça. “O fim da lei é Cristo”, decreta. Mara reconhece que, diversas vezes, as contas não fecham no fim do mês – embora todos os líderes, inclusive ela e seu marido, o pastor José Carlos, sejam voluntários e nada recebam da igreja. “Deus honra nossa fé, e vez por outra recebemos uma oferta especial. Preferimos passar dificuldades, e elas não são poucas, a enganar o povo”.
Como observado acima, de fato existe uma contradição enorme com relação a validade e aplicação do dízimos em nosso dias, e este trabalho tem a intenção de aclarar o assunto, levando os cristãos ao real entendimento da matéria. Ao transcorrer da pesquisa saberemos que a causa da controvérsia é a interpretação errônea das Escrituras Sagradas.
Constataremos que muitos lideres caem no erro de aplicar à Igreja, ensinamentos que foram para a nação de Israel. Aprenderemos os pontos chaves para uma interpretação correta, buscando solucionar esta discordância que a muito tempo tem levado homens de Deus a travarem verdadeiras guerras conceituais.
Por Romulo dos Santos
segunda-feira, 14 de junho de 2010
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Olá querido!
ResponderExcluirGraça e paz.
Eu acho interessante alguns irmãos que discordam de serem dizimistas,e sinceramente até concordo com eles.Porém,esses colegas que repudiam a lei,ainda não entenderam a Graça de Deus.Porque na graça eu não tenho que entregar 10%,mas,tudo o que tenho.E se nós vivessemos de fato a graça à igreja cresceria muito mais.Portanto,neste quesito contribuição é melhor devolver 10% segundo à lei(lembrando que tudo é do Senhor)do que entregar tudo aos pés dos apóstolos segundo a graça.(AT.2:42-47)
Pr.Mazi Macedo
Exatamente querido Pastor, se vivessemos de a graça por completo em nossas igrejas, não só haveria um crescimento, mas também grande parte de nossos queridos irmãos teriam suas necesseidades sociais atendidas.
ResponderExcluirUm grande abraço, obrigado pela visita, a proposta é essa, dialogar sobre a fé!